Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 31/JAN/1997
Marcio Ehrlich

 

Janela Publicitária
Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente como Edição Mensal Especial no jornal Monitor Mercantil, em suplemento de quatro páginas standard.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

Giovanni vence disputa por conta da rede Multicanal

MulticanalA rede de TV a cabo Multicanal - empresa dos Grupos Globo e Garantia com Antônio Dias Leite - acaba de escolher a carioca Giovanni como a agência que vai centralizar a sua comunicação em 1997, em disputada concorrência da qual participaram nomes fortes de São Paulo como F/Nazca e DM9.
A Multicanal é sediada no Rio e opera hoje em 11 cidades brasileiras, entre as quais 4 capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Campo Grande. Até hoje, a empresa era atendida apenas por agências regionais, mas, diz sua gerente de marketing, Vera Buzanello, que a meta da Multicanal a partir de agora é construir uma marca integrada em todos os mercados que atua, razão da escolha de uma única agência para desenvolver este projeto.
Apesar de Vera não querer revelar ainda o volume da verba publicitária que a Multicanal estará investindo este ano, estima-se que seja superior a R$ 10 milhões, principalmente porque a rede não dispensará as suas agências regionais, que ficarão responsáveis por ações locais de menor porte.
A primeira campanha da Giovanni para a Multicanal começa a ser veiculada no final de fevereiro.

Pepsi quer consumidores dançando salsa e merengue

O sucesso do tema da novela Salsa e Merengue, "Maria", cantado pelo ex-menudo Rick Martin, levou a Almap/BBDO a investir na imagem do cantor para promover a Pepsi Cola em toda a América Latina, incluindo o Brasil.
Na próxima semana, a agência começa a filmar um comercial, produzido pela carioca Conspiração, com Rick Martin cantando uma versão especial de sua "Maria", a mulher que é um labirinto carnal!
No filme, naturalmente, a Maria vai aparecer em versões diferentes para cada um dos países em que a peça for veiculada. No Brasil e na Argentina é que será uma Maria única, mas que com certeza vale por duas: a supermodelo Valéria Mazza, a paranaense radicada na Argentina que alcançou sucesso internacional.

GR.3 começa o ano levando a Marius a estrear na televisão

Gustavo Bastos, André Pellenz, Alesandra Sadock
A equipe da GR.3 e da Jodaf durante a filmagem 

A rede de Lanchonetes Marius, do empresário Marius Fontana, decidiu enfrentar a concorrência das outras churrascarias que anunciam na televisão e começou esta semana pela primeira vez em sua história a veicular nesta mídia, através da sua agência GR.3.
Produzido pela Jodaf-Rio e dirigido por André Pellenz, o comercial da Marius reproduz um clima de uma matéria telejornalística que mostra três astronautas russos que acabaram de bater o recorde de permanência no espaço - mais de dois anos - enfrentando aquele clima de monotonia e se alimentando apenas de pílulas, e de repente desaparecem. Quando o locutor pergunta onde poderiam estar os astronautas, a cena corta para a Marius, onde os três estão se fartando de tomar chope e comer carne.
Os criadores da peça - Gustavo Bastos, Romeu Loures e Alessandra Sadock - explicam que o filme "explora o estereótipo do brasileiro que volta de uma viagem ao exterior louco por uma carne".
Esse conceito de o brasileiro gostar de um bom bife já havia sido explorado na campanha impressa da GR.3 para a Marius, quando a agência parodiou a campanha dos Mamíferos da Parmalat com sua versão "Porque somos carnívoros".
O objetivo de Mairus Fontana é superar já este mês a marca dos 50 mil rodízios mensais em suas duas lojas, no Leme e em Ipanema. Este crescimento deve ser obtido com o reforço nas horas fracas de cada loja: o almoço em Ipanema e o jantar no restaurante do Leme.
NOVAS CONTAS - A GR.3 comemora a conquista de três novas contas: o Grupo Modiano, que já veicula depois do carnaval uma campanha de página dupla em Veja Rio; a Credisa, uma financeira do grupo Mariani, para a qual entram em produção três comerciais, outdoor e outbus em março no Rio e abril em São Paulo, Porto Alegre e Salvador; e pra completar, a Pontocom, provedor Internet no mercado carioca. No total, as novas contas acrescentam cerca de R$ 2,5 milhões no resultado deste ano da agência.

Comunicação mais moderna leva Coca-Cola a crescer 11%

Quem assiste televisão e ouve rádio já deve ter notado a virada que a Coca-Cola tem dado na sua comunicação nos últimos tempos. As imagens clássicas de pessoas saudáveis tomando Coca­Cola foram substituídas por imagens coloridas e músicas bem ao gosto do público jovem. A ousadia vai ao ponto de estar no rádio atualmente um fonograma no qual o adolescente canta o prazer de viajar com sua namorada.
Essa mudança, porém, não é um desvairo de um ou outro determinado publicitário. "A virada da Coca não atingiu apenas a propaganda. Todo o marketing da marca sofreu uma revolução", explicou o diretor de Marketing da Coca-Cola, Odilon Almeida.
Essa virada vem acontecendo há dois anos e meio e culminou com a atual campanha do verão, que, para a Coca, começou em novembro de 96 e terminará em fevereiro deste ano. Segundo Odilon Almeida, há cerca de três anos a empresa adotou o conceito de marketing multidimensional. Ou seja, a Coca queria atingir uma diversidade de públicos, cada um com sua comunicação específica. Esse primeiro momento, aliás, aconteceu simultaneamente em vários países.
Nos últimos meses, porém, a Coca passou a fazer seus comerciais na filosofia do just in time. Os filmes que têm entrado no ar no Brasil têm sido realizados em tempo recorde de duas semanas - o prazo normal para a empresa seria de dois a três meses - para enfocar temas exclusivamente ligados ao período em que a propaganda for veiculada: Natal, Réveillon, Carnaval e ainda dança, amor, esporte ou viagem. O Brasil, vale dizer, foi o segundo país a ter implantado o modelo just in time, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Durante as Olimpíadas de Atlanta; a Coca chegou a veicular um filme por dia: realizava o filme à noite sobre o que tinha acontecido durante o dia.

O Oásis promocional 

VERÃO - A campanha da Coca-Cola para este verão continuará com o tema Ferveção, como foi ano passado. O sol, que marcou as embalagens, continua a ser usado neste verão em 95% das latas e garrafas distribuídas em todo o país, numa quantidade que deverá chegar a 2 bilhões de litros vendidos, um crescimento de 11% sobre o período de verão de 1996.
Faz parte da campanha a instalação de um Oásis para refrescar o consumidor nos moldes do que foi feito nas Olimpíadas de Atlanta. O Oásis é um corredor inflável -- de oito metros por oito, com três metros de altura --, abastecido por uma caixa d'água com formato de uma lata de Coca-Cola. Funciona como uma espécie de vaporizador e consegue reduzir o calor em 25 graus centígrados em relação ao ambiente exterior.
Em torno do Oásis, uma equipe de animadores da Coca-Cola estará convidando as pessoas a participarem de brincadeiras e promoção com distribuição de brindes. O Oásis e a equipe de promoção são itinerantes. Percorrerão vários pontos do Rio de Janeiro, de São Paulo e Curitiba até o dia 23 de fevereiro.

Odilon Almeida
 Odilon Almeida garante que a Coca nunca esteve tão bem.

RESULTADOS - A Coca-Cola, segundo seu diretor de Marketing, nunca esteve tão bem como nesse período em que reformulou este setor. "O melhor momento para a virada é esse. As marcas da Coca-Cola nunca estiveram tão bem, principalmente no Brasil", avaliou Odilon Almeida.
Ele apresenta números que não deixam dúvida quanto ao bom desempenho da marca. A expectativa é de que a Coca obtenha um crescimento de 11% nas vendas desse verão em relação ao mesmo período de 95/96, com faturamento de US$ 75 milhões contra o resultado de US$ 70 milhões conseguidos no verão do ano passado. Levando-se em conta a estabilização da moeda, os US$ 5 milhões de diferença representam um aumento expressivo no faturamento.
Além disso, a Coca, para medir a eficácia de sua campanha de marketing mais agressiva, encomendou uma pesquisa a Nielsen Consultoria, onde ficou registrado que suas marcas têm 51% da referência do consumidor. Para se ter uma ideia do que isso significa, o segundo lugar ficou com a Antarctica, com 12,8% da preferência.

