• Sinapro-RJ quer que Petrobras adie a sua concorrência

    O Sindicato das Agências de Propaganda do Rio (Sinapro-RJ) deu entrada na Petrobras em um pedido de adiamento da concorrência de publicidade marcada para o dia 12/04, e que escolherá duas agências para cuidar de uma verba de R$ 375 milhões da estatal.

    A justificativa, assinada pelo diretor jurídico da entidade, o advogado João Luiz Faria Netto, é de que as alterações que aconteceram no edital exigiriam a sua republicação, o que provocaria a abertura de um novo prazo legal de 45 dias para que as agências pudessem adequar suas propostas às novas realidades.

    Em conversa com a Janela, um executivo do mercado destacou que espera que a petroleira acate a sugestão, até mesmo em respeito à transparência que a empresa vem dando a todo o processo. “Será uma pena essa imagem de cuidado se perder sem que estas questões sejam resolvidas”, comentou.

    Entre as novidades na interpretação do edital está a Petrobras admitir que as agências podem entregar “monstros” dos filmes propostos, não apenas seu storyboard. “Ora, em uma concorrência deste porte, o ‘pode’ vira ‘deve'”, citou o publicitário, para explicar que as agências agora terão que correr para acrescentar este material.

    Da mesma forma, as concorrentes também descobriram agora que poderão apresentar projetos especiais de mídia, cujos valores não estão formalmente nas tabelas dos veículos. Ou seja, mais tempo será necessário para que tais projetos sejam criados e seus custos discutidos com os veículos envolvidos.

    Recentemente, a Petrobras negou o pedido de impugnação assinado pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap). Um dos motivos alegados pela entidade teria sido a ausência de honorários para serviços que não gerassem veiculação. No entanto, o valor de 1,5% — ainda que baixo –, apesar de não citado no edital, constava da minuta de contrato anexada ao processo.

    A associação também protestou pela redução que a concorrência geraria na remuneração das agências contratadas. Aqui, a Petrobras apenas respondeu alegando que estaria trabalhando para melhor uso dos recursos públicos.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.

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