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  • Correios não anunciam e agências desmontam sua central de mídia

    Correios de braços cruzados.



    Sem ver seu cliente Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) anunciando, as quatro agências que atendem a instituição desde 2013 — Artplan, Master, Link/Bagg e Propeg — desistiram, no final de 2018, de manter funcionando a central de mídia que haviam montado para cuidar da conta.

    Em março do ano passado, a Janela noticiou a quinta e última renovação possível do contrato das quatro agências com os Correios. A verba prevista na licitação, lançada em 2012, havia sido de R$ 250 milhões. Segundo comentários do mercado, em março, com a crise do órgão, a verba real teria caído para R$ 70 milhões. Pelo que a prática acabou mostrando, então, desabou para zero.

    O encerramento da central de mídia foi, naturalmente, uma decisão acordada com os Correios. Mas a situação reforça a tese que a Janela vem levantando: as agências precisam mudar sua forma de remuneração com os órgãos de governo. Depender apenas de veiculação tornou-se um risco, sem que os governos garantam um fee que cubra a operação de suas fornecedoras. Não apenas os colaboradores dos Correios sofreram com as mudanças na administração da EBCT, mas os empresários de publicidade  e profissionais das agências envolvidas.

    Dentro de dois meses, aliás, encerram-se os contratos dos Correios com Artplan, Master, Link/Bagg e Propeg. Sem verba, como farão nova licitação?

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    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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