Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 04/JAN/1980
Marcia Brito & Marcio Ehrlich

 

Janela Publicitária
Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Tribuna da Imprensa.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.


Associação de anunciantes empossa sua diretoria.

Toma posse segunda-feira, em São Paulo, a nova diretoria da ABA - Associação Brasileira de Anunciantes, que dirigirá a entidade no biênio 1980- 1981.
A nova diretoria tem a seguinte composição:
Presidente: Luís Fernando Furquim (Grupo Pão-de-Açúcar)
Vice-Presidente: Oscar José Santiago Lima (Souza Cruz)
Diretor Administrativo: Norberto Isnenghi (Ford)
Diretor Financeiro: Miguel Ignatios (Nec)
Diretor de Patrimônio: Luís Antônio de Castro 0lyntho (Banco Itaú)
Diretor de Cursos: Guilherme Sztutman (Johnson & Johnson)
Diretora de Palestras: Márcia. Braga (Embratur)
Diretor de Comunicações Internas: Pedro Natal (Kodak)
Diretor de Publicações: Edmundo Gorga Jr. (Semeraro)
Diretor de Promoções e Eventos: Luís Fernando Potsch (Spal)
Diretor de Relações Públicas: Luís Antônio Seraphico (Rhodia)
Diretor de Assuntos Jurídicos: Heitor Weetge Jr. (Philips)
Diretor de Pesquisas e Estudos: João Luís do Amaral Resende (Gessy Lever)
Diretor de Expansão: Antônio S. de Franceschi (Unibanco)
Vice-Presidente-Rio: Luís Lobo (CBPE)
Diretor Secretário-Rio: Olga Torres de Azevedo (Nova América)
Vice-Presidente-RS: Mauro Corte Leal (Habitasul)
Diretor Secretário-RS: Antônio Carlos Farias (Habitasul)

Na França, os veículos pagam melhor que as agências de propaganda.

A revista francesa Stratégie publicou um Interessante estudo de ganhos de gerentes de publicidade de veículos naquele país, concluindo que eles, em média, recebem mais do que os gerentes de agências.
O faturamento médio mensal (salário mais comissões) daqueles profissionais na França é o correspondente a Cr$ 108 mil, variando no mínimo de Cr$ 52 mil a Cr$ 240 mil. Os homens ganham em média 30% a mais que as mulheres.
A função correspondente, nas agências, tem o salário médio de Cr$ 87 mil, chegando, em ganhos totais, a 92 mil.
 Outro aspecto curioso ê que antiguidade não é posto neste caso. Os profissionais com 3 a 10 anos na função ganham mais dos que passaram dos dez anos. Em termos de vantagens, os gerentes de veículos são muito privilegiados, 96% entre eles recebem 13º salário, e 3,4% até o 14º. Apenas 2,5 ganham somente salário, sendo que 42,7% tem participação em lucros. Pouco mais de 3% dispõem de carro corno fringe-benefit, 88% são reembolsados por despesas profissionais, sendo que destes, 90% através da comprovação de notas fiscais e 4% por notas e pressupostos.

Atos falhos

A TV Globo precisa urgentemente fazer uma revisão nas maneiras com que tem se utilizado do merchandising, Não são raros os casos em que o produto "merchandisado" acaba tendo sua imagem prejudicada.
Há pouco tempo, no Chico City, o malandríssimo Tavares se aproximou do bar na casa de sua noiva Biscoito para tomar um uísque, e a câmera focalizou um Passport em cima do bar. Só que o Tavares pegou mesmo foi um escocês que estava ao lado, desprezando o uísque da Seagram.
Agora -- e ai mesmo é que não dá para entender -- na novela "Os Gigantes", para não aparecer a imagem de outro jornal, e aproveitarem um merchandising para a casa, a TV Globo utilizou o jornal O Globo representando um jornal com atitudes de imprensa marrom e sensacionalista!
Haja Freud para explicar!

Finalmente!

Não será surpresa se, este ano, a Procter & Gamble efetivamente se instalar no Brasil, como já se comenta há alguns anos.
Ouvimos, inclusive, que algumas agências (brasileiras e multi­nacionais) já teriam realizado apresentações a representantes da P&G em São Paulo.
Se o fato se confirmar, a propaganda brasileira sairá muito beneficiada. A Procter & Gamble é a maior anunciante dos Estados Unidos, e sua presença no Brasil ainda ajudaria a estimular fortes ofensivas publicitárias da concorrência. Os conhecedores das estratégias internacionais da P&G afirmam que a empresa se lançaria aqui basicamente através de artigos para o lar.

