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  • Monteiro e Vasconcelos lançam livro sobre os espíritos do Rio

    Nelson Vasconcelos e Carlos Monteiro (Foto Julia Ronai)
    Rio - Estado de Espírito, o livro de Nelson Vasconcelos e Carlos Monteiro.
    Rio – Estado de Espírito, o livro de Nelson Vasconcelos e Carlos Monteiro.

    O publicitário Carlos Monteiro e o jornalista Nelson Vasconcelos vão autografar esta segunda, 30 de outubro, na Livraria da Travessa de Botafogo, o guia que os dois estão lançando sobre os fantasmas cariocas. “Rio: estado de espírito” tem texto de Vasconcelos e fotos de Monteiro, e, em 256 páginas, prova que a cidade do Rio de Janeiro está cheia de espíritos que decidiram passar aqui a eternidade, como Dona Maria I, mãe de Dom João VI, que continua circulando pela Praça XV – assim como sua vizinha Bárbara dos Prazeres, ali do Arco do Teles.

    O botafoguense Nelson Vasconcelos cobre tecnologia há 20 anos na imprensa carioca e tem no currículo ter participado do júri do Colunistas Rio em 2002, representando o jornal O Globo, onde trabalhava. Fotógrafo amador, já publicou meia dúzia de livros e, nas horas vagas, é pai de quatro crianças entre 1 e 27 anos de idade. É partidário do “no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

    Já o flamenguista Carlos Monteiro, nascido em Santa Teresa, é fotojornalista e publicitário desde 1975. Trabalhou em alguns dos principais veículos nacionais, incluindo a revista O Cruzeiro, Jornal dos Sports. No jornal O Dia publicava diariamente a fotogaleria Alvoradas Cariocas, retratando o amanhecer de algum ponto da Cidade Maravilhosa. Atualmente é colunista de baixa gastronomia para a Revista 29 Horas e diretor de novos negócios na agência Saravah Comunicação.

    Na foto de Júlia Rónai, Nelson Vasconcelos e Carlos Monteiro.

     

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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    Discussão

    1. Avatar Douglas

      O livro RIO: ESTADO DE ESPIRITO – GUIA DOS FANTASMAS CARIOCAS tinha tudo para ser uma obra deliciosa, instrutiva e empolgante. A ideia dos é incrível, pois seu fio condutor atrairia um publico diversificado (interessados em histórias de fantasmas, em suspense, em mistérios, amantes da arquitetura, de história e, claro, do Rio). Com a deixa de contar histórias de lugares supostamente assombrados, reuniriam a história real dos principais monumentos e antigo casario e da vasta herança cultural e histórica da cidade, lastimosamente desconhecida da imensa maioria de seus habitantes. No entanto, ao ler a obra deparei-me com um texto tão raso e bobinho que arrependi-me da copra e lamentei como os autores puderam perder tão boa oportunidade. E não digo que o texto é raso e bobo por não ser exaustivo. Os autores advertem no prólogo que o texto deveria ser encarado mais como uma conversa informal e descontraída entre amigos. A abordagem seria ótima para a divulgação mas, infelizmente, nem isso alcançaram. Cada texto, dedicado a um local no Rio, é tão curto e não mencionada NADA acerca das histórias de assombração que porventura alguém tenha incutido para esses locais. No capítulo sobre o Museu Nacional, por exemplo, local onde os vigilantes noturnos tem mil e uma histórias de visões e ruídos que os assustaram, e histórias mais antigas, da época do Palácio Imperial, os autores apenas falam que a “alminha” da Imperatriz Leopoldina deve vagar por ali. E fica por isso mesmo! (sem contar que erram em chamar de “Luiza” o fóssil humano apelidado de “Luzia” e ali exposto, e insinuam nunca ter entrado neste e outros palácios, para chama-lo de “pequeno palácio”). E o castelinho do Flamengo, o Palácio Mourisco da Fiocruz, e tantos outros lugares do Rio com histórias antigas de casos assombrosos. Nada além de truísmos é dito. A contracapa traz uma lista de apoiadores do livro (Museu Nacional, Marinha, e outros órgãos), mas o exposto acima sugere que ninguém dessas instituições revisou os textos referentes às suas jurisdições. Por fim, as inúmeras fotografias em P&B de detalhes dos locais e monumentos citados poderiam ser um alento, por serem muito boas e com olhar artístico inspirado, mas infelizmente a escuridão da impressão da grande maioria delas tirou o brilho do livro também nesse aspecto. Enfim, não recomendo nem para aqueles que não saibam nada de nada sobre o Rio, não porque não aprenderiam nada ali (certamente para isso o livro serve, mas um folheto turístico de cada local já ensina mais), mas porque comprarão gato por lebre por não encontrarem nas páginas do livro o que ele promete trazer: as histórias de assombração cariocas.

    seta