Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 12/SET/1997
Marcio Ehrlich

 

Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Monitor Mercantil.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

41 agências querem os R$ 46,7 mi de publicidade dos Correios

A concorrência pelas contas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT contou com 41 agências se apresentando na última quarta-feira, em Brasília, para a entrega de documentos. Dessas, apenas 15 entraram isoladamente. Aproveitando a particularidade de a concorrência permitir que as agências se reunissem em consócios, 26 se juntaram em 11 grupos.
Estão em disputa três segmentos:
- Conta A, de R$ 17,5 milhões, para a Comunicação Corporativa e Endomarketing, cuidando de divulgar institucionalmente a marcas "ECT" e "Correio", aproveitar os patrocínios da empresa, dar suporte a RP e imprensa e ainda fazer campanhas educativas.
- Conta B, de R$ 15,7 milhões, para a Comunicação Mercadológica de produtos e serviços principalmente voltados para pessoas jurídicas, como Sedex, Serca e SEED.
- Conta C, de R$ 13,5 milhões, para a Comunicação Mercadológica de outros produtos da ECT, como aerogramas, cartões, envelopes pré-selados e cheques correio.
Outra característica da concorrência dos Correios foi a possibilidade de a agência ou consórcio poder concorrer a mais de uma conta. 20 participantes optaram por disputar as 3 contas: Agnelo Pacheco, Collucci, Consórcio Brasil Sul (Heads, Competence e W/G), Consórcio Rio de Janeiro (Artplan, V&S e Giovanni), Consórcio Standard/RC, Criativa, DCS/Centro Interativa, DeM/Quality, Denison Rio/ADAG, DPZ, Duda Mendonça, Fischer e Justus, J. Walter Thompson, Lintas, Norton/Propague, Rino, RS Escala, Salles, SMP&B, Z+G e Master.
A Ingrid Rocha entrou nas contas A e C; a DM9 e o Consórcio Brasil (Engenhonovo, DS2000, SLA, Ágil e Ítalo Bianchi) nas contas A e B; a Atual e Young&Rubicam apenas na conta A e o Consórcio Norte Sul (Exclam, D. Araujo e Oana) somente na conta B.
Esta quinta-feira aconteceu a avaliação de documentos, quando a Fischer Justus acabou eliminada por não cumprir com as exigência do edital.
A volta das licitações federais está enchendo de ânimo novamente as agências brasileiras. Durante este mês, por exemplo, elas já estão mobilizadas para a entrega de mais material no próximo dia 30, quando será aberta a concorrência pela conta da Receita Federal.

Desabafo

Havia um tempo, no nosso mercado, não há muito tempo, em que um fotógrafo era considerado um artista. Era um profissional, mas não um executor.
Era um tempo em que ele era escolhido pela sua visão. Pelo modo como via o mundo. Pelo modo como ele interpretava o briefing do cliente. E como colocava no filme uma imagem. E essas imagens VENDIAM.
Havia um tempo em que era como ir ao dentista é até hoje: ­ Sentar na cadeira, dizer o que quer e o que sente e deixar nas mãos do dentista a análise do problema. Obviamente, se a obturação será de ouro, prata ou platina, é decidido pelo cliente em função de sua verba, de seu budget. Mas o como, aonde, de que modo... quem decide, quem executa é o dentista. Com o cliente de olhos fechados, e muitas vezes de boca aberta.
Existem muitos clientes, não no nosso mercado, contratando Annie Leibovitzs, Sebastião Salgados e Herb Ritts, para executar trabalhos em que se confia a imagem ao profissional da imagem. Ou seja, ao fotógrafo.
Quando trabalhei durante três anos com o já falecido Jacques Cousteau, ouvi uma só vez ao iniciar o trabalho: ­ Escolhi você pelo SEU OLHAR. Pagarei a você pelo resultado fotográfico da SUA visão. Portanto coloque em celulose, para mim, o modo COMO VOCÊ enxerga o mundo. Isso é o que espero de você.
Enfim, queria dizer, contar, e gritar, algumas perguntas entaladas na garganta: Por que será que aqui no Rio não se contrata mais um fotógrafo pelo SEU olhar? Pelo SEU modo de ver aquela imagem? Pela SUA interpretação daquele briefing? Pelo SEU portfólio? Pelas SUAS imagens pessoais???
Mas isso não significa em nada ser-muito especial ou muito diferente de tantos outros. Apenas é a conscientização de que trabalharmos em um mercado onde respeitar a visão do fotógrafo seja fator preponderante para obter o que se busca, tudo ficará mais fácil para o cliente e para o Diretor de Arte, que não terá que se desesperar exigindo que o fotógrafo siga à risca a visão dele (DA) e apenas execute sem um mínimo de "addendum" ao resultado final daquele layout criado num Mac sob o stress do dia a dia. E o que mais além da visão, da interpretação daquele fotógrafo profissional, pode-se esperar quando se paga pelos seus serviços?!?
Por que será que cada vez mais exigem apenas um executor? Um fritador de bolinhos? Um carrasco, que terá somente de cortar a cabeça ou de enforcar aquele que alguém decidiu antes, e assim mesmo de capuz, que é para que seu nome não apareça, nem seja identificado.
Sem a visão ou interpretação pessoal do "fotógrafo-carrasco". Ou seja: apenas nada mais do que um executor.
Que tal reavaliarmos isso? Que tal mesmo na insegurança do desemprego nas agências hoje arriscarmos em contratar fotógrafo que tenham em seu currículo e portfólios trabalhos e fotos que demonstrem sua capacidade de se expressar através das imagens que reproduziram suas visões?
Será pedir muito???
- Porque os DAs não escolhem os fotógrafos pelos seus talentos, assim como eles mesmo são escolhidos e empregados pelas agências? Ou será que eles submetem seus portfólios e depois esperam ser ordenados, conduzidos e impedidos de manifestar suas criações num layout, tendo que seguir a fio ordens e direcionamentos... assim como tem sido feito conosco, os fotógrafos cariocas ultimamente?
E você, o que acha??? Vamos mudar isso? Que tal uma reUNIÃO, com todos de VERDADE unidos e discutindo por todos?
• Ayrton Camargo
Diretor Regional da Abrafoto ­ http://www.portjolios.com/photographers/ayrton ­ [email protected] - Tel.: 55 (21) 558-3129 - Fax: 55 (21) 205-1165
- Celular: 55(21) 982-6313

