Já que São Paulo tem a F1, vamos trazer para o Rio a nova Fórmula da Fota.
Lancei esta ideia no meu Twitter e estou trazendo para cá a campanha.
A oportunidade é essa de reativar o Autódromo de Jacarepaguá. Mandem e-mail para o prefeito Eduardo Paes (eduardopaes@pcrj.rj.gov.br) e para os vereadores da nossa Câmara Municipal, defendendo a ideia.
Interlagos renovou com a FIA até 2014. Ótimo para São Paulo.
Que a nova prova do automobilismo mundial, então, venha para Jacarepaguá!
É bom para a cidade. É bom para todos nós, cariocas.

Vender passagens da Varig aproveitando a notícia do acidente da Air France é uma coisa que, a gente tem certeza, o marketing da Gol jamais faria conscientemente.
Mas acabou fazendo esta semana por usar o serviço de Links Patrocinados do Google, que entra no rodapé de todas as notícias do site do jornal O Globo.
O serviço pretende ser inteligente, ao escolher os anúncios publicados de acordo com o assunto da matéria. Mas não é inteligente ao ponto de analisar se -- por conta do tom da matéria -- a associação poderá ser vista como de mau-gosto.
A máquina identificou "aviação" no texto, automaticamente colocou embaixo os anúncios de ofertas da Varig.
Esta quarta-feira, mesmo, no rodapé de uma notícia sobre o atropelamento de um idoso na Gávea, o Google também não pensou duas vezes: tascou lá um anúncio sobre o Plano de Saúde da Unimed-RJ.
Que, aliás, o pobre do sujeito não vai poder usar, porque morreu no local.
Se até as crianças indianas conseguem trabalhar direito (como a gente está vendo aí no filme "Quem quer ser um milionário?"), por que diabos, historicamente, as brasileiras que fazem comerciais precisam soar tão falsas e canastronas?
Será proposital, porque o público brasileiro gosta de atores canastrões? Serão inadequados, os roteiros dos comerciais com crianças? Os diretores de comerciais brasileiros não sabem dirigir crianças? Ou os clientes é que estão forçando a contratação dos seus netinhos?
Esse menino do comercial do Vanish, por exemplo, que entra em tudo quanto é break da Net afirmando "precisamos vencer esse Vanish": a canastrice será proposital?
E olha que o problema não é novo. Há mais de 20 anos, o colunista José Roberto Penteado -- pai da nossa companheira de blogs Claudia Penteado -- propunha a criação do Prêmio Herodes "para a criança mais mal-dirigida e antipática em comerciais de TV."
Parece que está bem na hora de levar a idéia a sério. Quem quer ser do júri?
Foi onde começou a Janela Publicitária, há 31 anos. E hoje fechou as portas por falta de dinheiro para pagar seus funcionários.
A Tribuna é um jornal pelo qual tenho uma relação de amor e ódio.
Foi lá que pisei numa redação pela primeira vez, em outubro de 1969, para assinar a tira diária de quadrinhos "Sir Lancelot". Acabei sendo ilustrador, secretário gráfico, editor de cultura e colunista.
Aprendi muito sobre comunicação na Tribuna da Imprensa. E sobre a realidade brasileira, ao enfrentar a censura e ser chamado para depor no DOPS pelo conteúdo dos meus quadrinhos.
Mas nunca perdoei a traição feita pelo editor Hélio Fernandes Filho, em maio de 1985, para atingir a agência SGB, num episódio que levou à mudança da Janela Publicitária para o Monitor Mercantil.
Irritado porque a SGB não havia incluído a Tribuna na programação dos anúncios do Ponto Frio, Helinho plantou, no meio da Janela -- como se tivesse sido assinada pelos colunistas, Marcia Brito e eu -- uma nota dizendo que o Ponto Frio estava pensando em tirar a conta da agência por insatisfação com os resultados da sua nova campanha.
Na sexta-feira, tradicional data de publicação da Janela, antes mesmo de comprarmos o jornal na banca, já recebemos uma ligação irada do diretor da SGB, Arthur Bernstein, cobrando o assunto.
Após 8 anos, aquela foi a última Janela Publicitária publicada na Tribuna da Imprensa. No mesmo dia pedimos demissão e enviamos uma carta ao mercado comunicando nossa "não concordância com os objetivos da nova direção comercial daquele veículo".
Nunca escrevi nada sobre este caso. Mas 23 anos não foram suficientes para que eu anistiasse o jornal, que até hoje se diz vítima da ditadura militar, mas não soube agir dignamente neste pequeno momento da sua própria história.
Tá bem, nem todos. Mas boa parte. Será problema das secretárias? Em São Paulo, eu deixo recado para o Roberto Duailibi, um dos monstros da propaganda brasileira, e ele retorna a ligação. Ligo para o Eugênio Mohallen, monstro da nova geração, ele retorna. O Mauro Salles, outro monstro, se orgulhava de dizer que jamais deixava de atender quem quer que fosse.
Aqui, as reuniões nunca findam.
E antes que você, leitor sacana, pense em escrever um comentário anônimo aí embaixo dizendo "eles não querem é te atender, Marcio", fique sabendo que não sou o único a me queixar disso.
Não é de hoje que ouço profissionais de veículo reclamando que não conseguem ser atendidos por mídias cariocas. E profissionais de produtoras lamentando que não conseguem mostrar portfólios para os produtores de RTV do Rio.
Já ouvi do dono de uma produtora o seguinte comentário, literalmente: "você liga para um diretor de criação em São Paulo para mostrar o rolo de um novo diretor que você contratou, o sujeito marca hora e te atende. Pode pegar uma ponte-aérea que vai dar tudo certo. No Rio, se finalmente você consegue ser atendido, até parece que eles estão te fazendo favor em conhecer mais uma opção do mercado".
Prezados coleguinhas cariocas, lembrem-se que o mercado dá voltas. Quem se acha hoje na posição de não retornar ligação, amanhã pode estar num emprego que precise ser atendido.
Ensinar a secretária a anotar recados e dar retorno não é só prova de profissionalismo, não. É também de educação e grandeza de espírito.



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