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Histórias do Colunistas Rio 2016

Emoti Sounds, da Live TIM, garantiu o GP de Peça Digital para a Artplan

Priscila Corrêa, João Santos, Danilo Yamanaka, Igor Hermes, Anderson Passos e Guilherme Machado.
A equipe do Emoti Sounds: em pé, Priscila Corrêa (atendimento) e os diretores de arte João Santos e Danilo Yamanaka. Sentados, o diretor de arte Igor Hermes e o gerente de projetos Anderson Passos. E, na foto ao centro do sofá, o redator Guilherme Machado, lembrado em foto porque agora mora na Austrália.
Único finalista brasileiro no último Festival de Cannes Inovation, o case Emoti Sounds, criado pela Artplan para a Live Tim, saiu do Colunistas Rio com o Grand Prix de Peça de Mídia Digital. E mais dois Ouros no concurso: em Inovação e em Website.

A agência criou um plugin para o leitor de tela NVDA, usado por deficientes visuais para transformar o texto em fala, de modo a que também fossem interpretados, de uma forma mais realista, os emoticons. Em vez de o aplicativo dizer literalmente "emoticom gargalhando", como é o usual, por exemplo, o som da gargalhada passava a ser reproduzido, tornando, além de tudo, a experiência muito mais emocional.

O case aparece nas fichas técnicas tendo na criação o redator Guilherme Machado e os diretores de arte João Santos, Igor Hermes e Danilo Yamanaka. Guilherme (que hoje trabalha na Clemenger BBDO, de Sydney, Austrália), em conversa com a Janela, fez questão de dizer que todos realmente participaram ativamente do processo. E que, além deles, a presença de Anderson Passos, gerente de projetos da agência, foi fundamental para tornar tudo realidade, desde conseguir a parceria do Instituto Benjamin Constant como encontrar a Hadrons.io, que foi capaz de desenvolver a complicada tecnologia para a ideia funcionar.

Os Emoti Sounds nasceram, conta o criativo, porque existia na agência uma demanda grande de propostas que mostrassem a TIM como fornecedora de soluções inteligentes para a internet. E porque a Live TIM já havia se mostrado disposta a investir em questões de cunho social.

Aconteceu que, na época, alguém da agência leu uma matéria dizendo que os emojis haviam se tornado um novo tipo de linguagem mundial da internet. Não demorou para outro perceber que devia ser difícil para os deficientes visuais poderem usar essa nova linguagem. Então, por que não a Live Tim possibilitar a que estes seus usuários aproveitassem melhor a novidade?

Quando percebeu que os deficientes visuais do Benjamin Constant tinham adorado a ideia, o diretor de arte João Santos confessa que ficou bastante emocionado:

- "Há muitos jovens deficientes visuais e eles estavam deixando de aproveitar os emojis como tantos jovens fazem pelo mundo inteiro", observou o criativo.

O videocase do Emoti Sounds
Os alunos do Benjamin Constant participaram ativamente do processo, diz Santos:

- "Percebemos que traduzir vários emoticons em sons era uma coisa inédita e que corria o risco de não ser entendida. Como sonorizar, por exemplo, uma lampadinha de ideia? Por isso, a cada sugestão que tínhamos, levávamos para que eles escolhessem a mais adequada", revelou o diretor de arte da Artplan.

O redator Guilherme Machado lembra que a empolgação do cliente -- leia-se aqui Livia Marquez, que na época era a diretora de advertising e brand management da TIM -- foi tamanha que logo o novo produto ganhou investimento em comunicação. Além do site próprio, que continua no ar (veja aqui), a Artplan criou anúncios e comercial de televisão. O resultado é que foram realizados mais de 25 mil downloads do plugin em todo o mundo e a empresa somou, só no Brasil, 3 milhões de reais em mídia espontânea.

E já que estamos contando os bastidores do trabalho, Machado se diverte lembrando que a empolgação de todos da agência, para que tudo desse certo, chegou até à necessidade de superar um probleminha técnico na gravação do vídeo.

- "Na hora, o som do computador que os deficientes visuais usavam em cena cismou de só funcionar se alguém segurasse o cabo em uma determinada posição. Resultado, lá fui eu pra debaixo da mesa, fora de quadro, garantindo a posição do equipamento", revelou Machado.

Sabendo dessa história, esse colunista tem que admitir que não consegue mais assistir novamente o case, sem deixar de imaginar o criativo sentado no chão ali em baixo durante a gravação. Mas Guilherme garante, pelos resultados: valeu a pena.

(Marcio Ehrlich - 22/02/2017)


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