Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 03/JUL/1987
Marcia Brito

 

Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Monitor Mercantil.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

Abap revê lideranças

A chapa de situação, liderada pelo publicitário Paulo Giovanni, presidente da Giovanni & Associados, para assumir o capítulo carioca da Abap - Associação Brasileira de Agências de Propaganda, e que contava com a participação de Glória Saez, gerente de operações da MPM-Rio e de Valdir Siqueira, diretor de Operações da V.S. Escala, teve estes dois nomes impugnados, em respeito aos estatutos da entidade. Diz o estatuto que somente pode fazer parte da diretoria quem tenha participação acionária na agência, o que não é o caso de Glória Saez. Já em relação a V.S. Escala, apesar de a agência ser associada da Abap através de sua matriz de Porto Alegre, sua sede do Rio não é associada, portanto, seu diretor não poderia ser membro da diretoria da entidade.
Foi também cumprindo o estatuto da Abap que Jomar Pereira da Silva, ao assumir a presidência da agência Expressão-Rio, teve de abrir mão da presidência da entidade, pois esta não permite agência cujo cliente tenha participação acionária na mesma.
Enquanto as lideranças e associados da Abap pensam em nomes que venham a preencher os lugares de Valdir e Glória, a Janela Publicitária aproveita para sugerir alguns profissionais do mercado que, com a maior dignidade e profissionalismo poderiam dar continuidade ao dinâmico trabalho iniciado por Jomar e que tanto benefício trouxe para o mercado: Cláudio Carvalho, Eduardo Domingues, Roberto Bahiense e Armando Strozenberg.

Informática necessita de marketing equilibrado.

O acirramento da concorrência entre as mais de 1.300 empresas instaladas no País, e as restrições de crescimento impostas pela crise econômica estão mudando o comportamento da indústria nacional de informática e exigindo dos empresários do setor uma profunda reavaliação da política comercial. Essa nova situação está transformando o marketing em instrumento fundamental para solidificação do espaço de uma determinada empresa no mercado. Esta foi uma das conclusões do Seminário de Marketing de Comunicação de Informática, realizado semana passada em São Paulo e que reuniu representantes dos diversos segmentos da indústria de informática, especialistas em Marketing, publicitários e jornalistas em torno da discussão desse segmento da economia brasileira, que movimenta cerca de 4 bilhões por ano.
O professor Raimar Richers, da Fundação Getúlio Vargas abriu o seminário afirmando que a fase de crescimento de 20 a 40% ao ano acabou, pois o mercado não é ilimitado. O excesso de empresas e a proliferação de modelos desnorteia o mercado, que, em sua opinião, tende a se tornar mais seletivo de agora em diante. Richers acha também que as empresas terão forçosamente que restringir suas áreas de atuação, procurando explorar nichos específicos e mudando os seus enfoques do interno para o externo através de um marketing eficiente e racional. Ele também desaconselhou a adoção de medidas isoladas e imediatistas, propondo aos empresários a formação de um composto de marketing que inclui a análise do mercado, na qual a empresa deve pesquisar a sua participação no segmento que atua. A partir de informações como a posição dos concorrentes, as tendências do mercado etc, então se partiria para a adaptação do seu produto ou serviços às exigências detectadas. A fase da ativação, na qual entram a distribuição, logística, venda pessoal e publicidade e, por fim a avaliação, que resulta na visão completa e no controle do processo desenvolvido.
O publicitário Eduardo Schubert, diretor da PSR, apresentou os resultados de uma recente pesquisa sobre a imagem dos produtos de informática junto aos consumidores/usuários. A pesquisa concluiu que, para os consumidores, as informações das propagandas são parciais e não chegam a motivar a procura. A comunicação não relaciona recursos técnicos com benefícios práticos e a linguagem é excessivamente técnica, afirmou Schubert.
Outro dado significativo da pesquisa: o consumidor quer ouvir nas propagandas de produtos de informática primeiramente os benefícios práticos de cada equipamento; a possibilidade de integração e compatibilização com atuais ou futuros equipamentos; ganhos na agilização e simplificação de procedimentos e rotinas de trabalho; visualização clara dos benefícios do futuro; eficiência da assistência técnica e suporte para instalação e treinamento; linguagem voltada para todos os envolvidos na empresa; e a apresentação de resultados reais.

