• Gustavo Ferro volta à publicidade da Petrobras, que prepara nova licitação

    Gustavo Ferro

    Responsável entre 2009 e 2015 pela área de publicidade da Petrobras, Gustavo Ferro está de volta. O publicitário foi oficializado em comunicado distribuído na última semana para a equipe da petroleira por Fernanda Bianchini, gerente de comunicação e marketing, ocupando a função em que estava Luis Eduardo Basto, falecido em outubro de 2021. E que, em caráter temporário, havia sido assumida por Mariana Bieler.

    Baiano, formado pela Universidade Católica de Salvador, Ferro também atuou na Petrobras Distribuidora, que ainda era um braço da chamada “Petrobras holding”. Transferido para lá no final de 2015, assumiu o departamento de comunicação, em um cargo que, em 2018, ganhou o nome de gerente executivo de comunicação, marcas e sustentabilidade.

    Em 2019, com a privatização da BR, voltou à matriz, onde começou cuidando das ações de BI e gestão de clientes na Diretoria de Refino e Gás Natural e também no suporte das atividades de comunicação.

    Concorrência à vista

    Selecionadas em 2017, as agências DPZ&T e Propeg terão seus contratos encerrados com a Petrobras em 19/07 deste ano. Ou seja, se a petroleira não lançar ainda no primeiro trimestre seu edital para a nova licitação de agências, ela corre o risco de ficar sem poder autorizar qualquer tipo de mídia já no segundo semestre.

    Vale lembrar que, em 2017, apesar de DPZ&T e Propeg terem sido declaradas vencedoras da disputa em fevereiro, seus contratos só foram assinados em julho, ou seja cinco meses depois.

    Segundo fontes da empresa, este processo já estaria sendo tocado pela área de publicidade, em especial pela própria Mariana Bieler.

    Onde foi parar a verba?

    Na concorrência de 2017, a verba anunciada pela Petrobras era de R$ 550 milhões para dois anos e meio de contrato, ou seja, o correspondente a R$ 220 milhões por ano.

    No entanto, em 09/2021, a Janela registrou que a verba da companhia, em cinco anos, caiu 72%, ficando em apenas R$ 72,8 milhões em 2020. Em TV fechada sequer houve, segundo a Página de Transparência.

    Um dos motivos seria o afastamento da Petrobras da mídia televisiva. Na matéria da Janela (veja link no rodapé), registramos dos R$ 161 milhões em 2015, a verba de TV aberta em 2020 caiu para R$ 52 milhões.

    Como estamos em ano de eleição, mesmo que a Petrobras queira voltar a anunciar, ela sofrerá restrições.

    A expectativa dos analistas é que a conta publicitária da petroleira só voltará mesmo à normalidade em 2023. Se Bolsonaro for reeleito, não será difícil à área de comunicação reivindicar mais fortemente o retorno à televisão — como sabemos já ser uma demanda interna.

    E se não for reeleito, cai o atual presidente, o general Joaquim Silva e Luna, e não espantará se o novo governo retomar para a Petrobras a sua função institucional de movimentos como “O Petróleo é Nosso” e “O Desafio é a Nossa Energia”.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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