• Fenapro detecta que mercado já se recupera de impacto da pandemia

    Nariz fora Da Agua - Estocolmo

    Um terço das 347 agências ouvidas pelo projeto VanPro da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) garante que já recuperou a receita registrada antes da pandemia.

    Realizada no último quadrimestre (maio-agosto), a sondagem mostrou que, passado o grave choque inicial da pandemia, 33% das agências já conseguiram retomar o desempenho nos níveis anteriores à COVID-19 – um percentual quase quatro vezes superior ao registrado na sondagem anterior (7%), realizada no primeiro quadrimestre – e 41% delas veem o futuro com perspectivas boas ou muito boas.

    Por outro lado, o número de empresas que apontam as perspectivas como ruins, muito ruins, ou inclusive admitem que poderiam interromper as atividades, caiu de 30% para 11%.

    O presidente da Fenapro, Daniel Queiroz, considera a melhora ao comparar com o percentual de apenas 16% de agências que, no quadrimestre anterior, viam o cenário como positivo. “Este número aumentou 150% no último quadrimestre”, destacou.

    Ainda assim, entre as empresas que tiveram perda de receitas, 48% delas projetam perda superior a 30%, enquanto 35% estimam que levará mais de um ano para retomarem o desempenho pré-pandemia ou, inclusive, podem nem mesmo recuperar os níveis pré-crise.

    Entre as empresas que tiveram redução na receita, 22% preveem se recuperar em seis meses; 42%, entre seis meses e um ano e 30%, em mais de um ano, sendo que 5% não prevê retomar o mesmo patamar de receita Estes percentuais tiveram variação pequena em relação à pesquisa anterior, em torno de 1 ou 2 pontos percentuais.

    Medidas Adotadas

    A redução de jornada e salário foi uma medida adotada por cerca de 60% das empresas entrevistadas, tanto na sondagem atual quanto na do quadrimestre anterior. Em seguida vieram as férias coletivas, utilizadas por 43% das empresas em ambas as sondagens. O percentual de empresas que demitiu subiu de 30% para 39% e o das empresas que utilizou o empréstimo para pagamento da folha aumentou de 17% para 24%.

    A alternativa de crédito mais utilizada foi o adiamento no pagamento dos impostos, utilizado por 41% das empresas. O pagamento de folha subsidiado pelo BNDES foi utilizado por 11% dos entrevistados.
    Mais de um terço (35%) das empresas que conseguiram crédito avaliam que os valores captados serão suficientes para mais de três meses, em comparação a 17% na sondagem anterior.

    A mudança mais significativa, nesta avaliação, foi a das empresas que avaliam que o crédito será suficiente para um período entre três e seis meses: este percentual saiu de 9% para 24%. O número de empresas que avaliava que a captação não seria suficiente nem para um mês, por sua vez, caiu de 19% para 12%.

    O perfil predominante dos participantes da sondagem VanPro é de agências full-service (95%), com equipe de até 20 pessoas (62,5%). A maioria das empresas tem mais de 21 anos de existência (39,5%) ou entre 11 e 20 anos (39,5%). Mais de 78% delas é associada ao Sinapro (Sindicato das Agências de Propaganda) de seu estado e mais de 77% ao CENP.

    A pesquisa completa está disponível em fenapro-org-br-1.rds.land/vanpro-02.

    A ilustração é uma escultura em Estocolmo

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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