Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 15/FEV/1980
Marcia Brito & Marcio Ehrlich

 

Janela Publicitária
Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Tribuna da Imprensa.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.


Ribeiro & Mihanovich deixam MPM-Casabranca.

A Grande Bomba da semana vem de São Paulo: Júlio Ribeiro e Armando Mihanovich se desligaram da MPM-Casabranca para fundar outra agência. Segundo os comentários, os dois teriam saído levando no bolso a conta da Fiat, avaliada em 300 milhões de cruzeiros para 1980, e a da Olivetti. Um diretor da MPM-Rio, que preferiu não se identificar, afirmou a esta coluna que não há absolutamente nada de positivo quanto à perda de qualquer conta da MPM-Casabranca, e que a saída daqueles dois diretores da antiga Casabranca se deu dentro da maior cordialidade.
Júlio César Ribeiro e Armando German Mihanovich estão juntos desde o Início da década, quando fundaram a Júlio Ribeiro-Mihanovich Publicidade, que, em fins de 1972, juntou-se com a Lince Propaganda sob o novo nome de Publicidade Casabranca S/A. Algum tempo depois, a nova agência uniu-se à MPM Propaganda S/A, levando, além daqueles dois diretores, Antônio José da Fonseca Pires e Sérgio Graciotti Machado. Estes dois últimos, no entanto, não seguiram com Ribeiro-Mihanovich para esta nova agência a ser criada.

Três agência atenderão conta do INCRA.

Denison, Norton e MPM foram as agências selecionadas pelo INCRA em recente concorrência. O que cada agência fará ainda não está decidido, mas acredita-se que sejam distribuídas entre elas as três campanhas previstas do órgão: Cooperativismo, Imposto Territorial e Recadastramento.
Várias agências foram desqualificadas pelos motivos mais diversos, como a Assessor, que a auditoria do Incra considerou ter índices de liquidez insuficientes para os requisitos da concorrência, e outras, por não anexar toda a documentação requisitada.

Errata da errata.

Há algumas semanas, quando publicamos uma pequena entrevista com Sérvulo Tavares sobre os caminhos novos que seriam trilhados pela propaganda de governo, por um erro de imprensa saiu publicado que os filmes teriam “uma apresentação mais criativa e enfadonha do que vinham sendo", em vez de “mais criativa e menos enfadonha”.
Agora que os novos comerciais do Governo estão no ar, fazemos não só a correção do que foi publicado como a correção do que foi publicado como a correção do que na verdade era para ser dito:
Os filmes estão tendo uma apresentação menos criativa e mais enfadonha do que vinha sendo.

Cartas

* Da Hawaiian Tropic do Brasil:
Prezados Srs.:
Levados pela assiduidade com que acompanhamos as publicações feitas pela Janela Publicitária, pudemos constatar que na edição do dia 8/2/80 havia uma nota referente à nossa empresa que não condiz com a realidade.
Temos certeza que houve um engano e, na hora de editarem o jornal, o nome Hawaiian Tropic foi colocado no lugar de alguma outra empresa que tenha feito contrato recente com a Propeg.
Como a sua coluna prima pelas informações sempre atualizadas e corretas, gostaríamos de informar que, até o presente momento, não temos contrato promocional definitivo com nenhuma empresa de publicidade.
Certo de que a nossa retificação será bem recebida, colocamo-nos a seu inteiro dispor para quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários.
Atenciosamente. Jerry Alex Van Mourique, Gerente Geral.
N.R.: A Janela lamenta o equivoco, mas a informação nos foi passada pela própria GFM/Propeg, através de release, complementando posteriormente por contato telefônico.

Renato Castelo Branco explica relações entre a CBBA e as multinacionais.

