Janela Publicitária    
 
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A Fenêtre é a cobertura da Janela Publicitária em Cannes.
 

15 de junho de 2011, sexta-feira

ERA UMA VEZ UM ARGENTINO E UMA CACHORRA EM PORTUGAL...

Sabe a febre que tem hoje em dia de todo mundo fazer uma peça e inscrever em trocentas categorias num festival? Pois é, teve um cara que começou com isso.
Foi um argentino, lá em Portugal, com uma equipe cheia de brasileiros e que hoje está na Espanha.
Chacho Puebla, diretor “bueníssima onda” de criação da Leo Burnett Iberia fala um pouco mais sobre isso e sobre o festival de Cannes, que começa essa semana.

Fenêtre: Em 2009, pela Leo Burnett Lisboa você conseguiu o que ninguém tinha pensado. Com apenas duas campanhas (nenhuma das duas contando com filme), a Loja da Cruz Vermelha e o Museu Efêmero do Rum Pampero, ganhou uma cacetada de leões, em diferentes categorias. Foi a primeira vez que isso aconteceu. O que mudou no festival, e no mercado, de lá pra cá?

Chacho: Esses cases eram um pouco diferentes, porque eram várias coisas ao mesmo tempo: outdoor, direct, mídia, PR....E por isso eu acho que foram bem em várias categorias. Mas a verdade também é que o mercado mudou muito e agora tem mais gente fazendo este tipo de coisas e fico feliz com isso. O que eu gosto é de pensar em idéias e depois ver onde elas vão parar. Mas não é fácil fazer isso em muitas agências e nem com muitos clientes.

F: Logo depois disso, você protagonizou outra novidade. Foi convidado para dirigir a criação da Leo Lisboa e da Leo Madri, que passou a se chamar Leo Iberia, que funciona como uma agência, mas em dois países. Isso fortaleceu a agência em termos de premiação? E em termos de negócios?

C: A Leo Iberia nasceu quando me chamaram para substituir o Rafa Antón (então diretor geral criativo da Leo Madri). Eu não queria sair de Lisboa e sempre pensamos que era possível trabalhar de uma forma “ibérica” e assim o fizemos. Trabalhamos como uma só agência, e a integração foi muito natural. Hoje em dia trabalhamos juntos o tempo todo. As pessoas entendem que, se estamos muito ferrados em Madri, podem contar com Lisboa e vice versa. E a chave disso é a nossa amizade, que está acima da agência e que facilita muito as coisas.

F: Você já foi jurado de outros prêmios internacionais. Qual a diferença de ser jurado em Cannes?

C: Cannes deixou de ser um festival para ser uma experiência. É uma reunião de amigos, é onde se conhece gente, é onde seu trabalho põe a cara a tapa. Acho que essa é a principal diferença.

F: Você foi o primeiro cara a subir com uma cachorra (no bom sentido) no palco de Cannes. Como você fez para colocar o bicho lá dentro e qual o papel da cadelinha Tura como “conselheira criativa” da Leo?

C: Para subir com a Tura no palco, precisávamos de duas coisas. Trabalho e muita boa onda. Ela irradia essa boa onda pela agência e por isso formou parte desde o momento que a levei pra lá. Hoje em dia ela entra em todas as fichas da agências. É só procurar no Google com o nome dela para perceber.

Conheça mais sobre as aventuras da cadela mais premiada do mundo: http://www.turathedog.com/

Assista a peça Bycicle cap, da Leo Iberia para o New Museum NYC: