Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 05/JUL/1996
Marcio Ehrlich

 

Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Monitor Mercantil.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

Brasil teve o pior resultado de sua história em Cannes

O resultado do Brasil no festival de filmes de Cannes foi um banho de água fria em toda a alegria conseguida pelos 12 Leões do país no Press & Poster. Apenas dois filmes conseguiram Leões: ''Formigas'', da F/Nazca, com um Ouro, e "Dia dos Namorados", da DPZ, com um Bronze.
Para praticamente toda a delegação brasileira, o resultado de nossos trabalhos foi reflexo direto das suspeitas levantadas no Brasil por Washington Olivetto sobre a grande existência de comerciais fantasmas no nosso rolo. "Chegamos do Brasil já perdendo de 1 X 0 neste jogo", declarou Marcelo Gorodicht, da D+W.
O clima entre os brasileiros, logo após a divulgação do magro shortlist, era misto de revolta e decepção. Sabia-se que - assim como o presidente do júri, que chegou a vir ao Brasil reunir-se com Olivetto - os demais jurados internacionais estavam a par das denúncias, que cobriam todo o rolo brasileiro de suspeitas. O mal estar contra o Brasil era nítido.
Para piorar, três comerciais brasileiros foram retirados do rolo pelas próprias agências, por não terem condições de comprovação de veiculação: "Squeege", da Leo Burnett para Goodyear (apesar de aprovado, não foi veiculado), "Passarinho", da Young para a Kaiser e ''Mude Suas Ideias", da Lew Lara para Aruba. E o vice­presidente da Standard, Geoffrey Jones, depois de começado o julgamento, enviou uma carta à Sawa solicitando para que não levasse em conta o comercial "IBM­Apple", revelando que não só não tinha sido aprovado pelo cliente como sequer veiculado.
Por tudo isso, só o Brasil não conseguiu se aproveitar da boa vontade do júri deste ano, que entrou no Festival decidido a conceder medalhas em todas as categorias.
Na briga final entre Washington Olivetto e Nizan Guanaes, acabou que o baiano se deu melhor. Olivetto saiu nitidamente como o vilão brasileiro de Cannes deste ano, enquanto Nizan, mesmo sem concorrer, não fez por menos: montou uma festa monumental para praticamente toda a delegação brasileira em um dos hotéis mais luxuosos da Europa, o Eden Roc, em Cap D'Antibes. Esteve presente em todos os acontecimentos, circulou entre os diversos grupos e também se manifestou contra as denúncias feitas contra os filmes brasileiros.
Que Cannes se prepare para Nizan em 1997.

Cariocas marcam sua presença mesmo em menor quantidade

O Rio de Janeiro compareceu em Cannes com provavelmente menos que a metade de sua delegação de 1995, levando a um congraçamento sensivelmente menor que o daquele ano.
A delegação carioca, porém, foi eminentemente de agência. Exceção honrosa a três produtoras: Jodaf (através de André Pellenz), Conspiração (através de Antônio Accioly) e Intervalo (através de Mario Nakamura), que souberam perceber a importância de estarem presentes junto dos criadores num evento de nível informativo tão grande quanto o Festival de Cannes.
Nakamura, aliás, participou em grande estilo. Além de assistir a todas as exibições e seminários, levou um notebook conectado à Intervalo no Brasil através da Compuserve e da Internet. Segundo Nakamura, durante a semana a produtora trocou com ele quase 30 e-mails de follow-up das produções em andamento, não deixando nenhum cliente da empresa desassistido.
Entre os cariocas, pelo menos, os resultados da Contemporânea e da D+, que conquistaram 3 Leões e alguns finalistas, já dava motivos para comemoração. Nas fotos, tiradas por este colunista, alguns flagrantes da presença carioca.
Luís Antônio Ribeiro Pinto e Fábio Siqueira André Nassar, Marcelo Giannini e Rodolfo Sampaio.
Luís Antônio Ribeiro Pinto, da Promocine, encontra o jurado brasileiro, Fábio Siqueira, momentos antes da festa de entrega dos Leões.
Três criadores na noite de Cannes: André Nassar, Marcelo Giannini e Rodolfo Sampaio.
Mario Nakamura, Marcelo Gorodicht, Rodolfo Sampaio, Carlos André "Dedé" Eyer, Fernando Campos e André Pellenz Adilson Xavier, Cristina Amorim e Jarbas Nogueira,
O grupo de cariocas brinda durante o jantar que a Editora Referência promoveu a bordo de dois catamarãs, ao lado da ilha de Saint Honorat
Identificamos na foto Mario Nakamura, Marcelo Gorodicht, Rodolfo Sampaio, Carlos André "Dedé" Eyer, Fernando Campos e André Pellenz
Ainda durante o jantar, Adilson Xavier e Cristina Amorim, da Giovanni, reencontram Jarbas Nogueira, ex-Globo e agora Folha de São Paulo



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• PARABÉNS PRA VOCÊ - A Janela se abre para comemorar os próximos aniversários do mercado: Dia 05: Antônio Batista (Caio); Dia 06: Luís Alberto Lacerda (Diretor de Criação da Sênior); Dia 07: José de Mingo (diretor da Premium); Dia 10: Marcia Lana (Diretora de Arte da Chris Colombo), Mauro Matos (VP de Criação da Contemporânea); Dia 11:
Carlos Alberto Carmo (Diretor da V&S).
• DON JOSE DE SANTIAGO ­ José Blanco, até semana passada gerente da Thompson no Rio, é o novo presidente da agência no Chile, onde ela é a líder do mercado. Depois de 5 anos no Rio, Blanco parte para nova fase em sua carreira e deixa o escritório ainda sem substituto, que deve ser nomeado até o fim deste mês.
• CORREÇÃO - Por equívoco de informação passada a esta coluna, registramos que teria havido adulteração nos documentos de inscrição de José Luiz Vaz no concurso Young Creatives. O próprio José Luiz esclareceu à coluna que isso não foi verdade. Apenas ele não atentou no regulamento que os concorrentes deveriam ter menos de 28 anos.
• PROMOÇÃO – Na Cult, Andréa Lobato e Igor Broseghini foram promovidos a Supervisores de Criação, como reconhecimento ao desempenho da dupla no último Prêmio Colunistas Rio.
• VOZ ALTA - A DC Vox está comemorando a inclusão do comercial "Mobília", da D+, no shortlist de Cannes. A trilha é dela, com criação de Neneco e produção do Gaúcho.
• PERDENDO A CABEÇA ­ Entra no ar na primeira semana de agosto o comercial de lançamento da nova versão de Melhoral, da Smith Kline Beecham, criado pela Giovanni. Dirigido por Rogério Utimura, o filme tem o efeito especial de uma cabeça que é retirada do corpo pelo próprio personagem, e continua falando.
• CARTAS – Correspondências para a Janela devem ser enviadas para a Praia de Botafogo, 340 grupo 210, CEP 22250-040, telefone (021) 552-4141. Ou pela Internet, com o e-mail [email protected] com.