Janela Publicitária    
 
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Na Web desde 12/07/1996.
 
A Fenêtre é a cobertura da Janela Publicitária em Cannes.
 

21 de junho de 2011, terça-feira

A NOITE DE DIRECT, PROMO e PR

Foi curtinha a primeira cerimônia de entrega dos leões de Ouro ontem no Grand Auditorium. Poucos prêmios foram distribuídos. E olha que nível não estava ruim.
A surpresa da noite foi a McCann Romênia que abocanhou dois GPs, Promo e Direct pelo case do chocolate Rom. A ideia é bem simples: mudaram a embalagem do produto, um clássico por lá e que tinha as cores do país, por uma bandeira americana. Aí os consumidores chiaram e eles disseram que era brincadeirinha.
O Brasil esteve no palco com o coletivo Don’tTryThis representado apenas por Caio Mattoso, da AgênciaClick que, com seus ex-colegas de DM9DDB, Rodrigo Mendes e Pedro Gravena criou o clip colaborativo do Skank e levou ouro em PR.

A própria DM9 também subiu no palco para buscar o ouro pelo case da volta do Ferrorama (que tem entre seus criativos um amigo meu, tal de Leo Ehrlich, que não pode comparecer porque está no México. Nosso editor Marcio conhece bem o moleque. Parabéns!).
A festa ficou por conta dos criativos Moa, João Mosterio, Fábio Seixas e Daniel Bottas. Este último, saiu do Brasil às 18h de anteontem e chegou aqui ontem, faltando 20 minutos para subir no palco. Mal sabia onde ia dormir. Veio na raça.
Num evento tão enxuto, os discursos de dois presidentes de júri chamaram a atenção.
O de PR, mais uma vez, insistiu na sua teoria do triângulo criativo aqui, que comentei ontem na coluna. Desta vez ele pediu, acredite, que o auditório fizesse um triangulozinho com os dedos, para exemplificar o que estava dizendo. Se excedeu.
Já o de Direct, deu de presente para os jurados uma bala (de revólver) dourada. Segundo ele, era para eles encontrarem ideias que atingissem direto o coração do consumidor. Dar bala de presente em Cannes é mole, quero ver dar no julgamento do Colunistas em Copacabana, perto da ladeira dos Tabajaras.
No final, festa para a Ogilvy, que rema com braçadas fortes para ser a agência brasileira mais premiada do festival. Ontem, a agência liderada por Sérgio Amado, Luís Fernando Musa e Anselmo Ramos foi celebrada no palco como a 3a agência mais premiada do mundo em Direct, repetindo o resultado da 2010.
O primeiro lugar ficou com outra Ogilvy, a da Argentina.

A Ogilvy Brasil em terceiro lugar entre as mais premiadas de Direct no mundo.
Caio Mattoso recebe o Leão da DonTryThis para o clip do Skank.
DM9DDB Moa Netto
Caio Mattoso recebe o Leão da DonTryThis para o clip do Skank.
A galera da DM9DDB dando coletiva com Moa segurando o Leão de Ouro.

JONGEHONDEN

Os Young Dogs (jovens cachorras e cachorrões) da Holanda pegaram seu tradicional busão fumegante e desceram de Amsterdam até o sul da França para curtirem o festival. E quem paga isso? Uma festinha que eles fazem há 20 anos aqui na praia.
Mas olha, tava caidinho. Tirando uma ou outra moça neohippie em transe (eu disse transe) dançando e caindo na areia, tava fracote. Tinha pouca gente e o DJ estava pegando leve, tocando um set que mais parecia bodas de prata. Rolou até La Bamba. Só faltou o Roupa Nova e New York, New York no final.
Aliás, sério, alguém sabe explicar porque nos casamentos no Brasil sempre toca New York, New York no final, mesmo quando o casal não vai passar a lua de mel em NY?

SUECAS NA ÁREA. E NA AREIA.

Começou o campeonato de futebol de areia e o time da Suécia tem, ora veja você, duas meninas. E antes que você me pergunte qualquer coisa (sim, este site tem um aplicativo que permite que eu leia os seus pensamentos), a resposta é não. Vê aí.
Mais tarde tem Brasil em campo. Torçam pra gente (sair vivo).

REDFORD É O CARA

Rolou até briga para ver a palestra de Robert Redford (o Brad Pitt dos anos 70) patrocinada pelo Yahoo que rolou na manhã desta terça aqui no Palais.
O festival consegue cobrar quase 3 mil Euros por uma entrada, coloca 10 mil pessoas aqui dentro, consegue trazer um mito da cultura mundial e não consegue organizar uma fila.
E como no mundo inteiro sempre tem um espertinho, teve gente querendo furar a fila, o pau cantou na casa de Noca. Estresse, segurança, empurrões e o Le Barraque foi parar do lado de fora.
Depois do morro da Mangueira, já se comenta que o Bope pode ocupar o Palais.
Mas gente, na boa, quem vem pra cá não quer assistir os eventos no telão, porque se for assim, é melhor ver tudo na internet depois.
Pois bem, Redford, alheio a isso tudo, entreteu a turma com curiosidades sobre sua vida como ator (sabia que os papéis dele e do Paul Newman em Butch Cassidy e Sundance Kid eram para ser trocados?) e como diretor do festival de cinema mais cool do mundo, Sundance.
Um dos pontos altos foi quando respondeu sobre o que o faz trabalhar tanto a essa altura da vida: “sexo”, ele disse, para depois corrigir, “na verdade, as novidades é que me estimulam, a vontade de encontrar coisas novas todo dia é o que me move”.
Não é à toa que Robertão, com quase 120 anos de idade e sem nenhuma plástica, ainda arranca suspiros da mulherada.

