• Colunistas 2019. Para quem sabe vencer desafios.
  • MPF quer que Bolsonaro pague por ter tirado comercial do BB do ar

    Comercial com influenciadores, da WMcCann para o BB



    Se o objetivo do presidente Jair Bolsonaro era conseguir mídia gratuita para o comercial “Selfie”, do Banco do Brasil, ele foi extremamente bem sucedido. A peça voltou a ser exibida hoje nas centenas de sites que estão noticiando que o Ministério Público Federeal do Rio Grande do Sul entrou com ação civil pública, na quarta-feira, 08/05, para que a peça retorne à mídia, como estava no plano proposto pela agência WMcCann. O pedido foi assinado por Enrico Rodrigues de Freitas, procurador regional dos Direitos do Cidadão, em conjunto com o Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual.

    O MPF ainda pede que o Governo pague R$ 51 milhões por ter causado dano moral coletivo. O valor serviria para campanhas de combate ao racismo e à homofobia.

    O comercial, que irritou Bolsonaro, exibia uma série de influenciadores jovens — alguns deles negros — para atingir uma nova faixa de público para o Banco. Segundo o presidente, o filme não é da “linha” de pensamento dele e que a “massa quer respeito à família”. Mas não explicou o que no comercial desrespeitava a família brasileira.

    Informações que chegaram à Janela, no entanto (mas que o BB não divulgou oficialmente), garantem que, no período em que a peça foi veiculada, de 31 de março a 25 de abril, o Banco do Brasil recebeu um aumento de 38% no volume de abertura de contas.

    Nas suas alegações, o MPF-RS diz que houve “ofensa à Constituição da República, que veda o preconceito com base em raça ou de orientação sexual e de identidade de gênero, o que inclui o preconceito denominado LGBTQfobia, bem como qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.”

    LEIA TAMBÉM NA JANELA

    Banco do Brasil lança campanha com Cellbit para falar com jovens (em 28/03/2019)

    Bolsonaro censura comercial do BB e cai Delano Valentim (em 25/04/2019)

    Comercial do BB não custou R$ 17 mi de produção (em 02/05/2019)

    Marcio Ehrlich

    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
    seta