Marketing da Coca tem novas contratações

O carioca Cláudio Ferreira, ex-Souza Cruz, é o novo gerente de Pesquisa de Mercado da Coca-Cola. Na sua equipe também entraram duas novas profissionais: Aura Emília Rebelo, ex-Nielsen e Ibope, para atuar como gerente de Pesquisa Nielsen; e Cristina Borges de Oliveira, ex-Ceras Johnson e Atlantic, para ser gerente de Informações de Mercado.
Também na área de produtos houve mudança. Mônica Machado Figueira, ex-Ceras Johnson, é a nova gerente do produto Diet Coke, reportando-se diretamente a Ricardo Ladvocat, diretor de Marketing Estratégico da empresa.

Mercado de computação deve crescer ainda mais na propaganda

Mário Barreto (1997)
 Barreto aposta no crescimento da computação gráfica

A demanda por soluções que permitissem ao mercado publicitário produzir nos comerciais as imagens que os criadores inventaram em suas cabeças está fazendo crescer sem parar a utilização da computação gráfica na propaganda.
Se lá fora o cinema já usa a computação no dia-a-dia, o mercado brasileiro parece que por algum tempo ainda vai ficar restrito à área publicitária. Mas só este mercado já permite que as maiores empresas brasileiras contem hoje com o que há de mais sofisticado nesse segmento. Um exemplo delas é a Intervalo Produções, a maior do Rio de Janeiro, com faturamento de R$ 1 milhão registrado em 1996.
A Intervalo - realizadora de efeitos especiais e animações para televisão - investiu em 95 cerca de US$ 300 mil em atualização de equipamentos, aquisição de softwares e ampliação de espaço físico. E, paralelamente, para ampliar seu leque de serviços, se associou à paulista TT1, especializada em desenho animado. Tudo isso, para dar conta da demanda crescente do mercado.
"A empresa tem know-how, equipamento e técnica para trabalhar com cinema, mas no Brasil só existe demanda em publicidade", diz o diretor da Intervalo, Mário Barreto. No Brasil, que já ocupou o terceiro lugar e hoje ocupa o quinto entre os países onde a publicidade é de altíssimo nível devido ao requinte das ideias criadas, a exigência por soluções de computação cresce a cada dia.
"A utilização de computação gráfica em comerciais pode ser econômica e substituir uma filmagem cara e perigosa. Outras vezes, o recurso é vantajoso em termos de tempo. Mas, a característica do efeito é que vai determinar essas vantagens", analisou Barreto.
REALISMO - O diretor da Intervalo adianta que já existem estudos para que a computação alcance uma síntese realista das imagens, mas esta tecnologia ainda não está disponível nem mesmo nos EUA. O que a computação gráfica consegue fazer é manipular imagens já prontas de gente ou cenários. A naturalidade só é alcançada com objetos e animais, como ocorreu no filme Os 101 Dálmatas. "Existe criação na computação gráfica, mas não é corriqueira", disse Barreto.
Apesar das dificuldades encontradas pelo setor para importação do equipamento, é possível encontrar nas produtoras novíssimas tecnologias. O processo de importação de um equipamento leva até quatro meses, reclama. Segundo Mario Barreto, um equipamento que se compre dos EUA, sai 25% mais caro e o pagamento só pode ser à vista. Por isso, o número de empresas especializadas em trabalhos de computação gráfica no Brasil ainda é pequeno.
"Ainda assim, está havendo barateamento e potencialização das ferramentas", afirmou Mário Barreto. Quanto mais barato for o equipamento e quanto mais recursos tiver, mais aprimoradas e menos custosas serão as propagandas brasileiras, ampliando-se, dessa forma, o mercado.
De acordo com Barreto, um computador de US$ 20 mil hoje tem mais recurso que o computador de US$ 100 mil comprado há um ano. ''Está acontecendo uma disseminação dessa técnica. Quanto mais evoluir, mais soluções para fins de criação serão inventadas", concluiu o dono da Intervalo.
A Intervalo tem experiência de sobra para falar sobre o assunto. Afinal, foi ela que realizou o trabalho para a campanha do Credicard Mastercard, considerado um dos filmes com maior número de efeitos especiais da propaganda. Além desse, ela realizou também trabalhos como Bichos, do Banco Central; De Olho no Combustível, da Petrobrás; Desarme-se, do Movimento Viva Rio; e Festas das Baratas, da Insetisan.

