• Mercado imobiliário muda para o digital em tempos de quarentena

    Gustavo Pedrazza

    Com estandes fechados e sem poder receber clientes nas famosas visitas ao apartamento decorado, o mercado imobiliário está se voltando para as soluções digitais para continuar vendendo.

    Gustavo Pedrazza (foto), CEO da Sensorial WebHouse, conta, por exemplo, que a RJZ Cyrela começou a realizar as visitas virtualmente. Os interessados marcam um horário com o corretor e, por vídeo no Whatsapp, ele vai mostrando o tour virtual do imóvel e tirando dúvidas sobre o empreendimento.

    Aloisio Carlos, gerente de eBusiness da RJZ Cyrela, assinala que muitos empreendimentos lançados pela empresa já ganharam inclusive tour das áreas de lazer. “O cliente consegue pelo digital conhecer tudo do prédio”, assegura Carlos.

    RJZ Cyrela para Vivaz
    Peças de comunicação como esta, da RJZ Cyrela, promovem o atendimento digital.

    Especializado em marketing digital, e atendendo outras empresas da área imobiliária, como a SIG Engenharia, Pedrazza comemora que o setor tenha começado a dar valor à geração de conteúdo dentro do seu plano de comunicação. “Há anos, eu defendo que uma campanha imobiliária não pode acontecer apenas no momento do lançamento, através de peças publicitárias”, relata o diretor da Sensorial, que propõe aos clientes reservar pelo menos 20% de sua verba para manutenção, durante o ano, de conteúdo de interesse dos clientes, como lives no Instagram, inclusive com artistas e influenciadores. “É preciso criar um ciclo benéfico para a marca”, insiste.

    Gustavo Pedrazza prevê que este período de quarentena forçada terá reflexos no marketing das incorporadoras e imobiliárias. “O mercado está percebendo que o custo do lead, apoiado pelo digital, pode cair sensivelmente”, chama a atenção o diretor da Sensorial, citando que sempre haverá mais gente numa cidade acessando celulares do que circulando de carro para eventualmente passar pelo estande.

    Além disso, o executivo conta que o momento atual está obrigando a busca de soluções de desburocratização dos processos de venda e locação. “Como nem para fechar contrato as pessoas estão podendo ir à sede da empresa, vem crescendo desde a análise de crédito como a adoção de documentos virtuais, inclusive o próprio contrato”, diz.

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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