• Prefeitura do Rio fará campanha que cairá em “Restos a Pagar”

    Marcelo Crivella - Foto do jornal Extra/Infoglobo

    Os veículos de comunicação do Rio receberam das agências que atendem a Prefeitura do Rio de Janeiro — Cálix, E3 e Nacional — um questionamento se aceitariam veicular uma nova campanha sobre a prevenção à Covid-19, com verba de R$ 2,5 milhões, mas que não terá como ser paga este ano.

    Uma das mensagens dizia: “já fomos informados pelo cliente que todas as Notas Fiscais que forem emitidas agora serão inscritas em Restos a Pagar, pois o orçamento fechou no dia 13/11/2020. Sendo assim, as liquidações e os pagamentos ocorrerão somente em 2021, sem data definida.”

    A mensagem, relatam amigos da Janela, deixou de tal maneira os veículos preocupados que alguns já responderam que não aceitarão veicular o material. A Prefeitura até previa, incialmente, começar a veiculação já nesta sexta-feira, 27/11. As restrições do período eleitoral, no entanto, adiaram este início para a próxima semana.

    A dúvida colocada pelas áreas comerciais dos veículos cariocas se baseia nas pesquisas eleitorais, que apontam o favoritismo de Eduardo Paes sobre Marcelo Crivella no segundo turno das eleições municipais deste domingo, 29/11. “Como ter certeza que Eduardo Paes vai aceitar pagar — ou quando vai aceitar pagar — compromissos assinados pela gestão anterior?”, questionou, em conversa com a Janela, um executivo de veículo.

    Para Vitor Araújo Junior, subsecretário de Publicidade da Prefeitura, o texto pode ter deixado a sensação de que a previsão de pagamento sequer existiria. “Esta é uma situação normal na administração pública ao final de cada exercício anual”, explicou Vitor Junior, garantindo que o empenho para a despesa existe. “Só não temos mais como acrescentar o pagamento aos que faremos em 2020 porque o orçamento foi fechado, para liquidações, no dia 13 de novembro, conforme Decreto Rio 48013/2020, publicado no Diário Oficial do dia 16/10/2020. Mas não vejo motivos para que quem esteja na Prefeitura em 2021 autorize os pagamentos, pois o não cumprimento seria um ato ilegal, já que a verba foi reservada e destinada para esta campanha ainda em 2020”, completou.

    De qualquer forma, o subsecretário adiantou à Janela que a pasta irá orientar as agências para redigirem um novo texto aos veículos cariocas sobre a veiculação da campanha, neste momento em que volta a crescer a contaminação em todo o país pelo coronavírus.

    (Foto de Crivella dos jornais Extra e O Globo)

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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