detalhes do post: Pavão Azul
Orgulho que trago comigo é ser um turista gastronômico. Acredito que sabemos muito de um povo e de sua cultura através da maneira como eles preparam sua comida. Não é à toa que a culinária inglesa é sem sal, a indiana é picante e a italiana é exagerada. Por isso é que saio garimpando por aí sabores que ainda não experimentei.
Não faz muito tempo descobri um petisco típico lisboeta chamado patanisca. Uma espécie de bolinho de bacalhau feito sem batata, só com ovos, farinha e temperos, difícil de encontrar aqui no Rio. Tive que ir de Botafogo até a Tijuca especialmente para conhecer a patanisca de Dona Natalina, do Café e Bar Varnhagem, na praça do mesmo nome.
Recentemente, no entanto, fui apresentado em Copacabana a uma patanisca que merece o título de a melhor da cidade, no Pavão Azul, bar com quase 50 anos de existência, que fica em frente da 12ª DP na Hilário de Gouveia. É um daqueles botequins cariocas autênticos, aconchegante e nada simplório, comandado com dedicação e carinho por duas irmãs simpatissíssimas, Vera e Bete, que se revezam cuidando de cada detalhe.

A patanisca que elas preparam é espetacular, feita na hora a pedido do freguês, e servida por unidade ou porção. Chegam douradas à mesa e são perfeitas. Crocantes por fora, suculentas e fumegantes por dentro. Dá para comer uma dúzia brincando. Principalmente se acompanhadas do chopp, que é muito bem tirado, ou cerveja, que está sempre gelada, Bohemia e Original. Se você já conhece, deve estar concordando. Se não conhece, espere só para ver como a patanisca do Pavão Azul é gostosa.
O segredo com certeza está no tempero e na combinação dos ingredientes, que Vera e Bete não revelam a ninguém. Esse é o motivo da casa servir de 400 a 600 pataniscas todos os finais de semana. E olha que essa não é a única atração gastronômica de lá. No quesito camarão, tem a empada, o pastel e o risoto que são muitíssimo bem avaliados pela clientela que lota o local. E nos finais de semana, quando muitas famílias vão ao Pavão Azul para almoçar, elas preparam uma rabada e um risoto de polvo que é de chorar, segundo quem já comeu e é freguês.
O resto você já sabe, é se render ao clima comunitário dos autênticos botequins familiares onde todos são seus melhores amigos de infância, mesmo que nunca os tenha visto antes na vida.
Pavão Azul
Rua Hilário de Gouveia, 71
(21) 2236-2381
Copacabana – Rio de Janeiro
Comentários:
Tenho uma tia que mora na Hilário, vou convidá-la a conhecer o Pavão Azul. Provavelmente ela nunca comeu uma patanisca.
Valeu a dica!
Adoro suas sugestões!
Vc bem sabe! ;-)
Bjocas
Parabéns pela dica Padilha. Forte abraço.
Pois aqui em Ponte de Lima (Portugal) tem, é um bolinho de bacalhau acompanhado de vinho verde. É ótimo!
Já o bolinho de bacalhau, tem de ser muito bom pra bater o meu (falta de modéstia é uma merda...)
Bjs e obrigado pela dica.
Cascão
grande abraço - silvino
Jorge Hausen
Meu caro Padilha,
Tive o prazer deconhecer o Pavão Azul
por intermedio
De meu amigo Serginho Horowitz (Dono
da produtora Proview)em uma 5ª feira
depois de um dia daqueles que só nós
Publicitarios conhecemos. Fiquei
encantado. Sou frequentador ascíduo do
Belmonte de Ipanema porem sou obrigado
a adimitir, que não me lembro de
ter comido nada igual aos bolinhos de
bacalhau de lá. Na casa de minha tia
casada com um patricio 100% portugues
se come "lascas de bacalhau" muito
parecido com os bolinhos de lá.
Para os que já conhecem continuem indo.
Para os que não conhecem, recomendo que
não deixem de ir.
Após ler sua coluna e ver o video sobra o Pavão Azul, não pude deixar de dar um pulo lá para provar as pataniscas. Achei ótimas certamente voltarei para degusta-las.
Gostei do Pavão Azul, me lemrou o Bracarense nos tempos do saudoso Armando.
Sds
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