Com gosto de ressaca

• Até a Souza Cruz e a Standard entraram, com o comercial de fim­de-ano de Advance, no erro de que esta mudando a década. As décadas, assim como os séculos e os milênios da era Cristã começam a 1º de janeiro de um ano que terminado em "1" e terminam em 31 de dezembro de um ano terminado em "0". Afinal, considera-se que Cristo nasceu no ano 1, e não no ano 0. A década nova virá em 1º de janeiro de 1981, assim como o século XXI iniciará no ano 2001 (dai o filme de Kubrick) e não no ano 2000. O que terminou na segunda-feira (finalmente) foram os anos 70.
Mas até que publicitariamente o erro não é tão ruim. Assim ano que vêm pode-se fazer a mesma zorra de novo.
• Como diria o macaco Sócrates, "não se pode elogiar". Pensamos que o nível dos comerciais de Natal e Ano Novo de 1979 fosse se manter de bom nível de realização, mas nos enganamos.
• Já sem boas intenções foi o comercial do Shopping Center da Gávea totalmente baseado nos comerciais da BomBril. Pelo amor de Deus, já esta na hora das agências botarem as valiosas cabeças de sua criação para pensar em ideias novas, sem ficar deitando na sombra de grandes ideias de outros.

Mais agradecimentos

Marcio Ehrlich e Márcia Brito agradecem e retribuem as gentis mensagens enviadas esta semana por Antônio Godoy e Fleischman Royal, Pedro Augusto Bastos e CCPL, Editora A, Clementino Fraga Neto e Esquire (e um maravilhoso escocês), Lage Stabel & Guerreiro, Gilberto de Camargo Barros e GM, Nélson Gomes e TV Globo, Osvaldo Assef e Gang, Sheila Pimentel e JVS, Antônio Luís Accioly, Editora Vecchi, Rádio Grande Belo Horizonte, João Baptista Pacheco Fernandes e querido C.R. Flamengo, Lidervideo, João Madeira e Shell (e as agendinhas de bolso), Lourdes May, Paulo Saad e TV Bandeirantes, Jairo Paraguassu e Jornal do Commercio, Royal Air Maroc, Publinews, Seata Publicidade, Arthur Chagas Dinis e Jornal do Brasil (e os cadernos de ouro para mesa), Jotaé/Kastrup, Paulo de Tarso e Link, Toni Lourenço e Pacot, Armando Kfuri e Letra, Hoje Publicidade (MG), Leonardo Laginestra e Salles, Lício Ramos e Cebecê, Carlos Campins Gonçalves e MPM, Pablo Gonçalo & Martins, Abdo e Associados, Jomar Pereira e Marcello Silva e CBBA, Boriz Drizin e Divisão Agrícola da Monsanto, e da Gráfio, que num arroubo de esbanjamento nos mandou, pela mala direta da Direcional, sete cartões iguais.
Em termos de brindes criativos, destacamos o da Coca-Cola, um disco de Cirandas de Villa-Lobos tocadas por Roberto Szidon, o da Consultan, criado pela Thompson-Rio, que em uma caixa verde (cor da esperança) deseja toda a sorte do mundo em 1980, e dentro inclui, em saquinhos plásticos com pequenos textos explicativos, com a história da superstição, um pé de coelho, um incenso de defumação, um búzio, uma figa, um Santo Onofre, uma ferradurinha, um azougue de mercúrio, uma estrelinha, e um corcundinha.

Cartas

De José Monserrat Filho, ex-presidente do CCRJ e diretor de criação da Caio:
Rio, 2 de Janeiro de 1980.
Meus caros Márcia e Marcio:
Alguns colegas muito queridos e respeitados perderam seus empregos com a recente fusão de agências. Queria lamentar este fato. Não faço acusações pessoais, porque não cabe fazê-las. O pessoal que promoveu a fusão certamente também deve estar lamentando esta consequência da fusão. Meu prezado amigo Piratininga, a quem conheço razoavelmente bem, tem muita sensibilidade social para ficar indiferente diante dos efeitos negativos, inevitáveis no caso. Claro que a fusão vem criar uma agência de maior porte, com maior capacidade de ação, maior rentabilidade e maior eficácia. Ela segue o caminho do momento econômico vigente no país, que pode ser resumido numa palavra: concentração. Concentrar para aumentar a eficiência e a rentabilidade - esta é a norma. E muitas empresas que não podem ou não querem seguir por este caminho (muitas vezes acompanhado pela desnacionalização - que não e o caso da mencionada fusão, felizmente) acabam se estrepando. Ou seja, existe uma força maior comandando os movimentos, forçando a concentração, que tem que ser feita sob pena de severos castigos, sobretudo financeiros. As consequências no mercado trabalho que se danem. Não há condições de pensar nisto. Um negócio para se salvar e para crescer precisa se concentrar e não levar muito em conta a necessidade insuperável de dispensa de profissionais. É uma lógica compreensível, mas sinistra. Temos por ela uma pálida ideia da distorção inerente ao modelo. Para ser eficiente você tem que dispensar gente. Não gente sem habilitação, mas, pelo contrário, gente com talento que ajudou você a chegar até o ponto de eficiência quando você se vê forçado a buscar mais eficiência e acaba se fundindo, o que traz consigo a necessidade da dispensa. É ou não uma forma de demência? Abraços.
José Monserrat Filho

