• Colunistas 2019. Para quem sabe vencer desafios.
  • Morre “Cacau” Azevedo, ex-JWT e Bridge

    Luiz Claudio "Cacau" Azevedo

    Faleceu em 16 de maio último, aos 73 anos, o ex-VP de Operações da J.Walter Thompson no Rio, Luiz Claudio “Cacau” Paiva de Azevedo.

    Nascido em 7/11/1945, formou-se em Filosofia e Comunicação e foi publicitário por mais de 30 anos. Pai de três filhos, vinha morando em Cabo Frio, litoral do Rio de Janeiro, em companhia de dois gatos.

    Em 1992, Cacau surpreendeu o mercado ao deixar a JWT para se juntar a Margot Soliani, VP de criação da CBBA, e ao ex-gerente da Thompson em Portugal, Eduardo Moura, para abrir uma agência exclusivamente para atender toda a conta do Guaraná Brahma, que, na época, tinha Magim Rodrigues como seu diretor de marketing. Para se ter uma ideia, especulava-se que a conta do guaraná remontava a US$ 7 milhões. O projeto durou até 1997, quando a Brahma retirou a conta da agência que ela própria havia incentivado a nascer e Cacau retornou à JWT, como gerente do escritório carioca.

    Em 2001, Cacau foi atuar na agência Carioca, de Sérgio de Paula, para atender a conta de Heineken, recém conquistada pela empresa.

    Cacau escreveu dois livros, ambos pela editora Chiado, com o nome de “Caco Azevedo”. Em 2014, “Comédia da Minha Vida Privada”. E em 2017, “Duas ou Três Coisas que Aprendi em Propaganda”, título que ele confessava ter sido inspirado no filme de Godard, “Deux Ou Trois Choses Que Je Sais D’Elle”.

    Esta é a sinopse que o próprio Cacau escreveu sobre seu livro:

    "Duas ou Três Coisas que Aprendi com a Propaganda", de Caco Azevedo.

    A primeira coisa que aprendi com a propaganda foi a definição do que é a própria propaganda. Parece óbvio mas muita gente boa que conheci simplesmente não sabe, até hoje, o que significa. Pois bem.
    “Propaganda é um processo de estímulo para gerar respostas”. Simples assim. Um dos melhores exemplos que conheço para ilustrar esse conceito é a história do cego que utilizava uma tabuleta para pedir esmolas.
    A tabuleta dizia:
    CEGO DE NASCENÇA. UMA ESMOLA, POR FAVOR.
    Certa manhã, alguém (um publicitário?) compadecendo-se de sua pouca sorte, trocou a mensagem. Ao final do dia, a quantidade de esmolas simplesmente havia triplicado. Ele escrevera:
    EM BREVE CHEGARÁ A PRIMAVERA E EU NÃO PODEREI VER.
    Isso é propaganda.

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
    seta