Medina: cliente que faz promoção veicula mais

Roberto Medina
 Roberto Medina
Poucas agências no Brasil conseguiram juntar de forma tão bem sucedida em sua operação as atividades de propaganda e promoções quanto a Artplan, presidida pelo publicitário Roberto Medina.
Investindo pesado no marketing promocional - a Artplan viu nos últimos cinco anos o faturamento deste setor duplicar, saltando de 25% para 50% do total de negócios realizados pela agência. E Medina garante que não tem do que se queixar, afirmando que é miopia achar que esse tipo de filosofia empresarial diminui a rentabilidade de uma agência de propaganda.
"Só num primeiro momento isso acontece. Mas, a médio prazo com o aumento do consumo gerado pelas promoções, o cliente aumenta a verba destinada à publicidade, trazendo ganhos maiores para a agência" argumenta Medina.
Medina admite, porém, que muitos dos clientes brasileiros ainda não compreenderam o alcance da estratégia de investir fortemente em promoções. Nisso, diz ele, o cliente carioca tem até uma mentalidade mais avançada, uma contradição apontada pelo publicitário, já que São Paulo é o maior mercado do país. "Uma promoção", explica Medina, "não desqualifica o público de maior poder aquisitivo, desde que atenda às características de consumo desta faixa de clientes".
VISÃO - Roberto Medina foi eleito, pela Associação Brasileira de Propaganda (ABP), o Publicitário do Ano de 1996 exatamente por sua atuação frente a eventos que tiveram participação da Artplan. No II Prêmio Colunistas Promoção Rio, a agência conquistou o prêmio máximo, da Empresa de Promoção do Ano.
E é baseado em sua experiência bem sucedida que Medina defende uma maior interação entre agência de propaganda, atividades em ponto de venda, marketing promocional e assessoria de imprensa, para que uma nova concepção de agência de publicidade seja alcançada. Os diversos prêmios que ganhou nas promoções conjuntas com o Barrashopping, por exemplo, avalizam esta visão estratégica que a Artplan vem adotando.
Desde que assumiu a conta do shopping, há seis anos, a agência já desenvolveu diversas promoções, muitas delas baseada em ousados projetos cenográficos, como a grande bola comemorativa da campanha Rio 2004, no ano passado; o castelo da Cinderela, em 95; o sino de Natal, em 94; e, a imensa árvore de Natal, em 93.
O globo montado no Barrashopping pra a Rio 2004. (Foto: Thor Unamar)
Esses grandes projetos não são exclusivos do Barrashopping. Teve uma enorme repercussão a decoração de Natal da Lagoa que a Artplan instalou para o Bradesco. A Lagoa se transformou num símbolo natalino e influenciou a decoração de ruas e prédios de todo o Rio de Janeiro.
Este exemplo caracteriza bem outra filosofia de Medina, de que as agências de propaganda e promoções invistam mais na cidade ­ bem ao estilo que seu pai, Abrahão Medina, realizava nos tempos em que comandava a rede de varejo Rei da Voz. "Além de aumentar o consumo e com isso elevar o investimento em publicidade, as agências estarão investindo na auto-estima do carioca", completou.
AÇÃO INTERNA - A parceria Artplan-Barrashopping tem gerado uma enorme quantidade de prêmios para a dupla. Em 1996, ela recebeu o Grand Prix de Evento Promocional do Ano do Rio de Janeiro, com o case Semana Barrashopping de Estilo; além de Ouro de Campanha de Promoção de Vendas de Varejo com Natal Disneymania, o qual também levou um Marketing Best.
Mas além de todos estes cases conhecidos, o Barrashopping em 1996 investiu em uma ação praticamente invisível para o público. Dessa vez, além da decoração com o tema Rio 2004 feita em conjunto com a Artplan, o shopping realizou uma forte campanha interna - visando aprimorar o atendimento aos consumidores -, direcionada aos lojistas e vendedores das suas 538 lojas.
"O marketing dos shoppings centers ainda é sinônimo de promoções e eventos, que são apelos externos. Nós ampliamos nosso leque de atuação ao implantarmos um estímulo interno, que visava qualidade e eficiência na operação das lojas", explicou o gerente de Marketing do Barrashopping. Luiz Alberto Marinho. Segundo ele, 76% dos consumidores que entravam no shopping compravam alguma coisa, 9% não faziam compras e 15% entravam nas lojas, mas, não consumiam nada.
Para alcançar a meta de aumentar a média de consumidores de 76% para 86%, o shopping instituiu o Retail Club, programa de incentivo às vendas que inclui palestras com consultores de moda e mestres internacionais do varejo, cursos que ensinam a lidar com o consumidor, acesso a uma biblioteca internacional, treinamento para os funcionários das lojas e prêmios para vendedores e lojistas que se destacaram em seu segmento.
Com a intenção de aprimorar o atendimento aos consumidores, o Barrashopping instituiu uma espécie de concurso interno. O shopping distribuiu R$ 5 mil em vale compras para os vendedores que mais se destacaram no trato com clientes e uma viagem a Nova Iorque, com direito a acompanhante, para os donos das lojas que se destacaram em seus segmentos.