Renato Castelo Branco, diretor da Castelo Branco e Associados, nos enviou cópia de uma carta por ele endereçada a Francisco Madia, colunista de Marketing em Asteriscos, no Diário Popular, cujo conteúdo acreditamos também ser do interesse desta coluna, que há pouco tempo perguntou por onde andava a ''União de Agências", da qual Renato é presidente. A carta teve os seguintes termos, na íntegra:
Prezado Madia:
Em sua coluna do Diário Popular, de 30-12-79, quando analisa as perspectivas dos consórcios na obtenção de contas governamentais, você escreve, a certa altura:
"E boas seriam as chances para a chamada União de Agências não fosse o fato de, ao nível de "lobby", este forte candidato estar sendo "impugnado" por uma de suas constituintes ter sócio não nacional".
Bem sei que a afirmação não reflete a opinião do caro amigo, que apenas registra uma situação.
Não obstante, quero me valer do ensejo para prestar alguns esclarecimentos a respeito.
1 - A CBBA é uma empresa brasileira. Todos os seus Diretores são brasileiros. 71 % do capital da CBBA São Paulo e 100% do capital da CBBA Rio pertencem a brasileiros.
2 - Em 1974, a CBBA aceitou um convite da BBDO para participar da cadeia mundial de Agências por ela liderada. Já havíamos sido abordados por outras Agências transnacionais interessadas em adquirir parte de nossas ações e sempre recusamos.
O convite da BBDO nos interessou porque, ao contrário das demais Agências transnacionais que têm sua própria cadeia de Agências, a BBDO organizou uma cadeia internacional de Agências associadas.
Isto significa que nossa associação com a cadeia de Agências liderada pela BBOO não alterou nossa condição de Agência independente. A BBDO não tem nenhuma interferência em nossa estrutura, em nossa política, ou em nossas decisões. Nem há na CBBA nenhum elemento, em nível de diretor, nem de funcionário, pertencente à BBDO.
3 - E mais: a fim de caracterizar uma associação entre empresas independentes, sem nenhuma subordinação, ao mesmo tempo em que cedemos à BBDO 29% de nossas ações, adquirimos, por nossa vez, um número simbólico de ações da BBDO. Esta transação foi feita sem nenhum compromisso, nem intenção de nossa parte, de ampliarmos sua participação em nosso capital.
4 - Na verdade, o motivo que nos levou a essa associação com a cadeia liderada pela BBDO não foi de ordem financeira. Foi inteiramente profissional.
De um lado, achamos útil ter uma associada através da qual pudéssemos receber um fluxo constante de know-how e de novas técnicas desenvolvidas internacionalmente.
De outro, ante a crescente internacionalização da economia brasileira, queríamos criar pontos de apoio nos mercados internacionais, que nos permitissem oferecer aos nossos clientes brasileiros assistência de marketing e propaganda para sua expansão mundial.
Este pensamento, diga-se de passagem, vinha de encontro a um apelo do governo brasileiro que procurava então estimular a associação de empresas brasileiras com empresas internacionais, visando exatamente os objetivos acima enunciados.
5 - Tentar caracterizar a CBBA como uma empresa multinacional, ou subordinada a uma multinacional é, portanto, uma matéria premeditada. Pior ainda é querer transferir idêntica malícia para a União de Agências, da qual a CBBA participa com apenas 24% do capital.
Se tentarmos calcular, a participação teórica da BBDO, teríamos: se 24% do capital da União pertence à CBBA e 29% do capital da CBBA pertence a BBDO, a participação teórica da BBDO na União seria de 6,96%.
6 - Como todos sabem, a União de Agências é a associação de 8 Agências brasileiras, dirigida por um Conselho composto pelo Presidente dessas Agências, todos eles brasileiros.
Apesar de tudo, para neutralizarmos de vez a malícia dos que procuram prejudicar a União, estamos transferindo as ações da União pertencentes à CBBA São Paulo, para a CBBA Rio, empresa, juridicamente independente e cujo capital é 100% brasileiro.
7 - Ao prestar estes esclarecimentos desejamos acrescentar, para que não haja más interpretações, que nada temos contra as Agências transnacionais. Ao contrário, achamos que algumas delas prestaram e continuam prestando grande contribuição para o desenvolvimento e profissionalismo da propaganda no Brasil.
Como também queremos testemunhar que nossa associação com a cadeia de Agências internacional liderada pela BBDO correspondeu integralmente à nossa expectativa, tanto em termos de fluxo de know-how quanto em termos de assistência a nossos clientes brasileiros no exterior.
De antemão agradeço, caro Madia, a divulgação da presente carta.
Com a amizade e admiração de sempre do seu,
Renato Castelo Branco.

