• Antonio Fadiga, CEO da Artplan, implanta “squads” no Rio

    Antonio Fadiga na Artplan Rio

    A estrutura de departamentos independentes nas agências de publicidade está com os dias contados, garante Antonio Fadiga, que em maio último foi anunciado como CEO também da Artplan no Rio, função que já vinha exercendo há cinco anos em São Paulo.

    Nas próximas semanas, Fadiga estará implantado, na Artplan carioca, o modelo de “squads” (esquadrão, em inglês) que ele afirma já ser um sucesso no escritório paulista, em que toda a estrutura da agência é reorganizada em núcleos nos quais trabalham juntos, para grupos de clientes, profissionais de Criação, Conteúdo, BI, Planejamento, Atendimento, Mídia e Gerência de Projeto.

    “Vamos definir no Rio, nestes próximos dias, os grupos de clientes de cada squad”, revelou Fadiga ao receber a Janela, quando contou que este formato foi o responsável por elevar a Artplan a uma agência reconhecida no mercado paulista, com uma carteira de 12 clientes atualmente.

    “Já começamos os treinamentos da equipe carioca, que vai ganhar muita agilidade. As squads permitem um alinhamento muito mais rápido e mais imediato do que está acontecendo com cada cliente, porque todos os que participam estão na mesma área física e compartilham dos mesmos documentos na núvem, evitando as bobagens que acontecem hoje quando se tem aquele modelo departamental antigo”, garantiu Fadiga.

    A maior parte dos clientes já enxerga que não há separação entre o on e o off.— Antonio Fadiga

    O modelo defendido pelo executivo enterra de vez a velha separação entre o on e o off em uma agência, fosse o grupo tendo duas empresas independentes ou contando com alguma agência digital parceira. “Hoje, a maior parte dos clientes já enxerga que não há separação entre o on e o off. Não funcionava termos reunião com o cliente com as duas estruturas separadas. Era ineviável surgir disputa pelo dinheiro ou pela liderança do projeto, além de confundir o cliente sobre com quem ele deveria falar. Por isso faz tempo que a Artplan não tem mais sequer um ‘departamento digital’. Todo mundo tem que ser digital aqui. Quem não era, retreinou para ser. E quem não conseguiu mudar a chavinha na cabeça teve que deixar a agência”, explicou o CEO.

    Para Fadiga, foi esse novo mindset que permitiu à Artplan criar áreas técnicas específicas para dar apoio aos trabalhos digitais, como um laboratório, a produtora digital Lab, que viabiliza os processos criados dentro da agência e o Now, um núcleo de gestão de conteúdo em tempo real.

    Com o novo formato de squads, cada uma ganhará um diretor de criação, a despeito de a área criativa continuar sob o comando geral de Alessandra Sadock e Dani Ribeiro. Antonio Fadiga ressalva, no entanto, ser contra as hierarquias tradicionais das agências, com CCOs, VPs, diretores e supervisores. “Isso não combina com os dias de hoje. O trabalho tem que ser colaborativo, com todo mundo trabalhando junto, sem tantos layers burocráticos. Por isso as squads terão autonomia para gerenciar a sua equipe e para trabalhar”, acrescentou o CEO da Artplan.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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