Brainstorming • Brainstorming • Brainstorming

Comenta-se que a concorrência para a conta da Prefeitura do Rio já aconteceu, e sem maiores alardes, tendo a escolha recaído no mesmo consórcio de agências que ficou com o governo do Estado. A ser verdade, apenas confirma o que esta coluna apontou há vários meses.
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Quanto àquela concorrência para a escolha da agência que atenderia a criação das Casas da Banha, informa-se na empresa que, em virtude de algumas reorganizações internas, "o assunto entrou em compasso de espera”.
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Francisco Alberto Madia desligou-se da superintendência da revista Vogue.
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Apesar de adiada, está cada vez mais próxima (talvez uma semana), a publicação do edital para a Embratur. Quem confia nesta coluna e acreditou quando demos em primeira mão a noticia também há vários meses não vai precisar se preparar correndo quando ele for publicado.
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Na próxima semana, um novo edital para a concorrência do IBGE (Censo de 1980) será distribuído, devido a incorreções no que já está na mão das agências. Com isso, o prazo de entrega de propostas será dilatado.
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A coluna “Lay-out”, publicada no jornal cearense O Povo, aos domingos, é agora assinada por Nivaldo Rangel e Jurandir Garcia.
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Sérgio Souza (ex-McCann, Norton, SGB, Sidney Ross e Aracruz Celulose) assumiu dia 2 de janeiro a Direção de Atendimento da Lintas-Rio.
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Deu no último "Meio & Mensagem", em seu caderno especial sobre o Rio de Janeiro, abordando os jornais cariocas: "... a TRIBUNA DA IMPRENSA· ressente-se, há muitos anos, de um boicote não declarado por agências e anunciantes, embora apresente semanalmente uma coluna de propaganda muito lida nos meios cariocas". A Janela agradece a citação. E aplaude a denúncia.
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Dois cremes dentais com flúor, o Aim e o Pruf, estão disputando o mercado do Rio Grande do Sul. Lançado em 1978, em caráter experimental, em Campo Grande, MT, e Juiz de Fora, MG, o Aim chegou a São Paulo no início do ano. Atualmente; sua participação no mercado é estimada em 3,3% (as pastas com flúor representam 14% do segmento de cremes dentais). O lançamento do Pruf da Colgate está restrito ainda ao Rio Grande do Sul e ao interior de São Paulo, e já desfruta de uma participação do mercado da ordem de 2%.
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As Associações Brasileiras de Relações Públicas - GB e RJ estão sendo extintas para a criação de uma nova regional da ABRP a partir deste ano, como prosseguimento ao plano de fusão dos dois estados. A nova ABRP-RJ realizará eleições para sua diretoria em março próximo, quando encerra o atual mandato de Paulo Caringi em sua presidência.
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E no próximo dia 9, em Brasília, haverá a posse do novo Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, por mais um período encabeçado pelo reeleito Dante de Lima Vianna.
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A produtora Jodaf promoveu Maria Luiza Barbosa a Gerente de seu escritório no Rio de Janeiro. E também contratou Guido Cavour (ex-Blow-up) como seu Diretor de Produção.
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A Janela deseja boa sorte aos 72 formandos deste semestre de publicidade, 96 de jornalismo e 47 de relações públicas que colam grau hoje pela Faculdade Hélio Alonso, apesar de não termos a menor ideia de como essa gente toda pode ser absorvida pelo mercado de trabalho. A turma de publicidade escolheu como seu patrono VIado Herzog (que foi assassinado no DOI-CODI), paraninfo o professor Manoel Maria de Vasconcelos e homenagem especial o professor e redator Toni Lourenço.
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Já está nas bancas o 2º número do jornal Realce, no qual Marcio Ehrlich inicia uma coluna sobre publicidade e comunicação.
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Taí, gostamos do Jotacê, o jornalzinho do Clube de Criação do Rio de Janeiro. E gostamos mais por Carlos Pedrosa ter conseguido botar na rua este antigo sonho do Clube de Criação do Rio de Janeiro. É muito curioso ler textos não publicitários de criadores de propaganda, escritos sem necessitar de aprovação do atendimento ou do cliente. São todos iguaizinhos. Uma enorme preocupação de mostrar descontração e inteligência ao mesmo tempo.
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Fernando Vasconcelos, que foi diretor comercial do Jornal de Brasília, está comunicando que assumiu a Chefia do Departamento de Publicidade da Empresa Brasileira de Noticias, vinculada à Secom. Esperamos que Fernando mantenha sua conhecida dignidade e ajude a que a EBN não se utilize de sua vultosa verba de editais com aplicações premiadoras ou punitivas.
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Wilson Nunes está agora na área de atendimento da GFM/Propeg-Rio.
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Sérgio Lima, Diretor de Criação da McCann-Rio, nos conta que o filme de Natal da Coca-Cola que elogiamos foi totalmente criado e produzido no Brasil, tendo sido seu diretor Ricardo Guinsburg. A ideia brasileira, inclusive, foi aproveitada pela Coca em vários outros países onde ela anuncia.
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Falando em Ricardo Guinsburg, ele viaja hoje para seu estágio-prêmio na McCann americana. Com isso, assume a Direção de RTVC da agência no Rio Marco Antônio Bichir.