Carnaval na Janela.

O Rio é a capital mundial do Carnaval, como diria a Embratur. E, nesta sexta de Carnaval, a Janela, contagiada, resolveu homenagear nossos queridos (mesmo) coleguinhas ­ os colunistas publicitários cariocas - saindo fantasiada com suas criações exclusivas. Aí vai o desfile. E bom Carnaval para todos.
Fantasia “O Mercado”, criação de Genilson Gonzaga.
EU SEI: * Topo, em São Paulo, meu doce e querido amigo Asdrúbal, maioral da Asdrúbal & Associados, que me conta que uma grande agência vai veicular uma campanha maravilhosa em um grande veículo para um grande cliente. Tão bom. Não mais digo nem me deve ser perguntado.
SEI MESMO: * Uma agência das mais competentes, com mais de 5 anos de experiência, está precisando de clientes. Fio pra mim. Já não se faz mais solicitadores como antigamente.
EU JURO QUE SEI, GENTE. EU JURO, JURO! ...
Fantasia "Momento do Marketing e da Comunicação", criação de Antônio Carlos Caldas.
• Está tendo uma enorme repercussão no mercado a premiação "Destaques do Dia", promovida pelo Prof. Marcio Ehrlich e pela Profa. Márcia Brito. Enviamos um questionário a todos os jornalistas deste jornal que apontaram os seguintes destaques:
- Melhor coluna de publicidade da TRIBUNA DA IMPRENSA: Janela Publicitária.
- Melhor coluna publicitária publicada às sextas-feiras no Rio de Janeiro: Janela Publicitária,
- A mais bonita colunista publicitária deste jornal: Marcia Brito.
- O melhor colunista publicitário canhoto do Rio de Janeiro: Marcio Ehrlich.
Fantasia "Panorama Publicitário", criação de José Roberto Whitaker Penteado.
* MALETA DIRETA: Werben Und Verkaufen é revista alemã que publica excelente matéria sobre futuro de merchandising em veículos espaciais. Recomendamos leitura.
* CASA EM Petrópolis tem leão solto no quintal. Ninguém toma providências.
* INDIGNANTES erros de Inglês repetem-se na propaganda brasileira. Paste-up é forma certa de designar montador e outdoor é cartaz que não leva hífen.
* PONTO E VÍRGULA DE VISTA: Na próxima semana teremos importante depoimento sobre "O que seria dos publicitários se a propaganda não tivesse sido inventada?".
Fantasia "Arte-final", criação de Stanley Chevalier.
REVIEWBOARD OF THE BRAZILIAN ADVERTISING:
*** Como qualquer leitor deste jornal sabe, para questionar os atuais conceitos de "target" (dando primazia aos "innovators" ou "Opinion leaders") é possível opor "frequency" à "criativity", já que o semiólogo francês Robert Blanchet (cujas teorias são íntimas de todo brasileiro de classe C), afirmou que a verdadeira revolução científica da nossa época se deve mais à teoria dos "quanta" e do conhecido significado do infinitesimal, do que à corriqueira teoria da relatividade e à do "continuum". Não é obvio?

Brainstorming • Brainstorming • Brainstorming

Casa do Desenho - Marketing House
Anúncio veiculado na edição impressa.
Carlos Alberto Vizeu (ex-Power) está montando uma nova produtora de comerciais, a Fotograma Comunicação Ltda., juntamente com Milton Barbosa Ramos e Jaime Edde.
• • •
Não será surpresa para esta coluna se o chá Lipton se retirar do mercado brasileiro.
• • •
O Sindicato dos Publicitários estará com telefone em sua nova sede por estes dias: 286-5543.
• • •
Com quem andará a conta da Esplanada e New Splan? Com a Esquire não está mais, já que após a junção com a Oliveira Murgel e agência passou a atendera 5ª Avenida.
• • •
A Rolex patrocinará este ano novamente o Prêmio Rolex de Iniciativa, financiando projetos aos precursores de diversos campos da atividade humana. Até agora, nenhum brasileiro foi selecionado.