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Carlos Negreiros deixa Editoria de Arte do JB

Carlos Negreiros

O publicitário e diretor de arte Carlos Negreiros publicou esta segunda-feira, nas redes sociais, que pediu demissão do cargo de editor de arte da nova fase do Jornal do Brasil, agora nas mãos do empresário Omar “Catito” Peres.

Erro no subtítulo da edição de 28 de fevereiro do JB
Erro no subtítulo da edição de 28 de fevereiro do JB

Negreiros relata ter ficado muito desconfortável com as críticas feitas à Editoria de Arte por conta dos erros que constaram das edições do jornal nesta sua primeira semana de circulação. A edição de 28 de fevereiro, por exemplo, rodou sem que fosse substituído no subtítulo de uma matéria a informação padrão “Sub título falso, tamanho padrão no Minion Pro Regular corpo 22 aplicar texto aqui, aqui agora”.

Para a Janela, Negreiros informou que, entre os problemas que enfrentou em sua área, esteve a falta de um secretário gráfico, nestas primeiras edições, para revisar as páginas antes de seguirem para a impressão. “Isso já foi resolvido, mas era impossível que a equipe, como estava, acompanhasse tanto a diagramação quanto a produção”, desabafou. Além disso, explicou, jornalistas e diagramadores ainda estão no processo de aprendizagem do sistema de editoração adotado, com os softwares InDesign e InCopy.

Não por acaso, Catito Peres, no último dia 02/03, em seu perfil do Facebook, desculpou-se, em nome do jornal, pelos erros: “O JB PEDE DESCULPAS. Essa foi uma semana de muito trabalho e ajustes. Por isso, muitos erros. A edição de hoje está quase perfeita.”

Este foi o comunicado de Carlos Negreiros:

“Agradeço aos amigos pelas várias manifestações carinhosas e de apoio a minha empreitada no JB.
Quero agradecer em especial ao Gilberto Menezes Côrtes pelo convite para participar do projeto e, também, a minha equipe de designers. Em pouco tempo revi amigos antigos e formei novas amizades.
Entretanto, alguns esclarecimentos se fazem necessários. Lamentavelmente, a forma como o jornal foi concebido não foi condizente com as necessidades básicas do projeto, faltando investimento em recursos humanos e técnicos. A ausência de um número adequado de profissionais nas Editorias, assim como de expertises necessárias para a produção, desenvolvimento e fechamento diário de um jornal com a história do JB, bem como a infraestrutura técnica insuficiente, levaram a falhas que poderiam ter sido perfeitamente evitadas.
Infelizmente, o resultado de todas essas mazelas foi atribuído a Editoria de Arte. Diante desse quadro, minha situação como Editor de Arte do nosso querido JB ficou muito desconfortável, culminando com a minha saída.
Agradeço a todos os envolvidos, principalmente a minha equipe.
Boa sorte aos amigos do JB.”
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Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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