Divo quer que ABM leve o marketing para as pequenas empresas nacionais.

Mario Divo
Divo vai presidir ABM 

O novo presidente da Associação Brasileira de Marketing (ABM), Mário Divo Motter Jr., toma posse no cargo dia 4 de fevereiro próximo, com o projeto de firmar nacionalmente a entidade. A ABM, apesar de ter representações no Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, tem um vínculo muito mais forte com o Rio de Janeiro, onde tem a sua sede. "A entidade não tem se mostrado presente fora do Rio de Janeiro", disse Divo, que pretende mudar esta situação. O primeiro momento do projeto de Mário Divo será expandir a ação da ABM. "A associação não pode se prender ao eixo Rio-São Paulo", disse o presidente eleito.
O segundo momento prevê um trabalho da associação no sentido de permitir às pequenas e médias empresas, em nível nacional, aumentar o grau de profissionalismo.
"Quando se fala em mercado, faz-se associação direta com grandes agências, empresas promotoras e produtoras", disse Mário Divo. Segundo ele, as pequenas e médias empresas são parte expressiva do mercado e não podem ficar apagadas. Para alcançar estes objetivos, Divo começou a montar parcerias com escolas de marketing e convênios com outras entidades como Sebrae, Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB), Sesi e Senai. Mas ele também pretende lançar mão de tecnologias mais contemporâneas, como o uso de TV Executiva e da Internet, através da criação da home-page da entidade. Sem falar na montagem de uma videoteca para permitir o empréstimo de cases aos estudantes e profissionais interessados. "Os cursos que a entidade promoverá serão um segmento importante nesse projeto", declarou Divo.
CONTRASTES - Na visão de Mário Divo, o Brasil é um país de contrastes. Nos centros urbanos mais avançados, encontram-se empresas que perdem oportunidades porque não usam técnicas de marketing maiores; não contratam técnicos especializados. O conceito de marketing, segundo o presidente da ABM, não é prerrogativa dos grandes centros urbanos. "Por outro lado, muitas empresas não utilizam sua capacidade em toda a extensão", avaliou Divo.
A implementação dos projetos da gestão, que se inicia no próximo mês, fará com que a ABM retome o papel que levou à fundação da entidade. Para Mário Divo, ele consiste em disseminar os conceitos e práticas do marketing em todo o país, como consta no estatuto da entidade.

