• MCom se atrapalha nos resultados de duas licitações e tem que emitir correções

    Fabio Faria, Ministro das Comunicações em sua posse

    Com verbas que, somadas, ultrapassam R$ 500 milhões, justifica o Governo Federal cometer erros em suas licitações, como o de conceder notas de uma agência para outra?

    Pois esta trapalhada aconteceu duas vezes este ano no Ministério das Comunicações comandado por Fabio Faria, tanto na licitação para a escolha das agências de publicidade como na da agência de comunicação corporativa.

    Pressa em definir resultados em um ano eleitoral ou mera falta de atenção, perguntaram líderes do mercado em conversa com a Janela.

    Erro na Publicidade

    Esta semana, a Comissão de Licitação da disputa de publicidade de R$ 450 milhões foi obrigada a publicar comunicado informando que as notas concedidas à agência DeBrito, na verdade, pertenciam à agência Desigual. E vice-versa.

    Resultado, a DeBrito, que havia amargado ter aparecido em último lugar nos resultados da concorrência, foi alçada agora à 8ª posição. Não o suficiente para ela ser considerada classificada mas, para a equipe da agência, uma verdadeira vitória moral ter saído da lanterna.

    Erro no Corporativo

    Vitórias morais também tiveram as agências de RP Approach e Weber Shandwick, inicialmente desclassificadas na concorrência pela conta corporativa de R$ 60 milhões do MCom, vencida pela FSB.

    Nesta, uma das pontuações anotadas para a Weber Shandwick (de razão social S2 Publicom) na verdade era para estar na planilha da FSB. Com a recíproca verdadeira.

    O erro, que inclusive chegou à grande imprensa, obrigou o MCom a convocar os participantes a uma nova sessão, apenas para oficializar a mudança.

    E não bastasse a confusão feita pela secretaria, tanto a Approach quanto a Weber Shandwick descobriram que os membros da subcomissão técnica chegaram a conceder notas menores do que as definidas pelo edital para itens que ambas atendiam, colocando inclusive sob suspeita as rotinas do julgamento.

    As duas entraram com recursos e a nota final da Approach subiu de 77,8 para 80,3, enquanto a da Weber Shandwick de 75,8 para 80,2. Não suficientes para baterem a FSB, com seus 93,3 pontos, mas retirando-as da pecha de desclassificadas.

    Deixo para o leitor as opiniões sobre o que pode estar acontecendo.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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