GR.3 leva José Luis Vaz para dirigir criação

Depois de 6 anos na Contemporânea, o diretor de arte José Luis Vaz assume no próximo mês a direção de criação da GR.3, ocupando a vaga de Carlos "Russo" di Celio, que deixou a agência para se tomar diretor de arte da Standard.
Vaz, que também é tarólogo amador, contabiliza em sua carreira dois Leões em Cannes, um de mídia impressa para as Óticas Fluminense e um filme para a Fundação Roberto Marinho.

Bradesco Seguros aproveita vinda do Papa em campanha.

A Bradesco Seguros, empresa responsável pela assistência médica em todos os eventos da visita do Papa no Brasil, está lançando no próximo domingo, dia 14 de setembro, uma campanha institucional de boas-vindas ao Papa. Criada pela Artplan, agência vencedora da concorrência promovida pela empresa, a campanha tem como tema: "Bradesco Seguros: assim como toda família brasileira, se preparando para a chegada do Papa".
O filme para TV tem como pano de fundo a música "Amigos", de Roberto Carlos, na voz de Dominguinhos, com arranjo de Eduardo Souto Neto.
"A campanha foi criada para emocionar a todos", afirma Chico Abreia, diretor de criação da Artplan, contando que o filme mostra o Brasil se preparando para encontrar o Papa, com gente vindo para o Rio de canoa, boleia de caminhão, carro e avião.
A primeira versão - que será veiculada no intervalo do "Fantástico" - tem um minuto de duração. Depois, o filme vai ao ar em rede nacional em versão de 30 segundos.
Criada por André Kassu e Guilherme Jahara, a campanha conta ainda com anúncios em revistas e jornais, spots de rádio e outdoors, só terminando em 5 de outubro, quando o Papa for embora. Assim que o Papa chegar, o slogan do filme mudo para “Bradesco Seguros: dando as boas vindas ao Papa".

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• PARABÉNS PRA VOCÊ - A Janela se abre para comemorar os próximos aniversários do mercado: Dia 12: Cristóvão Martins (Diretor de Criação da Speroni), Fernando Luís dos Santos (Atendimento); Dia 13: Antônio Torres (Diretor de Criação da Publinews), Gilmar Tadeu da Silva (Mídia); Dia 15: Marion Green (Atendimento); Dia 17: Vara L. M. Marques (Mídia).
• ROCK PARA UM MUNDO MELHOR - Se depender de Roberto Medina e de Michael Lang, a virada do milênio assistirá um inesquecível esforço mundial pela paz através da música. Em 1999, enquanto Lang estiver realizando a versão europeia do festival "For a Better World" (Para um mundo melhor), Medina estará à frente da versão latino-americana, sediada no Brasil. Pelo menos é o que os dois estão tentando, a partir do encontro acontecido esta semana aqui no Rio.
• ALÔ ALÔ - A Artplan está comemorando até agora a reconquista - em concorrência - da conta da Telerj, avaliada em R$ 18 milhões. O cliente estava na V&S.
• PROMOÇÃO – O redator Marcos Borges foi promovido a supervisor de criação da Década.
• BOAS IDÉIAS - Após 8 anos no Banco Boavista, sendo promovida em dezembro de 1993 a diretora de Recursos Humanos e há um ano e quatro meses a diretora da divisão de RH e Marketing, Cândida Góes assume a diretoria de RH do Sistema Globo de Rádio, no Rio. A nova gerente de marketing do Boavista é Joyce Paiva, enquanto a área de RH fica com Kristie Vasconcelos.
• CARTAS - A Janela Publicitária é publicada todas as sextas-feiras. Correspondências para a coluna devem ser enviadas para a Praia de Botafogo, 340 grupo 210, CEP 22250-040, Rio - RJ. Ou para o e-mail [email protected]