Janela Publicitária    
 
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Janela Publicitária - Edição de 11/FEV/2011
Marcio Ehrlich

 

Cahique e Duda, após a separação, contam seus planos

Duda Moncalvo e Cahique Equi, em tempos da Staff.
EXCLUSIVA PARA A JANELA - Dia 31 de janeiro, o último de Cahique Equi na direção da agência Staff, seu sócio de 20 anos Duda Moncalvo pediu-lhe que esperasse para ambos saírem juntos ao final do expediente e fossem beber algumas cervejas.
Cahique conta que os dois riram muito, mostrando que, se a sociedade não continuou, pelo menos a amizade conseguiu ser preservada.
Em suas primeiras entrevistas desde que uma possível venda da Staff foi anunciada na imprensa, Cahique e Duda conversaram com este colunista para contar o que aconteceu e quais são seus planos.
E ambos fizeram questão absoluta de serem elegantes em relação a seus ex-sócios. Afinal, falar que uma sociedade de 20 anos não deu certo é como dizer que um casamento de 20 anos não deu certo porque um dia acabou. Mas -- assim como acontece com muitos casais -- parece haver um momento da convivência em que ambos os parceiros descobrem que querem coisas diferentes das que quando começaram.
No caso de Cahique e Duda (que chegaram a ser sócios também em um restaurante no centro do Rio), o pomo da discórdia parece ter sido o crescimento das contas de governo -- gerenciadas por Duda -- na carteira da agência. Além de Infraero, Alerj e Prefeitura de Campos, a agência também conquistou a campanha do FGTS do Ministério do Trabalho em 2010. Para Cahique, o tipo de administração operacional -- e principalmente financeira -- que clientes como estes exigem estaria descaracterizando a Staff conforme ela foi criada. Já Duda defendia que a mudança havia sido combinada há cerca de 5 anos, quando os dois perceberam que no Rio de Janeiro as alternativas de conquista de contas privadas para agências de porte médio estavam escasseando.
Além disso, nos últimos anos, os sócios -- que detinham 50% das ações cada um -- também vinham discordando sobre a abertura da sociedade para Paulo Castro, diretor de criação da agência desde 2006, quando deixou a sociedade da agência Bossa Nova.
Decidida a separação no início de 2010 -- e como um não tinha bala na agulha para comprar sozinho a parte do outro --, um consultor sugeriu que ambos saissem procurando empresas que assumissem esta função. Duda encontrou o Grupo 3+ para comprar a parte de Cahique. E este encontrou uma multinacional (cujo nome uma cláusula de confidencialidade impede que seja revelado) para comprar as ações de Duda. No meio do processo, porém, Cahique diz ter percebido que, no seu caso, precisaria de tanto esforço para recolocar a Staff do seu jeito que não valeria a pena. Preferiu retirar sua proposta.
Fechada a negociação, o Grupo 3+ acabou comprando as ações de Cahique e este se comprometeu a não prospectar os atuais clientes da Staff por dois anos. Parte das ações de Duda foram repassadas para Paulo Castro, resolvendo a questão que estava pendente com o criativo. E estes dois passam a receber também um percentual -- não revelado -- sobre os clientes que o Grupo 3+ mantinha na agência Local (como Pinto de Almeida, SHV e Urbi et Orbi), cuja operação foi absorvida pela Staff e representava um faturamento em torno de R$ 15 milhões.
Fisicamente, houve uma certa dança das cadeiras. A Staff passou a ocupar o 4º andar da Rua da Passagem 123, onde funcionava a Local. Enquanto isso, o antigo endereço da Staff, na Rua Ipiranga, passa a sediar o Grupo 3+, com os diversos serviços administrativos e de pesquisa que atenderão tanto a Agência3 quanto a própria Staff.

DAQUI PRA FRENTE, TUDO SERÁ DIFERENTE

Responsável agora pela gerência da Staff, e com o apoio dos sócios majoritários, Duda Moncalvo aposta num enorme potencial de crescimento para a agência. "Nosso faturamento deve passar de R$ 28 milhões, em 2010, para pelo menos R$ 65 milhões em 2011", diz o executivo. O escritório de São Paulo será remontado e há perspectivas de aumento da presença da agência em Brasília.
Nas concorrências do mercado, diz Moncalvo, não há nenhum acordo com a Agência3: "Vamos trabalhar de forma totalmente independente e podemos inclusive disputar a mesma conta", ele garante, numa atitude que a Agência3 não conseguiu totalmente realizar em relação à Local.
Quanto a Cahique, o publicitário diz que ainda não sabe o que quer, apenas o que não quer fazer. "Não tenho o menor interesse em voltar a dirigir uma agência de propaganda", assegura. Segundo ele, já há solicitações de projetos de marketing de empresas clientes, assim como outras agências tem-lhe solicitado consultorias. "A Staff era reconhecida no mercado como uma agência muito sólida administrativamente e, como esta era a minha área na empresa, tenho sido procurado por agências até de outros estados para analisar suas operações", revelou, confessando à Janela: "Pelo menos posso dizer agora, depois de um bom tempo, que estou feliz".

Margarida Filmes procura novos talentos em cinema

Antônio Carlos AcciolyA produtora de comerciais Margarida Filmes e Flores, comandada no Rio de Janeiro por Antônio Carlos Accioly (foto), resolveu abrir suas portas para novos talentos cariocas de cinema, nas áreas de direção e direção de arte. "O mercado de produção está crescendo no Rio e as agências têm pedido para apresentarmos sangue novo", explicou Accioly.
Os jovens diretores de cena e diretores de arte que quiserem ter seu trabalho analisado pela equipe da Margarida devem enviar e-mail com os links para seus trabalhos no Youtube, Vimeo ou similar para a produtora, aos cuidados de Bianca Marques ([email protected]).

Gente Que Vai e Vem

Heads (Rio - RJ) - A agência contratou Álvaro Figueira como RTV. Álvaro começou sua carreira, em 2001, quando passou por grandes agências. Também trabalhou na produtora TvZero, atendendo às maiores agências do Rio de Janeiro e São Paulo. Neste período, participou da produção de mais de 300 filmes, que rendaram diferentes prêmios do CCSP, ABP, Profissionais do Ano e Colunistas. A partir de agora coordenará a produção dos clientes da Heads no Rio: Petrobras, RioSul, grupo Lance! e Ampla. (11/02/2011)

PS10 (Rio - RJ) - A agência anuncia a contratação do diretor de arte Fabiano Klotz. O criativo vem da Agência3 e irá fazer dupla com o diretor de Criação, Otávio Mello. (07/02/2011)

NASCEU FALECE SÉRGIO BORGNETH - A Janela presta sua homenagem ao jornalista Sérgio Borgneth, falecido esta terça-feira, 8 de fevereiro, aos 60 anos, depois de lutar um ano contra um linfoma. Sérgio é da geração de jornalistas que valorizava a notícia e não o release. Foi o grande responsável pela imagem no mercado do Meio & Mensagem, onde entrou como reporter e chegou a sócio.