detalhes do post: Bar Urca
A Urca é mesmo um bairro muito especial do Rio. Não é de se admirar que morar ali seja quase uma religião, uma filosofia de vida, que ela tenha adoradores em vez de moradores. Casas em estilo europeu, poucos prédios, a mesma rua para entrar e sair, talvez a melhor vista da Baía de Guanabara e a segurança de ter um quartel do Exército como vizinho. Sem favelas, sem violência, sem confusão.
Mas estes não são seus únicos predicados. A Urca também abriga um simpatissíssimo bar sexagenário, aberto em 1940: o Bar Urca, uma pérola do Atlântico – se me permitem o trocadilho. Fica num sobrado de esquina, bem na frente da entrada do Forte São João. Em baixo funciona o bar, onde os clientes são servidos no balcão, e no andar de cima fica o restaurante, que abre de terça a domingo para almoço e jantar.

Do balcão do bar pode se ver o sentinela do quartel a postos em sua guarita, com certeza martirizado por não estar tomando uma Original estupidamente gelada – como a que eu tomei no último domingo, enquanto vigiava a entrada do Forte e a mansidão do mar da Urca.
Nos fins de semana, a mureta do calçadão vira extensão do bar e obriga o garçon a atravessar a rua para deixar todos os clientes satisfeitos, num vai e vem de sardinhas fritas, pasteizinhos de camarão e bolinhos de bacalhau. Muitos moradores levam seus próprios bancos e cadeiras de praia e usam engradados para apoiar copos, pratos e garrafas.
A especialidade da casa comandada por três gerações de Armando Gomes – avô, filho e neto – são frutos do mar frescos com “dedicação de culinária caseira” (segundo o site do próprio Bar Urca).
No balcão, a pedida são os petiscos para acompanhar a cerveja. Em especial, a sardinha frita, que é barata e tem uma grande saída. No restaurante, a caldeirada de frutos do mar faz sucesso com quem a experimenta.
É por esta combinação de localização alto astral, comida fresca e saborosa e atendimento de primeira que, apesar de discreto e escondido, o Bar Urca tem uma legião de freqüentadores assíduos e está sempre entre os melhores do Rio.
Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205
(21) 2295-8744
Urca - Rio de Janeiro
Comentários:
Lendo essa matéria, além de bater uma puta fome, bate uma saudade imensa do Rio. Ao mesmo tempo, lembro da sua descrição sobre as coxinhas do Frangó (que eu ainda não fui), em uma matéria antiga, e penso que morar em São Paulo não deve ser assim tão ruim.
:D
Jomar
Tava no capricho!
Abraçuuu
Ric
Parabéns Bar e Restaurante Urca.Me tronei freguês.
Raymundo.
Alguém aí pode me dizer como é o ambiente lá? Será que é possível emendar uma praia de sábado com um almoço com vista pra Baía lá no segundo andar do Bar Urca? Estou querendo ir mas não conheço o lugar... Se alguém puder me ajudar...
Obrigada!
http://rafaeljoia.blogspot.com
Ontem foi o dia dos namorados. Esta data seria uma das últimas vezes em que eu e a Paula comemoraríamos o 'dia dos namorados'. Afinal, nos casaremos ano que vem. A Paula teve a apaixonante iniciativa de fazer uma surpresa pra mim: eu não saberia como seria o nosso dia dos namorados juntos. Para onde iríamos, o que faríamos, o que eu ganharia de presente, etc. Isto me cercou de expectativas.
Combinamos de nos encontrar na estação de metrô da Carioca, para aí então começarmos o nosso dia dos namorados. Por volta das 18:20h nos encontramos no metrô e fomos em direção à estação de Botafogo, onde pegamos a integração no sentido Urca. Até aí eu apenas imaginava que iríamos a algum restaurante no bairro da Urca. Já havíamos ido a outro naquela região, do qual não me lembro o nome, mas que era perto do Instituto Militar de Engenharia (IME) e que nos agradou muito.
Fomos então ao 'Bar Urca', tradicional bar e restaurante do Rio de Janeiro, muitas vezes citados em jornais e revistas. Tal surpresa me agradou num primeiro instante, afinal, o Bar Urca tem origens portuguesas, como eu, e possuía muitas recomendações. A Paula estava muito feliz de saber que havia me agradado.
A entrada para o andar superior, onde ficam as mesas de jantar, é pela lateral. Logo na entrada, ouvi um barulho de copo quebrando vindo da cozinha. Algo me parecia caótico lá dentro. Subimos então pela escada, onde fomos ao encontro de um garçom que possuía a lista de reservas. Era um senhor mulato, um pouco magro. Informamos então o nome da Paula. O mesmo verificou a listagem, e pra espanto nosso, disse que o nosso nome não constava na lista. Ele então perguntou a outro garçom, que informou a mesma coisa. Ficamos desapontados. A Paula disse que havia feito a reserva na terça-feira, através do site do bar, e depois, no mesmo dia, ligou para eles confirmando a reserva. Ele disse que se o nome não estava lá, nada poderia ser feito. Ao mesmo tempo em que isto acontecia, outro casal, bastante elegante, chegou. Ambos tinham por volta dos 40-50 anos. A mulher perguntou sobre a mesa dela. O garçom disse que eles poderiam ficar somente até 20:00h, e já eram 19:30h. Ela então comentou com o marido: "- Que despreparo!". Infelizmente foi neste clima que o nosso dia dos namorados havia começado.
Decidimos sair. Ficamos uns 30 minutos esperando uma resposta deles no lado de fora, em frente à Baía de Guanabara. Neste momento, aproveitamos a vista para trocar nossos presentes. De uma forma não convencional, o dia estava sendo foi inesquecível...
Paramos pra pensar sobre o Bar. Ele não era tudo o que imaginávamos. O ambiente superior era claustrofóbico: o teto era baixo, o salão era pequeno, e as mesas muito perto uma das outras. Era difícil ter uma conversa romântica ali, ainda mais por que as janelas eram fechadas.
Agora, o pior: imagina achar um restaurante às 20:00h no dia dos namorados? Isto tudo em função da desorganização deles... Arriscamos ir a Botafogo. Iríamos passar no Rio Off Shopping, à procura de um restaurante legal, e caso não encontrássemos, a segunda opção seria o Botafogo Praia Shopping. Mas isto é assunto para o outro post (Restaurante América)...
Sem esquecer que tem muitas coisas gostosas !!! Um ...:)
Nossa ! me da ate vontade de voltar la . :)


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