Janela Publicitária    
 
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Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 12/AGO/2011
Marcio Ehrlich

 

Casa & Vídeo fecha house e escolhe agência

Segundo amigos da Janela, a rede de varejo Casa & Vídeo estaria na reta final de escolher uma nova agência de publicidade. Até recentemente, a empresa era atendida por uma house-agency e pela Artplan.
Dez agências se apresentaram ao cliente, que teria escolhido quatro como finalistas: Binder, DM9DDB, Giovanni+DraftFCB e Grey, sendo que estas duas últimas estariam agora participando das negociações financeiras com o cliente para definir quem levará a conta.
A Casa & Vídeo é um dos principais anunciantes de varejo do mercado carioca e foi -- se ainda não é -- o maior do setor no jornal O Globo.

Alerj adia sua concorrência para setembro

A Assembléia Legislativa do Rio-Alerj adiou de 15 de agosto para 26 de setembro -- mais uma vez uma segunda-feira, às 8 horas da manhã --, a entrega das pastas das agências interessadas em disputar a concorrência por sua conta publicitária, que vem sendo atendida nos últimos anos pela Staff.
O adiamento foi causado por mudanças no edital, geradas por diversas dúvidas encaminhadas pelas agências. Na nova redação, a Comissão de Licitação do órgão pede a apresentação de um case de sucesso dos participantes, prática que tem sido comum nos últimos tempos em órgãos públicos, que costumam inclusive solicitar o aval registrado do cliente envolvido.
Além disso, a Alerj excluiu o limite de 10 peças para a agência mostrar seu porfólio. Agora está valendo tudo o que a agência fez de bom em toda a sua vida, o que também ficou amparado pela exclusão da data-limite para a criação das peças, que era de 2009.
O novo edital, já com as alterações, está disponível na Comissão de Licitações da Alerj, que fica na Rua da Alfândega 08, 5º andar, sala 7, das das 10 às 17 horas, devendo a agência acompanhar o portador de seu carimbo do CNPJ.

Conta da Dilma é disputada por 27 agências

A Dilma, o Lula e todo o PT são a favor da propaganda farta do Governo, não são? Então, 28 agências se apresentaram em Brasília para disputar a conta da Secom, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A verba é boa, de R$ 150 milhões anuais e deverá ser dividida entre três agências. Hoje, atendem a conta a 141, a Matisse e a Propeg.
Das 28 que foram entregar suas pastas, a Fields, de Brasília, acabou desclassificada por faltar documentação. Assim, continuaram as seguinte 27 na briga:
141 Soho Square, Agnelo Pacheco, Artplan, Bees, BIG, BorghiErh/Lowe, Calia/Y2, DeBrito, DM9DDB, DPZ, Fischer&Friends, Giacometti, Ideia3, Leo Burnett Tailor Made, Link/Bagg, Matisse, Moma, NovaS/B, Objectiva, Octopus, One/WG, Orquestra Comunicação, Propeg, PPR (Quê), Register, SLA e SMK.

José Calazans assume Sindapro-Rio

José Calazans Fundador da Contemporânea, hoje Euro RSCG, o publicitário José Calazans (foto) será eleito esta sexta-feira, 12 de agosto, como o novo presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Rio de Janeiro, sucedendo a Gláucio Binder, da Binder Visão Estratégica, que passa a Diretor Secretário da entidade, cargo que vai acumular com o de presidente da ABAP-Rio.
O prazo para a inscrição de chapas encerrou-se esta quinta-feira, 11, e, sem outro concorrente, o grupo montado por Calazans será eleito com qualquer número de votos.
Da diretoria ainda participam, como vice-presidente, Aías Lopes, do Grupo 3+, e como diretor tesoureiro, Alvair Teixeira, da Ogilvy. No conselho fiscal estão Gustavo Oliveira (Giovanni+DraftFCB), José Ricardo Gonçalves (Grupo 3+) e Ricardo Ladvocat (DPZ), tendo como suplentes Marco Siqueira (Percepttiva), Lilian Treiger (Loja) e Alberto Mazza.