[email protected]

Se antes da palestra de Redford as filas já estavam confusas, imagine que em seguida, no mesmo Auditório, ia rolar a primeira edição do TED feita direto de Cannes. Ninguém conseguia entrar e começaram a deslocar os delegados para o auditório ao lado onde estava um telão. Mais chiadeira.
Honestamente, fiquei um pouco decepcionado com o TED, porque gosto muito do formato do Seminário, onde pessoas ligadas que representam algum tipo novo de pensamento falam cerca de 10 ou 15 minutos apenas. Mas o time veio mal escalado.
O palestrante Bill Barhydt apresentou o case M-Via, um dinheiro em forma de SMS que já tinha sido apresentado no mesmo auditório um dia antes. Depois, o autor Tom Chatfeld que fez uma apresentação burocrática sobre os meios de comunicação nos dias de hoje comparados aos do passado. A melhor parte acabou sendo de uma poetisa de 23 anos, Sarah Kay, que chegou a assustar pela maneira como recita e conta suas histórias. Mas foi só. O primeiro [email protected] me impressionou.

Accioly e Fabio SeidlGARRUCHA

O que faz este seu correspondente de arma em punho num set de filmagem? E esse urso? Como diria o Sílvio Santos: Aguardemmmmmm.

OB DE BEBER

Como estava cansado, fugi um pouco das badalações e fui jantar num lugar tranquilo ontem. E descobri que eles servem OB num restaurante coreano. O sabor de OB até que é bom, pelo menos para mim que nunca tinha colocado OB na boca.

HOMENS TRABALHANDO

Tentei dormir um pouco até mais tarde hoje, depois de ter sofrido com o fuso nos primeiros dias (pois é, tenho essa frescura). Aí os desgraçados dos franceses resolveram prospectar petróleo na calçada do meu hotel.
Comecei a escutar britadeira, serra, caminhão, dinamite, a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel e até a mãe do Chewbacca dando luz a uma ninhada, embaixo da minha janela. Fui dar uma olhada e descobri que não só uma, mas três obras começaram ao mesmo tempo na rua da biboca onde estou hospedado.
Dormir agora, só no long list das categorias de filmes para ONGs de caridade.

VAMOS A LA PLAYA

Como não consegui pregar a pestana, fui dar uma volta pela praia. E que decepção. Parece que proibiram a praia para menores de 80 anos aqui. Aqueles vistosos toplesses de outrora se foram, deram lugar a uma muxibaria sem precedentes.
Isso aí que vocês estão vendo foi o melhorzinho que se arrumou.

MOMENTO AMAURY JR

A Fenêtre, numa operação em conjunto com a Interpol, localizou os seguintes suspeitos trafegando pela cidade de Cannes.
Rodolfo Medina e Gustavo Tirre
Rodolfo Medina e Gustavo Tirre, felizes pelo leão da Artplan, o primeiro do Rio este ano.
Fábio Baraldi
Cannes também é das brasileiras. Olha aí a reunião das meninas de produtoras e agências no stand da Film Brazil, na beira da praia.
Fábio Baraldi, da MoMa, saindo do Palais, já de noite, mas ainda com sol.
Polika Teixeira (DM9) e Zé Guilherme Vereza (11:21)
Carlos "Ia" Murad e Alexandre Level
O casal Polika Teixeira (DM9) e Zé Guilherme Vereza (11:21) se refrescando antes da maratona de filas.
Carlos "Ia" Murad, da WMcCann, reencontra o amigo Alexandre Level, da ProBrasil em frente ao carro da polícia.
Adriano Mattos
Antonio Carlos Accioly
Adriano Mattos, também da MoMa, na praia, com uma cervejinha na mão e...mochila? Será que dentro dela já estão os Leões da agência?
E ele, sempre ele, Accioly assumindo o que já era seu: o posto de rei de Cannes.

N.R.: Fabio, estou contando aqui, acho que já é a segunda foto do Accioly na Fenêtre, certo? Não se esquece de me enviar o CNPJ da Margarida pra eu poder mandar a fatura, ok? Valeu! (M.E.)

CAIXA POSTAL

E é incrível, mas ainda tem gente lendo e escrevendo para a nossa coluna. Desocupados como Bruno Richter, da Camisa 10, a fotógrafa Laine Nascimento, Marcelo Conde da Y&R, Rubens Marinelli da WMcCann...
E até o Sérgio Cardoso da Gema Filmes que nos mandou essa mensagem enigmática.
"Amigo Fabio.
Eu sei que não devia, mas estou aqui, novamente, acompanhando tudo o que acontece na Croisette através da sua coluna.
Espero que a merreca que o Marcio disponibilizou pra viagem, você esteja acomodado e conseguindo rachar um sanduba por aí.
Sei não, mas acho que esse festival ainda não pegou no breu (...).
Boa cobertura.(no sentido bíblico, é claro)
Sérgio"

Marcio Ehrlich em "Natália".

Seidl Responde:
Serjolas,
Não devia estar acompanhando mesmo, principalmente porque você mandou um email que me deixou encucado. O que é "pegar no breu", melhor eu não saber, né?
Um abraço pra você (no sentido bíblico, mais especificamente do capítulo do Apocalipse)

Além dele, André Pellenz, depois da espinafrada que nos deu no início da cobertura, tenta nos chantagear mandando um vídeo de Marcio Ehrlich liderando uma reunião do Alcóolicos Anônimos.
Calma, que é mais uma artimanha do nosso edi-ator-chefe, desta vez na série Natália, que o Pellenz dirigiu e está no ar na TV Brasil aos domingos.

Continuem mandando suas mensagens em papel de carta da Hello Kitty para:
[email protected] e [email protected]