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  • Rádio é o meio com maior credibilidade. Whatsapp, o menor

    Ouvinte de rádio

    Uma pesquisa realizada pela XP Investimentos e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) apontou que o rádio é o meio de comunicação mais confiável quando se trata da divulgação de notícias.

    A partir de 1.000 entrevistas realizadas entre 11 e 13 de março, o público conferiu ao rádio um índice de 64% de reconhecimento de que as notícias transmitidas eram verdadeiras, contra 19% de que informações seriam falsas. O meio superou os jornais, que ficaram com os números de 61% X 24%, e a televisão, com 61% X 28%. Ou seja, para o público, a TV até mente mais que a mídia impressa.

    A situação se inverte radicalmente quando chegamos à internet e às redes sociais. O meio digital é casa da mentira, segundo os entrevistados da XP e da Ipespe. Aliás, nem os portais de notícia escapam, com os internautas tendo a percepção de eles publicam apenas 32% de notícias verdadeiras contra 50% de mentirosas. Os sites e blogs ficam numa situação ainda pior: 28% de verdades X 52% de mentiras.

    Mas nada se compara à enorme falta de credibilidade das redes sociais. O Whatsapp — onde as fake news se espalham pelos grupos familiares — conseguiu uma indicação de ter nada mais que 12% de notícias verdadeiras, contra 72% de mentiras. Uma posição de quase empate com o Facebook, que veicula, segundo o público, 11% de verdades contra 70% de informações falsas. O Instagram conseguiu um comparativo de 17% X 55% e o Twitter 16% X 52%.

    Pesquisa aponta que o rádio é percebido pelo público como o veículo que transmite mais notícias verdadeiras.
    Pesquisa aponta que o rádio é percebido pelo público como o veículo que transmite mais notícias verdadeiras.

    Para Tuffy Habib, VP da Rádio Tupi, a alta credibilidade do rádio se explica pela grande proximidade do meio com o ouvinte. “Nenhum outro veículo tem uma participação tão íntima do público. O sujeito está no carro dirigindo e ouvindo rádio, vê um acidente ou uma árvore caída na pista, liga para a emissora e consegue, pouco depois, ouvir no ar a informação que ele próprio passou”, destaca o publicitário. Habib conta já ter percebido que o ouvinte tem a segurança de que a equipe de jornalismo das rádios vai apurar as informações que recebe. E, se tiver que corrigir, a emissora informará logo em seguida. “Ninguém mais tem essa agilidade”, garantiu o VP da Tupi.

    Tarcisio Diamantino da Costa, que comanda o Sistema MDC de Comunicação, responsável pela Rádio Costa do Sol de Araruama, lembra que essa imagem do rádio não é de hoje: “O rádio é a mídia eletrônica mais antiga do mundo. Já cobriu guerras, revoluções, Copa do Mundo, Olimpíadas e muitos outros grandes eventos. Comparado com a mídia impressa, o rádio é muito mais ágil. Consegue dar a notícia no momento do acontecimento e atualizá-la com muita rapidez”, citou o empresário. E justifica a distância dos resultados para as redes sociais: “Toda emissora possui barreiras contra a fake news. Nossas informações são filtradas e checadas. Não é surpresa o rádio ser um veículo de tanta credibilidade”, completou.

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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