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Perrier quer popularizar sua água mineral e chama Joãozinho Trinta

A água mineral Perrier aumentou em 117% suas exportações para o Brasil desde o início do Plano Real e espera, a partir de agora, manter um crescimento anual de 20% no fornecimento ao país. A estratégia do fabricante será a de investir pesado na popularização do consumo da mineral francesa que, no Brasil, virou sinônimo de status.
François Kraml, diretor de Marketing da Empresa de Águas São Lourenço, que comercializa o produto no país, atribuiu o aumento das exportações à mudança cambial, que valorizou a moeda brasileira em relação ao dólar e ao franco. “'Hoje, a garrafa de 750 ml de Perrier custa R$ 2,70 em qualquer supermercado brasileiro”, comentou. O litro da água mineral de marcas nacionais fica em torno de R$ 1,30.
Recentemente foi lançada no mercado brasileiro uma remessa de 350 mil garrafas especialmente decoradas para o carnaval, um investimento de US$ 160 mil. O rótulo, em plástico transparente, foi idealizado pelo carnavalesco Joãozinho Trinta e dá a impressão que há um gênio dentro da garrafa. "Ao abrir a Perrier e fazer três pedidos, o gênio os transformará em realidade", diz o delirante Joãozinho.
O lote, como toda a produção Perrier, foi engarrafado na região Vergeze, no sul da França, e desembarcou no Brasil em dezembro. "Coincidiu com o início do Siscomex (novo sistema informatizado de controle alfandegário) e ficamos com medo de que o carnaval passasse sem que conseguíssemos liberação da mercadoria", brinca Kraml.
Os rótulos festivos já são tradição na França, onde a garrafa de Perrier já foi "fantasiada" de Papai Noel, e nos Estados Unidos, onde ganhou embalagens de arte moderna. No Brasil, a promoção, iniciada ano passado, será repetida todos os carnavais, numa tentativa de tomar a bebida mais popular. Em 1994, os brasileiros consumiram 1,2 milhão de garrafas de Perrier; em 95,2 milhões e, em 96, 2,6 milhões. Para este ano, a expectativa é de que as vendas ultrapassem 3 milhões de garrafas.

Década pede um dinheiro aí para campanha do ICMS do Estado do Rio

A marchinha "Me dá um dinheiro aí", dos irmãos Ivan, Homero e Glauco Ferreira, será o mote da campanha "Me dá a nota aí", desenvolvida pela Década Propaganda para a Secretaria de Fazenda do Estado.
O objetivo da campanha é aumentar a arrecadação de ICMS no estado do Rio de Janeiro e, para isso, busca o apoio da população pressionando os lojistas a tirarem as notas fiscais em suas vendas. Na promoção deste ano, o contribuinte que juntar R$ 50 em notas fiscais terá direito a uma "raspadinha da notinha", criada especialmente para a campanha.
A mecânica desenvolvida pela agência se baseia na frase "É só juntar, trocar, raspar e... ganhar".
Ao todo, como prêmios, serão distribuídos RS 400 mil em dinheiro, 90 carros populares, 1.800 bicicletas e 2,5 milhões de raspadinhas da Loterj, que ainda darão a chance ao contribuinte de receber mais premiações.
A campanha "Me dá a nota aí", criada pela equipe dirigida por Fernand Hurel, começa a ser veiculada em abril e terá a duração de nove meses.
Entre as peças da campanha estão dois VTs e dois spots de 30", outdoors, outbus e material para postos de troca.
A expectativa do governo do estado é aumentar em 20% a arrecadação do ICMS no segmento de varejo, o que significa 5% da arrecadação total do imposto no Rio.

Artplan - Windows 97
Anúncio publicado pela Artplan na capa da edição especial da Janela Publicitária 

