Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 19/JAN/1996
Marcio Ehrlich

 

Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Monitor Mercantil.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

Entidades pedem à Petrobras que cancele contrato da Caio

A notícia publicada semana passada nesta Janela, sobre a renovação do contrato da Caio Domingues com a Petrobras no qual a agência previu honorários de produção de 5% a partir de sua interpretação da legitimidade desta ação, gerou uma das maiores mobilizações de lideranças do setor que este colunista já presenciou.
Durante esta semana, preocupados com a perda de receita que esta nova prática de mercado poderia gerar nas agências, os empresários de propaganda de todo o Brasil buscaram nas suas entidades uma resposta para tentar reverter a situação. O temor é que, institucionalizada uma comissão de produção menor que os 15% que as entidades consideram como o mínimo legal, outros anunciantes do Governo - e mesmo da iniciativa privada - venham a exigir de suas agências uma renegociação dos seus contratos, com repercussões inimagináveis para agências de menor porte.
Na quarta-feira, as lideranças cariocas decidiram agir, enviando ao presidente da Petrobras, Joel Rennó, uma Moção de Repúdio à renovação do contrato com a Caio Domingues. A carta, assinada por Jonas Suassuna, presidente da Abap-Rio; Roberto Bahiense, presidente da ABP e Luís Oscar Lopes, como diretor secretário da Fenapro e presidente do Sindicato das Agências do Rio, pede literalmente que a BR aborte a renovação contratual com a Caio nos termos em que foi firmada.
Este é o texto integral da correspondência enviada a Joel Rennó:
"A classe publicitária foi surpreendida, no último dia 12 de janeiro, com a noticia da renovação do contrato de prestação de serviços técnicos especializados da área de publicidade com a CAIO DOMINGUES & ASSOCIADOS PUBLICIDADE LTDA, contendo uma alteração relativamente aos honorários sobre os Custos de Produção. Ao invés dos 15% determinados como senso o mínimo, pelas Normas Padrão para prestação de serviços anexadas à Lei 4680/65, regulamentada pelo Decreto nº 57.690 de 01/02/66, a renovação teria sido feita por um percentual de 5%.
“Tal legislação disciplinou o relacionamento entre anunciantes, veículos. agências e fornecedores, antes caracterizado pela mais total ausência de regras e incrível desorganização: permitiu que a profissão publicitária se firmasse e ganhasse dignidade; propiciou o surgimento de empresas de capital brasileiro que podiam competir, em pé de igualdade, com empresas estrangeiras, até então únicas capacitadas a sobreviver num mercado onde se abusava do profissional e de seu oficio; fez da profissão, no Brasil, um patrimônio não apenas das centenas de milhares de pessoas que nela militam e de estudantes que buscam, na propaganda, um digno meio de vida, mas um patrimônio do próprio povo brasileiro, cujo desenvolvimento depende não só da quantidade de informações, mas também da sua qualidade.
"Como dirigentes de entidades de classe, Sr. Presidente, e conhecendo os custos operacionais e a carga tributária de nossos associados, podemos assegurar que os honorários atuais de 15% permitem apenas cobrir os custos mínimos; abaixo dessa porcentagem, ou se tem prejuízo, ou se contratam pessoas sem qualquer capacitação técnica, o que não convém à empresa que recebe o serviço. Se alguma agência apresentar documento afirmando que pode prestar tal serviço por 5%, estará mentindo - mais um motivo para não aceitá-la como prestadora de serviço da Petrobras.
“Desta forma. Sr. Presidente, vimos levar à V. Excia. a nossa Moção de Repúdio a essa alteração contratual, que, posta em prática, indiscriminadamente, causará prejuízos irrecuperáveis a todo um setor da economia brasileira. A drenagem de recursos para a prestação desse serviço especializado de produção gerará consequências funestas para todo o setor publicitário e comprometerá o futuro dessa profissão.
''Pedimos a V .Excia que aborte os termos da renovação contratual, caso sejam verdadeiros, e faça prevalecer a lei (seguem-se as dos assinaturas dos presidentes)”,

Até o fechamento desta coluna a Petrobras ainda não havia tomado decisão em relação a carta do mercado publicitário.

