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Bruno Motta, ex-Shell, assume a Comunicação da Petrobras

Bruno Motta

EXCLUSIVA – A Petrobras já tem um Gerente Executivo de Comunicação e Marcas. O escolhido foi Bruno Motta, que quebrou uma sequência de quase 38 anos quando apenas profissionais do quadro da empresa eram chamados a responder pela área. Como conta Luis Vargas, que já trabalhou na petroleira, “em outubro de 1979, houve a substituição do então Superintendente do Serviço de Relações Públicas da Petrobras (denominação da função na estrutura organizacional da época) por um profissional que não pertencia aos quadros da companhia: o professor e sociólogo Carlos Alberto Rabaça, que substituiu o então titular do cargo há mais de 10 anos, o general Antonio Luiz de Barros Nunes”. 

Em 1993, no Colunistas Rio, Bruno Motta (p 5º da esquerda para a direita) já subia ao palco para receber os prêmios da Shell conquistados pela Ogilvy.
Em 1993, no Colunistas Rio, Bruno Motta (o 5º da esquerda para a direita) já subia ao palco para receber os prêmios da Shell conquistados pela Ogilvy.

Motta nunca havia passado pela Petrobras, mas tem uma gigantesca experiência no setor petroleiro. Já nos anos 90, seu nome aparecia nas fichas técnicas da Standard, Ogilvy & Mather, como responsável pela aprovação dos trabalhos premiados da Shell, onde ele assinava pelo marketing.

Formado em Publicidade pela Universidade Federal de Minas Gerais, com pós pela ESPM e pela IMD Business School, da Suiça, Bruno Guimarães Motta fez uma longa carreira na Shell, desde gerente de promoções e patrocínios a vice-presidente e CEO da Shell Brands International. Ele foi o responsável pelo gerenciamento e ativações das propriedades da Shell na escuderia de F1 Ferrari. Casado, com duas filhas, aparece sempre de sorriso aberto em suas fotos, reflexo de sua visão positiva da vida, ele que é fã de música, vinhos, boa comida e viagens.

Na Petrobras, Bruno Motta tomou posse no começo desta semana, e já adiantou à Janela que uma de suas funções será “resgatar o respeito que uma marca como a Petrobras merece”.

– Todos aqui têm consciência do impacto que os fatos recentes, envolvendo a companhia, tiveram na opinião pública. O próprio corpo de funcionários ainda sofre com isso. Queremos, então, reverter esse humor, até pela importância histórica que a Petrobras tem junto à sociedade brasileira – adiantou o executivo.

Bruno Motta cuidado das propriedades da Shell na Ferrari (Foto: Getty Images)
Bruno Motta cuidado das propriedades da Shell na Ferrari (Foto: Getty Images)

Ele assegura que um dos motivos de ter topado o desafio de comandar a comunicação da petroleira foi ver que as iniciativas para a recuperação já estão sendo feitas:

– Desde a entrada do Pedro Parente na presidência, muita coisa vem realmente mudando. As metas de segurança interna já foram batidas — exemplificou.

Questionado se ainda haveria o risco de a comunicação da Petrobras ser usada para fins políticos, Bruno Motta rebateu:

– A diretriz que eu recebi da direção da empresa é de que vamos atuar em bases técnicas e com total transparência. Essa foi outra das razões que me levaram a apostar nessa oportunidade. Está havendo toda uma mudança nas políticas que vão nortear os investimentos em patrocínios, por exemplo, com a Petrobras não mais fazendo uso da Lei Rouanet.

De certa forma, Bruno Motta embarcou na Petrobras com o bonde andando. A concorrência pelas novas agências que vão atender a companhia — foram escolhidas a DPZ&T e a Propeg — já havia acontecido. E as duas agências já estão com trabalhos começando a ser desenvolvidos, com veiculação iniciando em novembro. Tanto que o executivo nem pretende fazer alterações na sua equipe:

– Seria presunção dizer que tudo agora vai mudar na Petrobras com a minha chegada. Sei que existe, publicamente, uma visão muito generalista do que é o funcionalismo público. No entanto, tive uma impressão muito positiva da equipe, formada de gente competente e que talvez, até, nos últimos tempos, não estivesse tendo a chance de mostrar seu grande conhecimento técnico.

Ainda assim, pela sua formação voltada para marketing, Bruno antecipou que vai procurar direcionar a comunicação da estatal para que ela dê mais suporte aos negócios, isto não significando somente vendas. “Resultados no relacionamento com investidores e com a comunidade são muito importantes para uma empresa como a Petrobras. E não temos como não focar também nisso”, conclui Motta.

(A foto principal de Bruno Motta é de Flávio Emanuel, da Petrobras)

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Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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