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Publicitário fica isento de registro na Delegacia do Trabalho

Carteiras de Trabalho

Publicitários e jornalistas estão dispensados a partir de agora de pedir registro profissional nas Delegacias Regionais do Trabalho (DRT). A decisão foi tomada pelo presidente Bolsonaro para regulamentar o modelo de trabalho Verde e Amarelo, criado para incentivar o ingresso de jovens de 18 a 29 anos no mercado do trabalho.

Como para publicitários e jornalistas não existem Conselhos ou Ordens que fiscalizem a profissão — o que acontece com médicos, advogados e engenheiros –, as empresas que quiserem contratar novos profissionais não precisam mais verificar se eles estão ou não com carimbo da DRT em sua carteira profissional.

Tradicionalmente responsáveis por esta interface entre os interessados em ingressar no mercado de trabalho e as delegacias, os sindicatos profissionais perdem mais uma função. Gegê Santos, presidente do Sindicato dos Publicitários do Rio de Janeiro se confessou surpreendido com a notícia. “Nem fomos consultados”, comentou, informando que vai debater a questão com sua área jurídica.

Para o presidente do Grupo de Mídia do Rio, Antônio Jorge Alaby Pinheiro, a falta de registro não tem a menor importância. “Quanto menos burocracia melhor. Talento não se adquire em cartório. Nada substitui uma boa formação”, defende Antônio Jorge, que também é professor. Para ele, além do estudo, o aspirante a entrar no mercado precisa ter “um entendimento claro do momento em transformação que vivemos, até para identificar a relevância do serviço que ele pretende prestar”.

Pedro Portugal, presidente do CCRJ
Pedro Portugal, presidente do CCRJ

Pedro Portugal, presidente do Clube de Criação do Rio (CCRJ) é ainda mais radical. Além de considerar que, na prática, “o registro nunca serviu para nada”, ele discorda até da necessidade de uma formação padrão. “As nossas universidades não conseguem alcançar o mercado e o ensino é cada vez mais defasado em relação ao que se pratica sob a ótica de tecnologia e inovação dentro das agências”, alerta o criativo, que também é diretor de Criação na agência 3AW.

“Óbvio que uma visão ampla e humanística da comunicação social é importante, mas, no fim das contas o que vai contar é sempre o seu portfólio e o que foi produzido. Por isso, a dica que eu sempre dou para quem está entrando no mercado é ‘seja um fazedor’. A capacidade de tirar as coisas do papel é o que conta. Afinal, de boa ideias o inferno – ou seja, o nosso mercado – está cheio”, acrescenta Portugal.

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Marcio Ehrlich

Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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