VT Um ganha prêmios em Gramado

A produtora VT UM conquistou quatro prêmios no 2º Festival Latino-Americano de Comerciais em VT de Gramado, sendo agraciada com o diploma de Melhor Fotografia, para o comercial "Chapinha", da Coca-Cola, produzido para a McCann; Melhor Comercial de Promoções Sazonais, com "70 Neles", criado pela DPZ para a Souza Cruz; Melhor Comercial de Serviços Públicos/Serviços Comunitários, com "Pernas", criado pela agência Módulo para o Ministério da Saúde, e ainda, a Menção Especial do Júri, composto de empresários e criadores de propaganda de agências do México, Peru, Uruguai, Chile, Bolívia e Brasil, que lhe conferiu um "destaque" na categoria de propaganda regional pela produção do Comercial "Índio é Terra", feito para a Funai.

Rádios criam IVA.

Com adesão de 90 por cento das emissoras AM e FM da Grande São Paulo, as rádios paulistas acabam de criar seu próprio órgão de pesquisas: o IVA - Instituto Verificador de Audiência, que entrará em funcionamento definitivamente a partir deste mês, com um serviço de informações para as atividades mercadológicas do rádio e seus anunciantes. Carlos Colessanti, que foi um dos coordenadores do projeto e é diretor da L&C de Emissoras, empresa que opera a rádio América de São Paulo e comanda a programação de mais 140 emissoras no País, explicou que o novo instituto será uma espécie de bureau, mantido por um pool de emissoras associadas, sem fins lucrativos e que só visará o desenvolvimento do instrumento técnico do rádio.
De acordo com Colessanti, a ideia de fundar um serviço independente de pesquisas sobre o meio do rádio nasceu há algum tempo, mas o projeto já vem funcionando em caráter experimental nos últimos 6 meses com pesquisadores trabalhando na rua durante 24 horas por dia para levantamento de audiência individual das rádios. Ele diz: nosso propósito é fazer do IVA um órgão competente, com metodologia correta e capaz de apontar dados mais reais do mercado, pois o rádio vive hoje de 80 por cento de anunciantes diretos.
Na opinião de Albino de Almeida, diretor da Rádio Capital e também coordenador do projeto, os tradicionais órgãos de pesquisa enfrentam dificuldades que envolvem, desde o preço alto cobrado até a morosidade do serviço. Ele afirmou que, além disso, a questão da agilidade também será facilitada pelo IVA, pois o ranking de rádio sofre alterações tão rápidas quanto o ritmo dinâmico das emissoras, mesmo porque a pesquisa distribuída traz apenas o nome das rádios que compram o serviço. Com isso, as emissoras, agências de propaganda e anunciantes acabam não tendo acesso às informações completas sobre o rádio e ainda precisam pagar caro por uma pesquisa feita num processo que impõe regras, desabafou Albino.

Brainstorming • Brainstorming • Brainstorming

George Teichholz
George Teichholz, de volta à McCann

• O carioca George Teichholz, que em 1980 gerenciou o escritório da McCann-Erickson no Rio, está de volta, cinco anos depois. A partir dos próximos dias ele assume o comando da agência no Rio, que desde a saída de Ronaldo Marques estava sendo tocada pelos competentes Renato Loes, vice-presidente de Atendimento, e Milton (Cebola) Mastrocessario, vice-presidente de Criação.
Marcio Moreira
Marcio Moreira, exportando criatividade.
• E o vice-presidente mundial de Criação da McCann, Marcio Moreira, acaba de assumir mais um cargo internacional. Ele agora é o diretor mundial de Criação da Colúmbia Pictures, acumulando, assim, funções na Califórnia e em New Jersey.
• A produtora Eugênio Vídeo foi a responsável pela produção, para a Azagaia, do comercial do CRIAM ­ Centros de Recursos Integrados de Atendimento ao Menor. A direção do comercial foi de Ricardo Fernandes, a fotografia de Antônio Bonfim e o cenário de Mauro Monteiro.
• Elazir do Egito, após vários anos em trabalhos de editoria de publicidade de moda na Editora Abril e na Revista Vogue, é agora a responsável pelo marketing de moda da Smuggler.
• O grupo de mídia de São Paulo dá o ar de sua graça avisando que nos dias 27, 28 e 29 de julho estará realizando o 1º Curso Básico de Mídia, que acontecerá no Centro de Convenções Rebouças, das 19:30 às 22:30h. Maiores informações pelo telefone (011) 571-6910.
Esquire para Scepter: Tem pouca coisa...
A Esquire criou para seu cliente Cyanamid uma bela campanha para o produto Scepter, dirigido ao homem do campo. Com uma linguagem testemunhal, as peças primam pela plasticidade das ilustrações e elegância de layout.
• Correspondência para a coluna: Praia de Botafogo, 340, grupo 210. CEP: 22250 - Rio de Janeiro.