• Bis gera polêmica nas redes sociais com humor sapeca

    David para Bis, da Mondelez: "Alguém pode me comer?"

    Blicadelinha da Bis se “xintindo tão titi” nas redes sociais Instagram e Twitter gerou nos últimos dias milhares de curtidas e comentários a favor e, claro, nesses tempos difíceis, uma série de opiniões contrárias.

    A peça mostra o doce reclinado sobre um travesseiro e perguntando, para não ficar tão triste: “Alguém pode me comer?”.

    “Vou falar isso pro meu marido essa noite”, comentou @alexandra.lrc6, entrando na pilha. Já @saintdiegoM_, incomodado como outros pelo duplo sentido sexual, questionou “Era pra isso q vc queria fazer publicidade e propaganda?”.

    A conta do Bis, produto da Mondelez, é atendida pela agência David desde julho de 2020. A agência costuma usar o humor em suas postagens, até sendo comedida nas provocações. Em maio, quando a Bis contratou o Gil do Vigor como garoto propaganda, a postagem perguntou “será que tá na hora de molhar o biscoito?”, sugerindo mergulhar o Bis no vigor grego. Mas, na época, não chegou a gerar tantas reações dos internautas.

    A Janela fez contato com as assessorias da David e da Bis, que, até o fechamento desta matéria, não fizeram comentários.

    Risco alto
    Reserva para o Dia dos Namorados: "Hoje é dia de molhar o biscoito"
    Reserva para o Dia dos Namorados: “Hoje é dia de molhar o biscoito”

    Brincar com duplo sentido tem sido uma atitude de altíssimo risco em tempos de cancelamentos e defensores do politicamente correto.

    Em 2018, a rede de lojas de moda masculina Reserva saiu com uma campanha provocativa para o Dia dos Namorados — tanto na internet quanto em PDV. Uma das peças dizia “Eu sei o que você quer no Dia dos Namorados”. Ao clicar, entrava aquele áudio do gemidão do zap, que andou bombando em mensagens do Whatsapp.

    Em outra peça, com a imagem de um biscoito parcialmente molhado, o título dizia “Hoje é dia de __”, para o usuário completar.

    A ideia era ironizar as campanhas habituais para a data com coraçõezinhos. Mas foram tantas as críticas — chegando inclusive a reclamações no Conar — que a grife preferiu retirar tudo do ar e publicar pedidos de desculpas.

    “Desculpem-nos pelo indesculpável. Queríamos falar sobre amor à flor da pele e sexo, mas erramos feio (…). Fomos desrespeitosos e ofendemos muita gente (…) portanto essa campanha precisa e vai morrer aqui”, teve que postar a Reserva.

     

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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