Produtoras do Rio se reinventam e faturam mais

Fernanda Castro
Fernanda Castro: "Conteúdo gera empregos".
Já não é mais somente a publicidade que enche os olhos das produtoras de comerciais do Rio de Janeiro.
Com "conteúdo" como a nova palavra de ordem, elas se reposicionaram e estão atrás das novas oportunidades da internet e da crescente demanda dos canais de televisão a cabo.
A produtora Vitória-Regia, por exemplo, está comemorando o sucesso da sua série "Quebra-Cabeça", dirigida por Lúcia Novaes e Sonia Morais, e que está sendo exibida há 3 meses na GNT, com grandes perspectivas de renovar para uma segunda temporada em 2012, pelo que conta sua diretora Fernanda Castro:
- Conteúdo tem uma coisa boa que é gerar emprego para um grande número de profissionais por vários meses, além de permitir à produtora se manter ativa.
De qualquer maneira, Fernanda admite que a rentabilidade na produção de conteúdo não é a mesma que se consegue com publicidade. Tanto que a meta da Vitória-Regia é emplacar mais séries em diferentes canais, até como forma de compensar o limite de trabalhos simultâneos que os canais costumam estabelecer para cada produtora.
Conteúdo também está no foco de Sérgio Cardoso, da Gema, e de Mario Nakamura, da Cinerama Brasilis. E não só para televisão. Cardoso, por exemplo, está empolgado com a produção de DVDs para bandas:

Nakamura: "Faturamento cresceu 60% em 2010".
- É um campo fantástico, em que a produtora desenvolve todo o cenário, a montagem do show, o projeto de iluminação e a direção das câmeras, como estamos para fazer agora com 18 delas simultaneamente.
O diretor da Gema também está de olho no mercado de internet e televisão. A produtora está trabalhando hoje em parceria com uma empresa especializada em planejamento de produtos de conteúdo, para que, nas captações de patrocínios, os projetos tenham bem definidos seu target, a mídia ideal e as possibilidades de retorno para o anunciante.
Tudo isso, lembra Mario Nakamura, demanda investimento. "Em publicidade, recebemos o roteiro da agência e vamos trabalhar por conta do comercial, mas para desenvolver conteúdo a produtora precisa investir tanto em bons roteiristas como na própria realização dos pilotos, o que não é um custo baixo", explica.
Ainda assim, o produtor acredita que valha a pena. A Cinerama está estruturando seu "núcleo de entretenimento" exatamente para crescer neste mercado:
- Eu, Mario Nakamura, continuo voltado para a área de publicidade, mas estou trazendo outras pessoas para ficar à frente das demais áreas de negócio, inclusive gerenciando o grupo de roteiristas que montei para desenvolver novos projetos para televisão.

Sérgio Cardoso: "10 comerciais em 5 meses de produtora"
Curiosamente, como se tivessem combinado, tanto Cardoso quanto Nakamura usaram a mesma expressão quando perguntamos como estava o mercado para as produtoras no Rio: "Não posso reclamar". Só este mês, diz o diretor da Cinerama, a produtora comprou mais uma workstation e contratou sete profissionais para cuidar do núcleo de institucionais, que atende o mercado corporativo. Por seu lado, Cardoso festeja, além dos DVDs, ter conseguido produzir em torno de 10 comerciais nestes 5 meses em que a Gema está em funcionamento.
Quer dizer, ninguém quer deixar de fazer comerciais. "A publicidade ainda dá mais receita que todo o resto", garante Nakamura, cuja produtora fecha este ano com um faturamento de R$ 8 milhões, 60% a mais que os resultados de 2010. Mas todos concordam que, em outros tempos do mercado, os números teriam sido maiores. Hoje, segundo Fernanda Castro, Sérgio Cardoso e Mário Nakamura, as verbas alocadas para a produção de publicidade no Rio de Janeiro estão entre R$ 80 mil e R$ 150 mil por comercial.
Não é muito, mas, ao que parece, está dando para muita gente. Então, por que mesmo reclamar?

Por que os publicitários não sabem usar o Facebook?

descurtirA vontade de estar presente em todas as novidades da Internet acabou por fazer muita gente boa do mercado publicitário -- agências e produtoras -- meter os pés pelas mãos no Facebook e no Twitter, criando perfis praticamente inativos e que não dão o retorno que esperavam.
Para complicar ainda mais, criaram páginas pessoais para suas empresas -- como se elas fossem pessoas -- e adicionam amigos, desconsiderando a ferramenta das "fanpages" ou "páginas", em Português, que o Facebook disponibiliza para as pessoas jurídicas.
Especialista em sistemas de otimização de sites, o diretor da MOBster, João Vargas, acredita que a raiz do problema é os próprios usuários de Internet normalmente acharem que cada nova plataforma que entra na moda vai substituir as anteriores. "Daí deixarem de dar atenção a seus sites para criar um perfil no Facebook ou no Twitter, que depois não conseguem atualizar", diz ele. Vargas defende a ideia de que a presença no Facebook e no Twitter deve servir para potencializar o site que a empresa tem, não substituí-lo.

