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Ministério da Saúde retoma concorrência para 4 agências

A campanha de Doação de Sangue do Ministério da Saúde em 2015.
Depois de um ano suspensa, voltou a acontecer a licitação do Ministério da Saúde para dividir uma conta anual de R$ 205 milhões entre 4 agências de publicidade.

O Edital da Concorrência 02/2016 -- que já chegou até a sofrer um adiamento depois de lançado -- prevê a entrega de documentos para o dia 25 de agosto, às 10:00h, na Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício Anexo, Ala A, Sala 423.

A disputa será do tipo Melhor Técnica e o briefing pede a criação de uma campanha, com a verba fictícia de R$ 30 milhões, para "Conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, ressaltando que trata-se de um ato de cidadania". A última campanha do gênero, lançada em 2015, tinha como tema "Doar sangue é compartilhar vida".

Até aquele ano de 2015, o Ministério da Saúde era atendido pelas agências Agnelo, Borghi/Lowe, Calia e Propeg, escolhidas em uma concorrência realizada em 2011. Em abril de 2015, quando aconteceu a prisão de Ricardo Hoffmann, diretor da Borghi em Brasília, durante uma das fases da Lava Jato, essa agência foi desligada do órgão. A nova disputa deveria ter acontecido até o final de 2015, já que o contrato do órgão com as demais agências se encerraria naquele ano. Aparentemente, como não houve qualquer registro na imprensa, conseguiram segurar um pouco mais quando melou o edital do final de 2015.

O novo edital tem um ítem curioso, provavelmente ainda por efeito da Lava-Jato. Diz lá que "Não poderá participar desta concorrência a agência de propaganda que estiver cumprindo suspensão temporária do direito de participar de licitação ou estiver impedida de contratar com o Ministério da Saúde".

Mudança de ares?

Esta é a primeira grande concorrência de um órgão federal no governo interino de Michel Temer. Naturalmente, há uma gigantesca curiosidade do mercado se, por conta da mudança política, haverá alguma alterência -- independente do eventual bom serviço que possam haver prestado -- nas agências de publicidade que tradicionalmente vinham sendo vencedoras das disputas desde a subida do PT ao poder.

De qualquer modo, uma coisa a licitação do Ministério da Saúde esqueceu de mudar. Nas referências para download de arquivos, o edital remete ao Manual da Marca do Governo Federal que usa o logo da "Pátria Educadora" de Dilma Rousseff, e não o que tem o "Ordem e Progresso" de Temer. Será que alguma agência vai bobear e seguir o que manda o edital?

(Marcio Ehrlich - 02/08/2016)

 
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