• Planalto agora ignora até existência de campanha

    "O Brasil não pode parar"

    Filho feio não tem pai. Depois de críticas nas redes sociais, de recusas de veículos de publicar as peças e de a Justiça impedir a veiculação da campanha, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) resolveu tirar o corpo fora e garantir que ela não tem responsabilidade na divulgação do comercial “O Brasil não pode parar” e das peças digitais. No Twitter e no Instagram, a Secom apagou o que já havia postado e emitiu nota negando “definitivamente” que a campanha existisse!

    Naturalmente, a culpa da divulgação de que houve uma campanha, para o Planalto, é a da mídia, como se os jornalistas tivessem criado as peças em suas redações e hackeado os perfis do Governo Federal para botar o material no ar. “Trata-se de uma mentira, uma fake news divulgada por determinados veículos de comunicação”, diz o Governo Federal.

    A nota da Secom afirma que “não há qualquer veiculação em qualquer canal oficial do Governo Federal a respeito de vídeos ou outras peças sobre a suposta campanha. Sendo assim, obviamente, não há qualquer gasto ou custo para a Secom”.

    Secom - O Brasil não pode parar
    A postagem nas redes sociais, assinada pelo Governo, e que agora a Secom nega ter existido.

    A nova justificativa contradiz comunicado distribuído na sexta-feira pela Secom, que chagou a reconhecer que a peça foi produzida “em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom”.

    Até agora, portanto, ninguém sabe quem escreveu o texto do comercial, quem gravou o áudio, quem editou as imagens de arquivo, e se realmente quem fez o trabalho não cobrou nada de ninguém.

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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