João Vargas: "O Facebook não substitui o site da empresa".
- O certo é usar a força de cada plataforma para obter o que ela pode fazer melhor. E o Facebook pode ser uma ótima ferramenta para atuar junto ao site da agência ou da produtora - defendeu o diretor da MOBster.
Ludwig Goulart, da Microwave e da Repense, como especialista em tecnologia criativa, aponta o equívoco de as empresas pensarem em usar as redes sociais apenas para se vender, falando somente de si próprias.
- Isso não funciona nas redes sociais. No Facebook e no Twitter, as pessoas estão mais interessadas em ver coisas variadas e não propaganda disfarçada - alertou o diretor da Microwave.
Para ele, a fanpage tem que ser "como um hotsite da empresa dentro do Facebook", gerando conteúdo -- por exemplo, sobre a área de atividade da empresa através do mundo -- pelo qual as pessoas se interessem.
Tanto Vargas como Ludwig concordam que agências e produtoras, como são empresas, deveriam criar suas fanpages e não páginas pessoais. O problema é que mesmo os publicitários não sabem direito como fazer isso.
- Até entendo que as redes sociais são criadas para que as próprias pessoas possam colocar em funcionamento, mas empresas precisam perceber que um especialista da área vai poder configurar a página de forma mais eficiente para otimizar a sua utilização e sua integração com a comunicação da empresa - opinou João Vargas.

Ludwig Goulart: "Facebook não é lugar de propaganda disfarçada".

A verdade é que o Facebook esconde um pouco como criar uma fanpage. O link está no rodapé da opção Conta / Configurações da Conta, como "Crie uma página". Clicando aqui no link, você verá que pode criar páginas para Negócios, Empresas, Marcas, Artistas e Causas. A fanpage tem inúmeras vantagens sobre a página pessoal. Por exemplo, você pode ter um endereço para divulgar, como http://www.facebook.com/janelapublicitaria, em vez de aqueles códigos complicados na URL com ?, &, php, números etc. Este endereço, inclusive, é indexado pelo Google assim como ele indexa o site da empresa.
Na fanpage, você não precisa mais ficar autorizando ninguém a ser amigo. Basta seus amigos e fãs irem lá e clicarem em "Curtir" para passarem a receber seus posts. E, como lembra Ludwig Goulart, com a fanpage você ainda ganha a API do Facebook para inserir no website da empresa, colocando as duas plataformas para interagir.
O Facebook ensina como usar as API em Facebook for Websites, infelizmente ainda só em inglês.
Para quem já fez uma página pessoal para a agência ou produtora e quer transformá-la em fanpage, o gerente de marketing da MOBster, Sam Akad, conta que existe uma ferramenta do próprio Facebook que faz a migração, inclusive transformando todos os "amigos" em "fãs" automaticamente. O link fica em https://www.facebook.com/pages/create.php?migrate e, para migrar, você precisa estar logado no Facebook através da própria página que será migrada. A partir daí, o processo é o mesmo de escolher o perfil da empresa e dar mais informações sobre ela, como a URL do seu site principal e o que ela faz. Depois de criada a página, Sam sugere que você saia clicando nos diversos links que aparecem, porque vão te dar mais controle sobre ela.
Por exemplo:
Gerenciar Permissões:
Você pode desde bloquear alguma pessoa como definir se só você ou outros poderão publicar na página etc...
Informações Básicas:
Nome, endereço, telefone para contato etc, o que é legal de se fazer corretamente pois ele gera um mapa indicando a localização exata da sua empresa.
Em destaque:
Pode colocar os proprietários da empresa e colocar em destaque.
Recursos:
Vincular sua página ao Twitter.
Aplicativos:
Colocar aplicativos na página (Fotos / Links / Eventos / Notas / Vídeos)
Informações:
Um link que mostra uma análise detalhada da sua página, para você ver quem anda visitando, que frequencia, quanto tempo fica etc.

Rádios cariocas sobem o muro para disputar ouvintes

O leitor Bruno Monteiro apontou seu celular para a Rua Almirante Cochrane, na Tijuca, e flagrou a MPB FM e a Paradiso disputando muro-a-muro a audiência do ouvinte tijucano.
"Isso é que é disputa acirrada", ele comentou em e-mail para a Janela, prevendo que, daqui a pouco veremos também nas ruas da cidade Tupi, Globo, Beat 98 e FM O Dia.
Tem que ser, não é? Com tanta gente só ouvindo rádio no carro, é quase como bater no vidro do motorista sugerindo que ele mude de estação.


SEPARAÇÃO - Sem muitas explicações, a Artplan está comunicando que desfez a sociedade com Eugênio Mohallem na Mohallem/Artplan, de São Paulo, e passará a atuar diretamente naquele mercado.