Histórias do Colunistas Rio 2016: Painel Mata Mosquito dá mais três prêmios para a NBS

Augusto Correia e Bob Ferraz
Augusto “Jesus” Correia e Bob Ferraz com seu Painel Mata Mosquito.

O Painel Mata Mosquito, criado pela NBS para a Posterscope, foi o trabalho que mais se destacou no Colunistas Rio 2016, com um GP de Mídia, pelo aproveitamento do meio outdoor, um Ouro de Mídia Exterior e uma Prata de Inovação. Foram mais três destaques a esta peça que, desde que foi lançada em 2016, entrou no shortlist do Outdoor Lions, em Cannes, levou Bronze no Clio, três medalhas no El Ojo e muitas inserções nos shortlists de vários outros concursos, como AdStars, Festival of Media Latam e Creativepool, além do Katerva Awards, uma importante premiação voltada para a sustentabilidade.

E numa época em que estamos tão acostumados a ver trabalhos premiados e que nunca foram postos em prática além do protótipo usado no videocase, o “Mosquito Killer Billboard” (nome usado nas premiações internacionais) chegou a circular em doze locações na cidade do Rio de Janeiro.

O redator Bob Ferraz, da NBS, que assinou a criação com o diretor de arte Augusto “Jesus” Correia (hoje na Ogilvy Rio), contou para a Janela que o projeto nasceu a pedido da Posterscope, uma empresa de mídia exterior do grupo Dentsu, ao qual também pertence atualmente a NBS. O briefing passado por Otto Frossard, diretor de planejamento da Posterscope, diz Ferraz, era marcar o lançamento da empresa no Brasil de alguma forma impactante e que mostrasse a capacidade tecnológica que ela tem no suporte às ideias das agências.

Os criativos, então, começaram a estudar qual dos assuntos em voga naquele momento poderiam ser aproveitados. Como todo carioca deve lembrar, não se falava em outra coisa no período anterior aos Jogos Olímpicos na cidade: Dengue, Zika e Chikungunya. Combater o Aedes Aegypti foi a decisão inevitável do grupo de trabalho da NBS e da Posterscope, que começou a desenvolver a tecnologia até conseguir botar um protótipo em teste no Centro do Rio.

Augusto Correia revela que uma das primeiras ideias havia sido fazer um outdoor tradicional utilizando aquela lâmpada que casas e botequins usam para atrair insetos. Só que eles descobriram que, além de o Aedes não ser sensivel a esta luz, ele não voa tão alto, o que inviabilizaria a peça naquele formato. Solução: usar um mub, mais perto do solo. Continuando a pesquisa, o grupo soube que nos Estados Unidos já se usa o ácido lático, que o corpo humano excreta no suor a partir da atividade muscular, para atrair mosquitos para armadilhas. O resto ficou com a turma de engenharia, que conseguiu desenvolver uma traquitana para fazer o Aedes ser atraído pelo odor do ácido, ser sugado por uma ventoinha para dentro do mub e, finalmente, ficar preso no interior do painel.

Bob Ferraz cita que a repercussão para a Posterscope foi muito maior do que eles podiam ter imaginado.

– “Foram matérias no mundo inteiro, da CNN Internacional à Al Jazira”, diz o criativo, que chama a atenção inclusive para o governo do Chile ter pensado em colocar seus presos para fazerem o painel e espalhar pelo país, em troca de reduzir a pena.

O criativo da NBS ainda destaca que o projeto foi colocado num site em modo Creative Commons. Com isso, qualquer cidade do mundo pode copiar a ideia, pois todas as plantas e mecânicas estão disponíveis para download.

O Painel Mata Mosquito ainda vai seguir em 2017 atrás de mais prêmios. Além dos concursos internacionais em que foi inscrito, dia 11 de março disputa, em São Paulo, o Colunistas Brasil 2016, como um dos premiados com Ouro no Colunistas Rio.

Para ver o videocase: youtu.be/ZAxf48phFdw

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Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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