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  • Mobees lança “buzzer” como OOH em carros de aplicativos no Rio

    Mobees - Buzzer

    O mercado de OOH ganha um novo veículo, literalmente, no Rio de Janeiro: os “buzzers”, como a startup Mobees quer que sejam conhecidos os painéis digitais que começaram a ser instalados no teto dos carros de aplicativos.

    Segundo Flavia Coelho, uma das sócias da Mobees com Fabio Barcellos e José Lyra Junior, a empresa já conta hoje com 100 buzzers instalados, com previsão de dobrar a quantidade até agosto. “Temos uma fila de mais de 3.000 motoristas que se cadastraram em nosso site”, diz a executiva, que explica o interesse pelo valor de R$ 1.000,00 mensais que cada um dos equipamentos rende a quem o exibe.

    O nome “buzzer” foi escolhido porque os sócios garantem que as mensagens nele vão gerar “buzz”. Empolgados com a associação de ideias do zumbido e do alcance comunitário do produto, se inspiraram nas abelhas e batizaram a empresa — que também tem entre seus investidores o publicitário Álvaro Figueiredo — como Mobees.

    O buzzer, detalha Flavia Coelho, poderá receber tanto anunciantes diretamente como por mídia programática. Até o momento, os dispositivos ainda não estão exibindo material publicitário, apenas informações de utilidade pública, como previsão de tempo. Além disso, utilizando a funcionalidade da geolocalização, os buzzers têm, por exemplo, podido mostrar mensagens de homenagens aos profissionais de saúde quando os carros passam próximos aos hospitais que vêm tratando os cariocas pelo coronavírus.

    A novidade, no entanto, apenas por conta de sua divulgação através da internet, já chamou a atenção da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) da Prefeitura do Rio, que publicou esta quinta-feira, 21/05, uma notificação no Diário Oficial, alertando que a Mobees não poderá exibir publicidade sem obter autorização prévia, sob o risco de cometer “infração ao Art. 1º da Lei 1.921/92, que dispõe sobre a veiculação de propaganda nos logradouros e em local exposto ao público”.

    A empresa já está em contato com os órgãos públicos, para mostrar que, usando mídia programática, terá dificuldades para seguir a mesma regulamentação antiquada que exige que empresas de mídia exterior apresentem, com 15 dias de antecedência, as informações de seus anunciantes. “Nossos advogados já estão analisando o assunto”, revela Flavia, segura de que tudo será resolvido, até porque a cidade já conta com outros dispositivos se beneficiando da mídia programática, como os relógios de rua, e outras instalações de OOH móvel, como são os busdoors e os led-trucks.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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