Retrospectiva 1995: o segundo semestre

Para relembrar 1995, aqui está a retrospectiva do que aconteceu de mais importante no segundo semestre.
Julho
• Na volta de Cannes, julho foi o mês das enormes mexidas na criação carioca: Chico Abreia abre mão de estar à frente da produtora Yes para se tornar vice-presidente de criação e associado da Artplan; Marcos Silveira deixa a V&S levando a conta da DuLoren para a Mental Mark, com a proposta de sociedade na agência; Sílvio Matos também sai da V&S para assumir a direção de criação da Contemporânea; Delano D'Avila, de retorno ao Rio, passa a cuidar da criação da Norton; e Ricardo Galletti torna-se o novo diretor de criação da Cult.
• Roberto Bahiense assume como presidente da ABP-Associação Brasileira de Propaganda.
• O Dia volta a ter diretor comercial, na pessoa de Antônio Kriegel, ex-Pepsi.
AGOSTO
• Depois de muita espera, o Governo do Estado solta a sua concorrência publicitária, capitaneada por Jomar Pereira da Silva.
• A Propeg fecha acordo com a agência Cláudio Carvalho, que passa a se chamar Cláudio Carvalho Propeg.
• Marcelo Giannini deixa a Contemporânea para tornar-se diretor de criação da D+.
• Foi um mês negro para as produtoras cariocas. Fecharam a Claquete e a Mr.Magoo.
SETEMBRO
• Jonas Suassuna é eleitor presidente do capítulo carioca da ABAP com 60% dos votos.
• A Slopper escolhe uma agência depois de muitos anos fora da mídia. Ela fica com a GR.3.
• Explode a concorrência da Caixa Econômica Federal.
• A produtora Plus se instala no Rio, ocupando a antiga sede da Claquete.
• Desmontam os planos da Mental Mark. Deixam a agência Jairo Carneiro e Marcos Silveira.
OUTUBRO
• Vai para a Contemporânea a conta da DuLoren, que estava na Mental Mark.
• Staff junta-se com a CP&F para formar a Staff/CP&F.
• A Grottera abre-se para novos sócios no Rio. Milton Santana passa a ter participação e traz para a sociedade o redator Sérgio de Paula.
• A Conspiração é eleita a Produtora de Comerciais do Ano do Prêmio Produção Rio. Na área de Fonogramas, o vencedor foi o Studio Nova Onda.
• A V&S conquista a conta das Casas Pernambucanas, que estava na Mental Mark
• Paulo de Tarso, que havia fechado a sua agência Free, assume como vice-presidente de criação da Zapt.
NOVEMBRO
• A V&S passa a atender a conta dos sucos Maísa.
• A produtora Jodaf absorve a Plus em São Paulo e no Rio. André Pellenz, que estava na Plus, torna­se diretor da Jodaf-Rio.
• A Casa da Criação vence a concorrência pela conta da Império Lisamar.
• A Denison traz de volta para o Rio a conta da Teacher's, que estava na W/Brasil.
• Marcelo Gorodicht é escolhido o Publicitário do Ano pela ABP.
DEZEMBRO
• No I Prêmio Promoção Rio de Janeiro, a Multinational é escolhida a Empresa de Marketing Promocional do Ano, Maria Helena Araujo, da New Business, a Empresária do Ano e a Coca-Cola o Cliente do Ano, entre outros premiados.
• Marcos Silveira assume a house-agency do grupo Dreams, com a proposta de torná-la uma agência aberta ao mercado. O nome escolhido foi Dr. Brain.
• São escolhidas as sete agências que cuidarão da publicidade do Governo Marcello Alencar: Cláudio Carvalho, Cult, Pubblicità & Esquire, Artplan, Década, Contemporânea e Giovanni.
• A BR escolhe continuar com as suas agências DPZ e Contemporânea.
• A Caio vence a concorrência do BNDES.
• A Standard passa a atender a marca de lingerie Triumph

Memória traz os melhores de Cannes para o Rio

A Memória da Propaganda vai apresentar, nos próximos dias 23 e 24 de janeiro, no cinema Leblon II, às 10:30 horas, duas seções com todos os comerciais que ganharam ouro e Leões nos Festivais de Cannes de 1985 até 1995. São 300 filmes em 5 horas de projeção no total, com o melhor já feito na propaganda mundial nos últimos 10 anos.
Os convites custam R$ 15,00 e podem ser adquiridos na própria sede da Memória, pelo telefone 511-2979.

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• PARABÉNS PRA VOCÊ - A Janela se abre para comemorar os próximos aniversários do mercado: Dia 19: Hayle Gadelha (diretor da Workstation); Dia 25: Marcello Almeida (diretor de operações da Pixel).
• PRECISA-SE - A Speroni está precisando de Supervisor de Mídia. Quem estiver interessado, pode procurar a agência pelo telefone 551-6599.
• CARTAS - Correspondências para a Janela devem ser enviadas para a Praia de Botafogo, 340 grupo 210, CEP 22250-040, telefone (021) 552-4141. Ou pela Internet, com o e-mail [email protected]