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  • Fenapro e Abap se manifestam a favor do BV

    Glaucio Binder

    Apesar de evitar usar o termo “BV”, da Bonificação de Volume, preferindo chamá-lo de “Planos de Incentivo”, as entidades representativas do mercado brasileiro de agências se manifestaram defendendo a sua utilização, numa resposta à crítica feita ontem, segunda-feira, 07/01, pelo presidente Bolsonaro, que afirmou querer acabar com a prática nas contas do governo federal.

    Segundo Glaucio Binder (foto), presidente da Federação nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), as associações pretendem ter uma interação com o novo governo para esclarecer suas dúvidas sobre a atividade:

    A Fenapro, assim como as demais entidades que compõem o sistema brasileiro de publicidade, acreditam que podem ter uma interlocução positiva com o novo governo.

    Com relação aos planos de incentivo, vale registrar que as agências possuem quadros técnicos de muita competência e investem pesado em complexas ferramentas de pesquisa para oferecer os melhores planos de mídia para alcançar os objetivos de cada ação de comunicação.

    Também há um compartilhamento de cada projeto com as áreas de mídia dos clientes, cada vez mais competentes e mais técnicas.

    Nenhuma veiculação é autorizada sem a participação ativa dos próprios clientes.

    Várias categorias profissionais têm seus planos de incentivo, isto não é exclusividade na publicidade. Com o tempo e a interação que pretendemos ter com o novo governo, certamente, teremos chance de demonstrar os benefícios do modelo que tornou a publicidade brasileira uma das três melhores do mundo.

    Já a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP), presidida por Mario D’Andrea, emitiu um comunicado geral, respondendo à crítica de Bolsonaro de que as agências poderiam estar escolhendo seus veículos sem a aprovação do governo.

    A Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) pretende dialogar com o novo governo e explicar como é a atual regra de compra de mídia no Brasil, desfazendo crenças e alguns mitos que o mercado brasileiro não possui boas práticas nesse segmento. Vale destacar que:

    1 – O nível de sofisticação dos profissionais de mídia e das ferramentas técnicas utilizadas pelas agências de publicidade brasileiras são referência no mundo.

    2 – Diferentemente do que acontece em outros países, no mercado brasileiro nenhum plano de mídia é adquirido sem a expressa aprovação por parte da equipe de marketing do cliente, que examina várias opções e solicita alterações sempre em busca de eficiência técnica. Tudo é feito de maneira clara e profissional.

    3 – Os planos de incentivos são utilizados por quase todas as grandes atividades do país e convivem em harmonia com os fundamentos do liberalismo econômico.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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