• Novos surtos adiam a volta ao escritório das agências de comunicação

    Escritório Vazio 2

    As agências de comunicação corporativa estão revendo seus planos de levar a equipe de volta ao escritório. A conclusão é da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), após pesquisa com 65 de suas associadas de todas as regiões do país.

    Por conta do avanço da variante ômicron e do surto de influenza, 50,8% das empresas que atuam com RP, assessoria de imprensa e comunicação corporativa continuam integralmente em trabalho remoto. E 38,4% das pesquisadas admitiram estar reavaliando a intenção de reconvocar as equipes, projeto que estava crescendo com a esperança de que o aumento da vacinação encerrasse com a pandemia. Quase um quarto das agências ouvidas pela Abracom já tinham o mês de fevereiro como meta para a reintegração.

    Covid em alta

    Diz a Abracom que, pela primeira vez durante a pandemia, foi detectado um aumento significativo de casos de Covid entre os profissionais da área. 55% das agências registraram casos de contaminação entre o começo de dezembro e o dia 10 de janeiro, reflexo de festas de fim de ano e retomada de eventos presenciais. Foram declarados 133 casos de resultados positivos para o teste de Covid. As empresas afastaram os profissionais de quaisquer atividades presenciais e estão monitorando toda a equipe.

    A nova cepa do vírus Influenza teve, até agora, menor impacto, com 76 casos registrados em menos de 30% das agências.

    Vacinação obrigatória

    Apenas 10,9% das agências participantes da pesquisa informaram que não vão exigir comprovante de vacinação de seus profissionais. 42,2% pretendem exigir a comprovação do esquema vacinal completo para o retorno a atividades presenciais, enquanto 46,9%, apesar de não fazerem formalmente a exigência, estão monitorando que toda a equipe de trabalho tenha ao menos tomado as duas doses ou até mesmo a dose de reforço.

    Das empresas que responderam à sondagem da Abracom, 64,6% estão em São Paulo, 10,8% em Minas Gerais, 7,7% no Rio Grande do Sul e as demais nos estados de Pernambuco, Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal. 58,4% são de pequeno porte, com faturamento anual de até R$ 3 milhões, 27,8% faturam entre R$ 3 milhões e R$ 20 milhões e 13,8% têm receita anual superior a R$ 20 milhões.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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