Luiz Carvalho responde sobre a concorrência da Aliança Francesa

Luiz Carlos Carvalho, da Aliança Francesa

O diretor comercial e de marketing da Aliança Francesa do Rio, Luiz Carlos Carvalho, rebateu para a Janela as críticas de que a empresa já soubesse, durante a concorrência iniciada em outubro, que pudesse enfrentar dificuldades para pagar os custos de uma agência de propaganda em 2018, motivo pelo qual a disputa ficou sem vencedora.

Em conversa com a Janela, Carvalho fez questão de esclarecer que o cancelamento não se deveu à Aliança Francesa ter problemas financeiros:

– A Aliança nunca deixou de pagar nenhum compromisso. O que a empresa não quer exatamente é ter problemas no futuro. Quando abrimos a concorrência, em outubro, tínhamos uma previsão de resultados para 2018. Mas vale lembrar que uma escola começa seu ano sem qualquer garantia de terá matrículas para o período letivo. E os estudos feitos pela nossa diretoria, em dezembro, apontaram que o cenário da economia, ainda de alto risco, nos obrigaria a cortar uma série de custos em 2018 para não entrarmos no vermelho. Daí a decisão de passarmos a cuidar internamente da nossa comunicação – explicou.

Uma das peças recentes da Aliança Francesa
Uma das peças recentes da Aliança Francesa

Em conversa com a Janela, Luiz Carvalho garantiu que todo o processo de concorrência ocorreu com total transparência para as agências. “Tirando a Casa da Criação, que já nos atendia, todas as demais participaram porque haviam antes nos procurado, interessadas em nos atender”, lembrou. Ele não aceitou as reclamações dos diretores das participantes de que tiveram despesas:

– Os custos de disputar uma concorrência fazem parte do processo. Todo empresário deve ser capaz de medir o risco e decidir se ele é alto demais para que a empresa continue na disputa – defendeu Carvalho.

Luiz Carvalho também rebateu as críticas de que poderia usar as ideias apresentadas pelas agências durante o processo. “Sei que poderemos ter uma queda no nível de criatividade dos nossos trabalhos realizando tudo internamente, mas o departamento já vinha produzindo diversos materiais nos últimos anos, como flyers de cursos, por exemplo”, admitiu.

E abriu as portas para a possibilidade de voltar a ter agência, caso a economia melhore:

– Ainda é cedo para prever, mas se sentirmos a necessidade de trabalhar com uma agência durante o ano, nada impede que voltemos a conversar com aquelas que chegaram à segunda fase da concorrência, por terem apresentados trabalhos mais próximos do que precisávamos. — antecipou o executivo.

Leia também:
Aliança Francesa faz concorrência mas decide ficar sem agência (02/01/2018)

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Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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