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  • Operação do Gaeco acha mala de dinheiro com diretora da Fields

    Adriana Zanini - Mala de dinheiro

    Uma mala com cerca de R$ 250 mil em cédulas de reais e dólares foi encontrada na casa da diretora financeira da agência brasiliense Fields, Adriana Zanini. A apreensão foi resultado da Operação Alto Escalão, a partir de uma investigação conduzida pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a partir da acusação de corrupção na compra de leitos hospitalares durante o governo de Agnelo Queiroz (2011-2014). Tanto o ex-governador quanto o ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa e o presidente da Ibesp, Luiz Carlos do Carmo, estão igualmente entre os alvos da ação.

    De acordo com os procuradores, a agência Fields teria sido intermediária em um esquema de corrupção, através de um contrato fictício de publicidade firmado entre uma empresa fornecedora de leitos hospitalares, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Instituto Brasília para o Bem Estar do Servidor (IBESP), que, segundo o Gaeco, teria Zanini como uma de suas diretoras

    Adriana Aparecida Zanini  é mãe de Ruskaya Zanini Campos com o fundador da agência, Sidney Campos. A Janela conversou com um publicitário da Fields, que preferiu não ser identificado. Segundo ele, o valor encontrado na casa da executiva seria destinado à compra de um imóvel que Ruskaya e Adriana estariam fazendo em Alto Paraíso (GO). “Qual o sentido de um montante como este, em 2020, se referir a um fato acontecido em 2014?”, questionou o publicitário.

    Já a defesa de Adriana Zanini,  através do advogado André Gerhein, emitiu o seguinte comunicado no final desta tarde:

    Nota da defesa de Adriana Aparecida ZaniniA defesa de Adriana Aparecida Zanini repudia quaisquer acusações, insinuações ou ilações sobre seu suposto envolvimento com o Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor Público (IBESP).
    Adriana Aparecida Zanini nunca fez parte do quadro societário ou integrou a direção desta entidade, a qual até o dia de hoje desconhecia a existência.Este e todos os demais esclarecimentos necessários serão prestados ao juízo competente, como, por exemplo, o fato de que os recursos encontrados em poder da nossa cliente, tem origem lícita, podendo ser rápida e facilmente comprovada.

    Lamentamos que o Ministério Público não tenha se preocupado em checar devidamente as informações sobre a idoneidade de nossa cliente. Se o tivesse feito, jamais poderia sequer suspeitar de seu envolvimento com qualquer tipo de ilegalidade.

    Brasília, 23 de julho de 2020.

    André Gerhein
    Advogado

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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