• Governo do Rio pode ficar sem agência de publicidade em 2021

    Governador Claudio Castro, do Rio de Janeiro

    Se não apelar para a renovação emergencial com suas atuais agências, o governador fluminense Claudio Castro (foto) corre o risco de passar uns bons meses de 2021 sem ter suporte de publicidade.

    Em abril último, o então governador Wilson Witzel renovou, pelo quinto ano — o limite legal — seu contrato com as cinco agências de publicidade selecionadas na concorrência de 2016, realizada ainda pelo Governo Pezão: Agência3, Artplan, Binder, Nacional e Propeg. Naquele ano, ainda fez parte do grupo uma sexta agência, a Prole, que, envolvida com denúncias pela Lava-Jato, abriu mão de continuar atendendo o governo e, em 2018, encerrou as suas atividades.

    A pouco mais de quatro meses do encerramento dos contratos — que está valendo até 01/04/2021 — a nossa experiência cobrindo concorrências públicas permite prever que será pouco provável uma seleção ser finalizada a tempo de novos contratos serem assinados antes disso. Afinal, cumprindo a legislação, só entre a publicação do edital e a entrega de propostas o Governo terá que dar um prazo de 45 dias. Botem, a partir daí, o julgamento pela subcomissão técnica e os inevitáveis recursos, lá se foram outros tantos dias.

    A bem da verdade, o tema “concorrência” vem circulando na subsecretaria de Comunicação do Palácio Guanabara faz tempo. Haviam conversado conosco a respeito os ex-subsecretários da pasta Gabriel Aquino e Mario Marques. Não por acaso, garantem amigos da Janela, o edital está até pronto, esperando apenas a decisão política de publicá-lo.

    Analistas do mercado comentaram conosco que o governador Claudio Castro poderia estar segurando a publicação para não dar margens a más interpretações. Como editais de publicidade precisam citar a verba prevista — que sempre fica na faixa de milhões de reais — algum político oportunista, como já se viu antes, aproveitaria para dizer que o Governo do Estado, em plena crise, estaria pensando em gastar dinheiro com publicidade.

    Na realidade, como também já registramos neste portal — e confirmou a nova subsecretaria de Comunicação, Denise Ribeiro — o Rio está vivendo sobe o regime de recuperação fiscal e a verba de comunicação, portanto, está restrita a temas de interesse público, como saúde e segurança. Seja como for, mesmo estas campanhas precisam de agências para desenvolvê-las. E, agências, o Governo de Cláudio Castro só tem mesmo garantidas até primeiro de abril.

    Ainda para a Janela, Denise Ribeiro confirmou que a Subsecretaria efetivamente “está realizando os processos internos para conclusão e posterior publicação” do edital. O demora não teria sido por motivos políticos e sim por conta dos atrasos causados pela pandemia do coronavírus, tanto nas empresas privadas, quanto no poder público.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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