detalhes do post: Por que publicitário carioca não retorna ligação?
Tá bem, nem todos. Mas boa parte. Será problema das secretárias? Em São Paulo, eu deixo recado para o Roberto Duailibi, um dos monstros da propaganda brasileira, e ele retorna a ligação. Ligo para o Eugênio Mohallen, monstro da nova geração, ele retorna. O Mauro Salles, outro monstro, se orgulhava de dizer que jamais deixava de atender quem quer que fosse.
Aqui, as reuniões nunca findam.
E antes que você, leitor sacana, pense em escrever um comentário anônimo aí embaixo dizendo "eles não querem é te atender, Marcio", fique sabendo que não sou o único a me queixar disso.
Não é de hoje que ouço profissionais de veículo reclamando que não conseguem ser atendidos por mídias cariocas. E profissionais de produtoras lamentando que não conseguem mostrar portfólios para os produtores de RTV do Rio.
Já ouvi do dono de uma produtora o seguinte comentário, literalmente: "você liga para um diretor de criação em São Paulo para mostrar o rolo de um novo diretor que você contratou, o sujeito marca hora e te atende. Pode pegar uma ponte-aérea que vai dar tudo certo. No Rio, se finalmente você consegue ser atendido, até parece que eles estão te fazendo favor em conhecer mais uma opção do mercado".
Prezados coleguinhas cariocas, lembrem-se que o mercado dá voltas. Quem se acha hoje na posição de não retornar ligação, amanhã pode estar num emprego que precise ser atendido.
Ensinar a secretária a anotar recados e dar retorno não é só prova de profissionalismo, não. É também de educação e grandeza de espírito.
Comentários:
Vale lembrar que não é só apenas uma questão de oportunidade futura mas, sim, de respeito.
(Ah! Paulo, e-mails ele tb, responde todos.)
Antonio Luiz Accioly
Diretor de Projetos Especiais
Grupo Editorial Folha Dirigida
Tel.: (21) 3233-6391
Rua do Riachuelo nº 114 , Centro
Rio de Janeiro, RJ 20230-014
antonio.accioly@folhadirigida.com.br
Dá um tempo Márcio, nós as secretárias, não temos culpa da falta de educação dos outros, você deve saber muito bem que todos os recados são passados, se não são respondidos, a culpa não é das secretárias; educação, vem de berço e não é a secretária que educa seus "chefes".
Se as as pessoas de SP sao mais educadas ou responsáveis com os seus compromissos, ótimo pra elas, isso só valoriza mais seu caráter.
Parabëns !!!! pelas palmadas.
P.S.: Concordo com o José Augusto, acho que deveria fazer uma pesquisa e a partir disso um Ranking com as melhores e piores agências do Rio de Janeiro, pois assim começamos a traçar um perfil do mercado, apontar as falhas e tentar corrigir o que está errado.
Eu sou dono de agência, e também Dir. de Criação, eu não aguento mais atender executivos de vendas, atendimento, ou como quer que queiram chamar. Eles me ligam o dia todo. Ontem mesmo, a secretária me passou 7 (sete) telefonemas só de pessoas querendo me apresentar propostas para veicular mídia de clientes.
Eu ainda atendo todos com carinho, mas que tem horas que incomodam, ah como incomodam....Pior ainda, tem uns que você diz que não tem cliente com perfil para aquele veículo e mesmo assim eles ligam 01, 02, 04 ou 05 vezes num curto período persistindo. Tem horas que a gente tem que fugir né...
Bom, eu entendo o lado de quem faz atendimento pois eu já estive deste lado, mas hoje eu também entendo o outro lado.
Pensem nisto !!!
Obrigado
Texto perfeito, realmente, não somente no mundo publicitário, mas em jornais e determinadas empresas do Rio, há uma demora em retorno de informação seja por telefone ou e-mail. Não esqueço do dia, já faz tempo, em que uma editora de arte do Estadão me retornou...
Fernando Rebouças
Isso acontece não é de hoje. Reclamar não adianta, é coisa de "looser", e vc perde qualquer aura de "cool" que poderia ter. Aqui o pensamento é o seguinte... se vc liga é porque está precisando, e se está precisando vc não é bom, e não merece atenção...Outra linha de raciocínio vai no caminho de que as pessoas não ligam porque não tem o que falar de volta, não estão fazendo quase nada, não tem jobs prá vc, enfim, a ligação e o atendimento é apenas mais um aborrecimento por deixar esta situação clara. Em contraste, o profissional paulista tem muito o que fazer e precisa de fornecedores e colaboradores em constante contato. Aqui, por incrível que pareça, o que mais funciona é o contrário, vc conquista espaço em outros mercados e aí sim, conquista o privilégio de receber a ligação dos seus clientes. A diferença é que nós atendemos na hora. Alguns (produtoras), de saco cheio disso, e bem sucedidos, preferem nem isso. O mercado carioca é assim (desde que eu conheço) arrota caviar, mas "ranga" no Cervantes mesmo.
nem para um café fui chamado mas. O mercado publitario, tem uma forma muito distinta de te tirar do mercado, eles não te recebem, não te procuram , não te atendem e não querem teu currículum por mas que este seja rico de informações e profissionalismo.
Por isso que muitas agências do Rio de janeiro acabem perdendo contas por falta de etica com os profissionais.
Eu trabalhei com profissioais como Pedro Feyer, Gustavo Bastos, Bob Gueiros, Fabio Siqueira, Casio faraco, Jair de Souza, Wilson Nobrega, etc..
Achava que a questão era pessoal, mas ví que não é...
Gostei...



.jpg)