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• PARABÉNS PRA VOCÊ - A Janela se abre para comemorar os próximos aniversários do mercado: Dia 31: Aías Lopes (Diretor de Operações da Cult), Hélio do Vai (Gerente Operações da Promarket), Ronaldo Uzeda (Diretor de Comerciais da Tec Cine); Dia 01: Fredy Nabhan (Diretor de Comerciais), Luís Antônio Ribeiro Pinto (Diretor da Promocine); Dia 03: Mônica Siqueira (RTV da Denison Rio); Dia 04: Carlos Martins (Diretor da Fama), Helena Lopes (Diretora da Tática); Dia 05: Paulo Lomba (Diretor da Tycoon); Dia 06: Antônio Mario (Diretor de Criação da Caio), Inês Barbosa da Silva (Diretora de Comerciais), Marcelo Giannini (Diretor de Criação da Salles).
• SAUDADE DE CARTOLA ­ A Doctor conquistou a conta do Jardim da Saudade, que tem hoje como sócio o ex-diretor de comerciais Pedro Bulcão. Para o cliente a Doctor já está produzindo um filme super emocional com Dona Zica, da Mangueira.
• VOOU DE VOLTA - A Giovanni reconquistou a conta da Alitalia, a companhia aérea oficial italiana, que tinha trocado a agência pela Standard-Rio para atender a um alinhamento internacional da empresa.
• PELAS BASES - O publicitário Marcelo Gorodicht, da D+W foi empossado como 1º coordenador do PNBE-RJ (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), que luta pelas conquistas do empresariado de vanguarda.
• REFORÇO - Luiz Aviz, que fechou sua agência AQuatro, é o novo diretor de expansão da Década, com a função de tornar a agência mais agressiva no mercado. Logo de cara Aviz trouxe para a agência as contas da grife Elle et Lui e do Banco Cédula, instituição de crédito ao consumidor.
• GENTE NOVA - Angela Dutra Cardoso, ex-Standard e McCann, é a nova gerente de mídia da GR.3, agência que acaba de contratar também Marcus Bockmann (ex-MPM, Varig e Wal Petróleo) como supervisor de atendimento.
• POSSE - Será no Rio Othon Palace, a partir das 18:30h do dia 5 de fevereiro, a posse da nova diretoria da ABM, presidida por Mário Divo Motter Jr (veja matéria nesta edição). Na mesma ocasião, o presidente atual, Felice Foglietti, assume a presidência do Conselho da entidade.
• DESMENTIDO DO ALVINHO - Álvaro Gabriel garantiu para a Janela que não é absolutamente verdade que esteja deixando a direção de criação da Chris Colombo no Rio de Janeiro, a despeito dos boatos que correm afirmando que ele já estaria estudando três propostas no mercado, inclusive de se tornar sócio de uma agência de propaganda. Alvinho acredita que a razão dos boatos é a reengenharia que a Chris Colombo está promovendo no seu escritório carioca, realocando profissionais da agência de vários setores.
• DE CAMAROTE - O banqueteiro Charlô Whately, que vai preparar o cardápio do Camarote nº 1 da Brahma neste Carnaval, saiu pesquisando pelos bares do Rio as preferências da cidade e decidiu incluir no serviço empadinhas, carne-seca e pirão. A Brahma promete uma festa inesquecível este ano, a começar pelos recepcionistas, vestidos como pierrôs e colombinas, dentro do tema dos antigos Carnavais.
• JANELA ANO 20 - Correspondências para a Janela devem ser enviadas até 4ª feira para a Praia de Botafogo, 340 grupo 210, CEP 22250-040, Rio - RJ. Ou por e-mail para [email protected] A Janela também tem a sua versão on-line, encontrada em web.cip.com.br/ehrlich/janela.htm.
• BOCA NO TROMBONE ­ Se você não estiver encontrando o Monitor nas bancas ou não receber o seu exemplar, ligue para 0800-25-3285 e reclame!


Edição Mensal Especial – Suplemento do Monitor Mercantil


Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1997
Diretor-Presidente: Acurcio Rodrigues de Oliveira
Diretor de Redação: Marcos Costa de Oliveira
Editor: Marcio Ehrlich
Reportagem: Rosania Padilha

Veja também as colunas publicadas na Edição Mensal Especial da Janela Publicitária de 31 de Janeiro de 1997:

Dinâmica - A gente faz isso e aquilo
Anúncio publicado na Janela Publicitária  

Olhando de fora (Lucia Leme)

Espaço da Criação (CCRJ)

Espaço do Atendimento (GAP)

Espaço da Promoção (AMPRO-Associação de Marketing Promocional)

Espaço da Mídia (Grupo de Mídia do Rio de Janeiro)